“Campeões em Palco”, um novo projecto para este blogue

Neste blogue sempre se falou de desporto. Sobretudo, do triatlo, o tal que junta natação, ciclismo e corrida, tudo de uma só vez. O tal que o autor deste blogue nunca se imaginou a fazer e fez,

Entretanto, coisas da vida, aquilo que eu julgava ser uma lesão capaz de ser ultrapassada com massagens e anti inflamatórios, revelou-se ser algo que veio alterar os meus futuros objectivos desportivos. Natação, sim, Ciclismo, sim, Corrida, nem pensar, logo, triatlo posto de parte.

Mas o autor deste blogue, além de fazer desporto sempre que possível, também sempre teve gosto pela fotografia. Da primeira corrida que fez com dorsal ao peito não houve um único registo fotográfico. Imperdoável. Desde então, sempre que pode, pega na máquina e vai fotografar os Campeões, aqueles que se atreveram a sair do sofá e que também procuraram hábitos de vida mais saudável.

Em breve, conto começar a publicar aqui textos de um projecto que vou chamar “Campeões em Palco”. Em cada publicação vou apresentar um Campeão através de um conjunto de fotografias, às quais associo uma história.

A primeira cobaia foi o Osvaldo Serro, um campeão que conheci através do “Corridas à 6ª Feira” e que hoje lidera os destinos desse grupo. Desse e de outro chamado “Algarviana Team”, o qual vai marcando forte presença nas provas de trail no Algarve, Alentejo e arredores. No meio disso tudo, ainda organiza umas excursões catitas onde reina sempre a boa disposição.

A primeira parte da reportagem, em estúdio e com ambiente controlado, está feita. Falta ir para o campo, para os cerros, para ver se consigo tirar fotos com ar épico. Aí há que ter em conta outros fatores, como a luz, a hora do dia, as nuvens no céu, ou mesmo o vento, que a softbox é grande e obriga a ter alguém a segurar no tripé, etc, etc.

Vamos ver o que sai, pois ainda estou em processo de aprendizagem nisto dos flashes, softbox, tripés, high speed sync e outras coisas. Até breve.

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Treinos 2020 vs 2019

Passado muito tempo desde o último post, aqui fica um ponto de situação nestes tempos difíceis e complicados onde todos nos tentamos adaptar da melhor forma.

Com a corrida posta de lado de vez, com as piscinas e os ginásios fechados, sobrava o quê? Uma hipótese seria tentar replicar em casa os muitos vídeos que ia recebendo do ginásio PUMP, ou aquilo que tinha aprendido nas aulas de Pilates. Outra hipótese seria dar uso ao objecto de tortura que andava por ali arrumado a um canto. E assim foi, a explorar ao máximo o ELITE DRIVO nos percursos do ROUVY e, sempre que possível (paciência, tempo, vontade, etc.) a tentar encaixar uns treinos de abdominais e força na sala.

Em Abril de 2019, foi assim que treinei e competi (vejo agora que em 10 treinos de ciclismo, 6 deles foram no ELITE DRIVO):

Em 2020, em confinamento, foi assim que cansei o corpo para uma mente sã:

E vocês? Como se adaptaram?

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Artrose da Anca – A última corrida

Trail “Na Rota da Perdiz” – Martim Longo, 10.11.2019

E tudo começou assim

Foi a 10.11.2019 que fiz a minha primeira prova de Trail em modo competitivo. Uma semana antes do Trail de Barrancos, prova incluída na Taça Alengarve, que seria um dos meus objectivos desportivos para 2020.

Depois de terminar a prova e completar 18km a tentar descer o melhor possível, entenda-se, com ar de Cabra-montês e sem me espalhar ravina abaixo, eis que sinto dor forte do lado direito, zona do ventre. Assim coisa que até custava andar. Mas ao fim de dois dias já quase não sentia nada. Entretanto, carga de sinusite em cima, desconforto, tosse e nada de corrida ou treinos nessa semana.

Como havia inscrição para Barrancos e passeio de autocarro, com dormida em Moura, mesmo sem poder validar o meu estado físico para conseguir fazer uma prova de trail – uma prova dura, diziam alguns, e eu ia aos 24km, que entretanto já tinham passado para 27km ou coisa assim – decidi ir. Nem que fosse pelo passeio e convívio.

Parti, escalei o melhor possível para aquilo que o meu coração deixava e, tentava descer novamente com ar de cabra-montês para ver se os restantes não notavam que aquela não era, garantidamente, a minha praia. Ao fim de 14km, a meio da prova e num posto de abastecimento decidi desistir. Não tinha qualquer queixa muscular, nem notava aquela dor que tinha sentido uma semana antes, mas não havia condição física. Estava cansado e ainda faltava mais uma metade da prova, por sinal, a mais técnica. Nem pensar. Ficámos todos amigos e eu até saí dali a dizer que para o ano ia tirar a desforra.

Isto foi num Domingo e só na 4ª Feira seguinte consegui voltar a correr. Uma mísera corrida de 5min, porque entretanto começou a chover bem e, quem seguia comigo, acho que não havia necessidade de apanhar molha. Tudo bem, até ao dia seguinte. Ui! A tal dor no lado direito tinha voltado e andou ali a incomodar-me durante os dias seguintes. E por incómodo, entenda-se, coisa para fazer doer o testículo. Mau Maria!

Um Carrossel de dias sem treinar e outros a achar que a coisa estava melhor

17.11.2019, a última competição no Trail de Barrancos
Início de Dezembro com a primeira Ecografia ao lado direito da virilha, para despistar possível Hérnia
A corrida na Fuzeta, que me deixou mesmo fornicado da virilha, no lado esquerdo
Vamos esquecer a Corrida, o Ciclismo, a Natação, vamos esquecer quase tudo e fazer mais ecografias
9.1.2020, aquela que, provavelmente, terá sido a última corrida

De Dezembro a Janeiro, os factos

A 25 de Novembro, depois das queixas na virilha no lado direito, fiz ecografia após consulta no fisioterapeuta. O resultado deu negativo para Hérnia (menos mal, pensava eu).

Em Dezembro foi o descalabro. Se havia queixas que me faziam evitar certos treinos, somavam-se umas crises de sinusite que me tiravam qualquer vontade de treinar. Aquela coisa chamada “Forma” era algo que terá ficado pelo caminho. Cada regresso, cada retorno, era cada vez mais custoso.

A 20 de Dezembro lá corri uns 4,5km. Nessa altura, ficou um desconforto na zona do ventre. Um incómodo a mostrar que a coisa não estava bem, ou recuperada (pensava eu).

Neste período, a dor mais forte na virilha, lado direito, desapareceu. Mas terá sido no final de Dezembro, quando achei que podia fazer uns treinos tipo “Brick”, com corrida logo após o ciclismo, que começou a surgir dor no lado esquerdo da virilha.

A 3 de Janeiro, julgava eu que isto seria uma coisa muscular, tendinite ou outra “ite” qualquer, achei que dava para correr 10km. Terei feito grande parte da corrida a 4:50min/km, a sentir-me … bem (tirando o pulso mais alto que o desejado, por causa da falta de treinos). Mas quando termino … Ai Mãe! A dor na virilha, lado esquerdo, tinha acordado, estava furiosa, irritada, e lembrava-me que era melhor ir ver aquilo.

E assim, mais um rico mês de Janeiro, com paragens nos treinos e a esperança que tudo ainda fosse ao sítio. Nesse período, fiz ecografias ao lado esquerdo da virilha, as quais deram negativo para Hérnias (menos mal, pensava eu).

Por fim, a 8 Fevereiro, faço uma corrida em local plano, ritmo lento, a pensar que algumas das poucas queixas não iam piorar. Pioraram. Tanto que nessa tarde doía-me o lado esquerdo da anca em vários sítios, Oops!

O Ortopedista e a Artrose

Fui ao ortopedista dois dias depois daquela corrida massacrante, ainda a pensar que poderia ser uma pubalgia ou uma “ite” qualquer que fosse ao lugar com fisioterapia.

Fiz RX à anca na consulta, o médico olhou para aquilo e disse, de forma seca, como costumam dizer os ortopedistas na sua forma directa, vá, um pouco bruta:

“Você tem a anca lixada do lado esquerdo … e a direita não está muito melhor”

Ó caraças! E sem alongar o assunto

“Vá nadar, pedalar … mas esqueça a corrida”

Artrose da Anca / Coxartrose

Sem mais rodeios e de forma clara e objectiva:

O que é: A artrose da anca corresponde a um desgaste da articulação da anca, com perda progressiva da cartilagem.

Sintomas: Na artrose da anca (coxartrose), as dores, que se localizam quase sempre a nível da virilha e irradiam pela face anterior da coxa até ao joelho, podem surgir exclusivamente ao nível desta última articulação. Isto é, o doente tem dores no joelho e a artrose localiza-se na anca.

Consequências: Ao longo do processo, a cartilagem fica desgastada, cada vez mais fina e, aos poucos, mais destruída. Como ela é essencial para o movimento da articulação, a dor vai-se acentuando e os movimentos vão ficando cada vez mais comprometidos. A dor impede a mobilidade, pelo que surge atrofia dos músculos. A articulação fica instável, agravando as lesões. No final, a articulação fica incapaz de exercer a sua função, sem cartilagem e com o osso desenvolvido na periferia. Os doentes ficam cada vez mais limitados, até ao ponto de não conseguirem mover a articulação sem um grande esforço e fortes dores.

Tratamento: A osteoartrose não tem cura. Na fase inicial podem ser prescritos analgésicos e anti-inflamatórios que, em conjunto com um plano adequado de fisioterapia, permitem o alívio da dor e melhoria da função articular, apesar de não tratarem a artrose. Nos casos de falência do tratamento conservador está indicada a Artroplastia da Anca ou substituição articular por uma prótese.

O Ma Ke Jeto Mosso, On Sports

Este é um blogue escrito por um ex-fumador (2 maços por dia durante 20 anos), ex-obeso (IMC 30) e ex-sedentário. Alguém que um dia decidiu procurar hábitos de vida mais saudáveis. Para isso, começou a correr e adicionou a natação e o ciclismo. Começou a fazer triatlo. Fez provas curtas e outras mais longas e desgastantes. Fez coisas que não julgava que pudesse fazer anos antes. Conseguiu resultados que não acreditava serem possíveis, como subir a um pódio. Julgava que podia continuar a fazer tudo isso por muitos mais anos. Não se arrependeu de fazer nada do que fez, da forma que fez ou da quantidade que fez.

Está identificado um problema de artrose na anca, um processo degenerativo que não se cura com fisioterapia ou medicamentos. Um processo que poderá ser abrandado, mas nunca travado. A solução final, que se deve adiar até onde for possível ou recomendável, passa por substituir as “peças” defeituosas.

Assim, perante o diagnóstico e ciente de todas as possibilidades, não me é difícil tomar decisões ou perceber aquilo que posso fazer e aquilo que tenho de deixar de fazer.

Correr, claro, será para terminar. Não faz sentido, não é lógico, nem há qualquer ganho se insistir na corrida. Mesmo que tome anti-inflamatórios e as queixas desapareçam, não faz qualquer sentido insistir num desporto que poderá causar nova inflamação e que, garantidamente, só contribuirá para a aceleração do processo degenerativo.

E não faz sentido acelerar um processo que passa por substituir osso por próteses, mesmo que depois disso, passem as dores ou queixas. Assim como, muito menos sentido faz poder-se pensar em voltar a correr com uma prótese. Mais, é comum, após aplicação de uma prótese, que o lado oposto sofra com essa transformação/compensação, acabando também por necessitar de prótese.

É isto.

Irá haver, sempre que possível, natação ciclismo, reforço muscular, Pilates e aquilo que não contribua para a aceleração desta artrose.

O triatlo, porque tem o inconveniente de incluir corrida, fica afastado.

O Ma Ke Jeto Mosso, On Sports, sempre que me for possível ou justificável, continuará a ter conteúdos novos para os poucos que ainda possam aqui vir ler.

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XVIII Triatlo de Quarteira, 28 Abril 2019 – FOTOS

Restantes fotos, aqui

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IV Duatlo de Ferreiras, 25 Abril 2019

Tempo final: 1:00:11
Geral Masculina: 36º (em 95)
Escalão 50-54:

Uma competição no Dia da Liberdade onde era preciso correr 4km, pedalar 16km e voltar a correr 2km. Desta vez não consegui ir ao pódio. Lutei muito, dei o que tinha, mas faltou um bocadinho. Um bocadinho que se resume à cena do costume: no ciclismo, ter medo de cair nas curvas mais ‘complicadas’, travar muito, ‘perder a roda’ e seguir em modo solitário até ao fim. Mas já lá vou.

Começo por uma nota negativa.
Nestes eventos desportivos, por vezes, quem organiza faz questão que haja presença de figuras ‘vip’ para dar a partida, regra geral, o senhor presidente, da câmara, da junta de freguesia, etc.

O problema é que estas figuras ilustres não fazem ideia daquilo que se passa antes do tiro de partida. Os atletas, actores principais nesta peça, procedem sempre a um aquecimento antes de puxarem o coração ao máximo. É isso que lhes permite sair no máximo e evitar lesões. E esse aquecimento é ajustado na sua duração para encaixar até à hora definida para a partida. Não faz sentido, nem se aceita que os actores principais possam estar 10min parados à espera dos ilustres (uma vez, numa corrida em Vilamoura, estivemos 20min à espera do ex.mo sr. presidente).

Ali, em Ferreiras, quando todos pensavam que iam dar o litro à 10:30 em ponto, eis que somos avisados que ainda ia tocar uma Fanfarra, que afinal ainda vinha a caminho e que, teríamos de esperar pela chegada do ex.mo sr. presidente da autarquia. Não pode ser. A partida tem sempre de ser dada à hora marcada.
Adiante.

Dada a partida, finalmente, foi tentar correr no máximo para conseguir ganhar vantagem aos adversários diretos no meu escalão. Pelo menos para o segundo ou terceiro lugar, pois o primeiro, estava à partida atribuído ao Paulo Silva, que não ia dar qualquer hipótese na corrida.

Num percurso tramado, com subidas tramadas, deu para fazer média de 4:02/km e ganhar uma diferença de tempo considerável para os que me perseguiam.

Veio o ciclismo e ainda consegui apanhar uma boa roda. Só que, no final da primeira volta, a minha cicloazelhice mostrou-se em todo o seu esplendor. Travei, eles foram e eu fiquei entregue à minha sorte durante mais duas voltas.

Para bater no fundo, a meio da segunda volta e quando eu lutava contra o vento, numa estonteante velocidade de 25km/h, eis que sou passado a fundo pelos meus perseguidores diretos, não tendo tido qualquer capacidade de reacção para me agarrar a eles. Fiz os 16,3km com média de 32.2km/h.

Entrei para a última corrida já sem grandes hipóteses de recuperar do prejuízo. E tal como sucedeu o ano passado, nos primeiros 300m, começo a sentir cãibras e sou forçado a caminhar um pouco para tentar aliviar a tensão nos gémeos. Completei os 2,1km com média de 4:13/km.

Ficam os meus parabéns ao Paulo Silva do Triatlo de Faro e ao Luis Guimarães e Luis Faustino do Lusitano/Frusoal.

Também os parabéns à equipa do Lusitano/Frusoal que este ano arrecadou o título de Campeões Regionais do Algarve de Duatlo Estrada.

E os parabéns a todos os meus bravos colegas de equipa do Louletano DC Triatlo

Os créditos das fotos são de @Isabel Maria e Jorge Gomes

Encontramo-nos no V Triatlo de Albufeira a 19 de Maio.

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ROTH, até um dia, quem sabe

O autor deste blogue, ainda sem capacidade, cabeça ou disponibilidade para prestar mais esclarecimentos, informa os seus estimados leitores que o projecto ROTH 2019 ficou adiado para data incerta (provavelmente, nunca).

A vida é assim, dá muitas voltas. Aquilo que parecia viável em Setembro de 2018 tornou-se entretanto inviável por vários motivos. Não é, certamente, o fim do mundo, mas que seria giro, muito giro, seria.

Aos que alguma vez queiram lançar-se numa aventura destas, um conselho no acto de inscrição: subscrevam, sempre, mas sempre, o seguro de cancelamento.

Este seguro tem um custo de 50€ (creio) e permite, em caso de cancelamento até uma determinada data, receber 90% do valor de inscrição. Sem isso, a organização apenas permite passar a inscrição para o ano seguinte (o que obriga sempre a ir lá). Nem sequer é possível transferir os dados de inscrição para outra pessoa. Por isso, com tantas incógnitas pelo caminho sempre longo até uma prova destas, investir nesse seguro é sempre uma boa opção.

Bons treinos e até breve, com outros temas.

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Um treino catita pela serra de Tavira

Caros leitores, triatletas que venham ao Algarve treinar, em particular. Quando quiserem fazer um treino catita de ciclismo na zona do Sotavento, com muito sobe e desce, fica a sugestão para experimentarem este.

Link no GARMIN

Na primeira rotunda a seguir à ponte, em Tavira (direcção Faro – VRSA), apanham a M508, direcção Norte. Uma estrada com um piso fantástico, a fazer inveja à EN125, que rasga a serra de Tavira num constante carrocel.

Seguem sempre em frente, sempre a subir ou a descer, sempre com possibilidade de poder apreciar uma linda paisagem. A certa altura, irá haver um cruzamento à esquerda, com placa a indicar Beliche de Baixo. É nesse ponto que, com pena, têm de abandonar a M508 e seguir por uma estrada onde o piso já provoca alguma treeeee-miii-deeeei-raaaa. Na imagem seguinte, ignorem o estado da estrada, pois a foto não está actualizada à realidade.

Descem, descem muito, e vão andar junto a uma linha de água, o que é mau sinal tendo em conta que ainda vão passar em Alcaria do Cume que fica lá no alto. E aquilo que previa, aconteceu à bruta. Numa curva à esquerda, assim, sem anestesia ou aviso prévio, aparece uma rampa tipo “ai mãezinha”. Um momento em que temes ter de desmontar para subir aquilo e, só não fazes por vergonha perante os outros que te acompanham no treino. É brutal! Mas também é certo: se subires aquilo sem parar, o resto, as subidinhas de 10% a seguir a Alcaria do CUme, vão parecer peanuts.

Quando por fim chegarem junto a Santa Catarina da Fonte do Bispo, arrastem-se para casa, porque o treino está feito.

Recomendo vivamente.

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#RoadToRoth – Resumo JAN 2019

Chegámos a Janeiro e só falta 5 meses de treino. Houvesse regularidade nos treinos e a preocupação seria menor, mas assim, como se pode ver pelos gráficos anteriores, há preocupação e dúvidas existenciais a pairar por aqui.

No ciclismo, uma constipação veio bater à porta precisamente no fim-de-semana onde contava um bom número de horas. Valha os “rolos” para manter alguma regularidade.

Na corrida, depois de uma “Corrida dos Reis” com bom desempenho para os meu nível, e depois de um treino de 120min – nunca tinha corrido tanto tempo – eis que bate à porta uma pubalgia, coisa que, em duas semanas, apenas me permitiu correr duas vezes de forma muito ligeira.

Resta a Natação o Pilates e o Ginásio. Na natação tem havido clara evolução. Valha isso. Consequência da regularidade nos treinos e da melhoria da técnica. O Pilates, por incompatibilidade com o horário das aulas, tem ficado de parte. Mas em compensação, duas vezes por semana, houve trabalho de ginásio, com muito treino funcional e vários exercícios que fazia no Pilates. Esse reforço muscular tem sido fundamental, quer para recuperar as mazelas, quer para prevenir mais mazelas até Julho.

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#RoadToRoth – Resumo DEZ 2018

Um mês mais equilibrado, a fazer esquecer a desgraça de Novembro. A salientar que das 16h de ciclismo, perto de 5h, ou 30%, foram feitas no novo equipamento. Um investimento que está a ter uso, valha isso.

A lesão no calcanhar também parece estar ultrapassada, facto que me está a deixar confiante para começar a aumentar a duração e frequência dos treinos.

Em relação ao Pilates e Ginásio, será de tentar manter ali perto das 10h mensais, ou mesmo subir para as 12h, pois os benefícios que tenho obtido são enormes.

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Um novo meio de “tortura”

Um investimento que andava a ser adiado há demasiado tempo. Talvez porque na única experiência que tive, detestei aquilo. Falo de “Rolos” para a bicicleta, ou, neste caso, de um “Smart Trainer”, que é coisa mais fina.

Há 3 anos, quando forniquei o menisco, emprestaram-me uns “rolos” para eu pedalar na fase de recuperação da operação. Nem sei se consegui pedalar 30min. Uma seca. Horrível. E por causa disso, andei sempre a adiar um investimento que me poderia ajudar a ser mais regular nos treinos de bicicleta no Inverno, impedindo, p.e., que ficasse duas ou mais semanas sem pedalar. Sair de casa antes das 7 da manhã, ainda de noite, a sentir o orvalho a chegar aos ossos nas zonas mais baixas, não é experiência que se tenha vontade de fazer com regularidade. E pedalar ao final do dia, sempre de noite, é risco que não se deve ter.

E foi assim que lá decidi abrir os cordões à bolsa e investir em algo que pode ajudar bastante nos treinos. A escolha? Apesar de ter um preço elevado, optei por investir num equipamento tipo “Smart Trainer”, dos tais que interagem com software xpto que adaptam, automaticamente, a resistência em função do declive do percurso que estamos a efectuar.

Estava indeciso entre o “Elite Drivo” ou o “Tacx Neo“. Ambos apresentavam uma considerável redução de preço em função do recente lançamento de novas versões desses modelos. Porém, o Elite, na Bike24, estava com valor cerca de 100€ abaixo do Tacx e, tendo em consideração as características semelhantes entre ambos e não ter lido críticas negativas sobre o Elite, acabei por optar este.

Já lá está em casa e, neste mês de Dezembro, somam-se 5 treinos a puxar por ele, representando 150km num total de 5h40min. Para quem, na primeira experiência, tinha ficado a odiar este tipo de equipamento, não está mau.

É certo que no primeiro treino, por volta dos 20min já questionava como iria pedalar mais. Mas lá fui e acabei por fazer os 60min previstos sem achar uma seca. A diferença para a estrada, além da ausência do vento, é que ali estamos sempre, saliento, sempre a pedalar. E na estrada, falo por mim, há períodos de “preguiça”. Ou a tal descida onde aproveito para me deixar levar por um bocado, ou o cruzamento onde é obrigatório parar, etc. No Smart Trainer isso não existe. Os troços com inclinação negativa servem apenas para aliviar a força no equipamento, mas não temos outra opção senão pedalar. No primeiro treino esse foi o maior impacto de esforço que senti. Agora, começo a ficar habituado e até isso se suporta bem.

Estes Smart Trainers permitem pedalar sem qualquer conexão a um software externo, tal como os “rolos”. Nessa vertente, a resistência é directamente proporcional à velocidade.

Mas o gozo destes Smart Trainers é quando se conectam a programas externos – e há muitos para todos os gostos – que permitem simular de forma automática o relevo de um percurso e, ver a estrada à nossa frente, graças a vídeos que correm sincronizados com a velocidade a que pedalamos.

Ainda completamente verde nesta coisa, posso adiantar que já experimentei 3 opções: o popular ZWIFT, o My E-Training (desenvolvido pela Elite, e o ROUVY (obrigado Fernando Carmo, pela dica). Num outro post irei falar sobre cada aplicação. Para já posso adiantar que uma delas ficou a escolhida para orientar os próximos treinos. Adivinham qual é?

Por fim, porque esta compra tem sempre uns extras associados. Assim, para proteger o chão das poças de suor, optei por um destes tapetes da Decathlon. Boa qualidade, fácil de arrumar e por um valor mais acessível que outros que costumam ser sugeridos com a compra destes Smart Trainers. Acrescentei também esta base da ELITE para a roda da frente, a qual aumenta bastante a estabilidade da bicicleta ao pedalar no mesmo sítio.


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