“PRETA”, uma foto em destaque

Tinha combinado uma sessão fotográfica com o amigo João Rita. O objectivo seria tirar fotos a ele, aos seus cães e à família, ajudando-me neste processo de aprendizagem constante, onde é fundamental testar e praticar muito.

Começámos com os cães e montei um pequeno estúdio no quintal. O sol ainda estava alto, mas havia sombra numa parede. Assim, coloquei no chão uma carpete cinza, um fundo preto na parede e, no topo, com um difusor de 1,5×2,0m, cortei a luz que ainda passava na borda superior da parede. A luz principal foi colocada numa softbox redonda, diâm. 85cm, posicionada de forma oblíqua à cena, a 45º, orientada de cima para baixo. Um esquema semelhante ao que tenho usado nas fotos que estou a tirar na Coração100Dono, como se pode ver na foto seguinte.

O João Rita foi buscar a “Preta” para o palco e, como se esperava, a sua colaboração para a foto foi pouca ou nenhuma. A única forma de manter uma pose foi à custa de uns biscoitos, de onde não tirava o olhar. E assim, conseguiu-se uma foto lateral que depois foi sujeita a retoque no Photoshop.

Houve recorte da cadela para preenchimento do fundo em Black e aumentou-se o espaço para o lado esquerdo para um melhor enquadramento. A foto foi alterada para Preto e Branco, com uma máscara para manter a cor do olho e fazer sobressair uma pequena zona amarela. O resultado final foi este.

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Campeões em Palco – MANUEL FAÍSCA

Manuel João Dias Faísca nasceu a 14 de Setembro de 1944, nas Mealhas, em São Brás de Alportel. Na década de 80, mais precisamente em 1982, aos 38 anos de idade, começou a participar em competições entre corporações de bombeiros, em provas curtas de estrada. Na altura representava a corporação dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel.

A sua primeira prova foi em Beja, numa distância de 5500m. Posteriormente correu em várias provas pelo país todo e, em 1985, organizou a 1.ª Corrida dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel.

Saiu dos Bombeiros no final dos anos 80 e continuou a correr muitos anos como atleta popular individual. Posteriormente representou vários clubes do país, entre eles: Escola Afonso III de Faro; CCD da Câmara Municipal de São Brás de Alportel; Sport Lagos e Benfica; Vedrol Faro-Portimão; Clube Papa Léguas de Assafora – Sintra; Fio Dental Assafora – Sintra; Supermercados Horta de Faro; Remax Faro; Finicrédito e por último, a Associação Cultural Sambrasense, a única equipa pela qual se federou.

Em 2016 e já com 71 anos de idade, tornou-se sócio da ANAV (Associação Nacional do Atletismo Veterano) para assim poder participar e competir em Campeonatos Nacionais, Europeus e Mundiais com atletas do seu escalão.

Em 38 anos de corridas participou, sobretudo, em provas de estrada, mas também competiu em corta mato, provas de montanha, trails, provas de meio fundo e fundo. Por curiosidade, só em 2016, ou 34 anos depois da primeira corrida, é que começou a participar em competições na pista de atletismo.

A sua primeira maratona foi em Lisboa, no ano de 1993, quando tinha 49 anos de idade. Nessa estreia conseguiu obter a marca de 3h e 40min.

No ano seguinte e novamente na maratona de Lisboa, estabeleceu a sua melhor marca nesta distância:

3h 09min

Durante quase 4 décadas de atletismo, fez mais duzentas meias maratonas em Portugal e Espanha, onde obteve dezenas de pódios. De referir também que sempre foi presença assídua na prova “Meia Maratona de São João das Lampas“, onde somou 15 participações.

Acumulou o impressionante número de 24 maratonas em diversos países da Europa (Portugal, Espanha, Irlanda, Holanda e Polónia) e Canadá, tendo obtido 8 pódios e nas restantes ficando sempre nos 10 primeiros lugares do seu escalão.

Desde 2016, participou em 10 Campeonatos Regionais, 13 Campeonatos Nacionais e 5 Campeonatos da Europa (Estrada Vila Real de Sto António 2016, Montanha Monte Scatano – Espanha 2017, Maratona Wroclaw – Polónia 2018, Estrada Alicante 2018, Estrada Veneza 2019) e 2 Mundiais (Estrada Málaga 2018 e Maratona Toronto 2018) onde obteve os seguintes títulos na categoria M70 (Masculino dos 70 aos 74 anos):

  • 13/03/2016 Campeão Nacional de Corta Mato Longo – Açoteias
  • 09/04/2016 Campeão Nacional dos 10.000m – Maia
  • 09/10/2016 Campeão Nacional de Meia Maratona – Moita
  • 07/01/2017 Campeão Regional de Estrada – Faro
  • 14/01/2017 Vice Campeão Nacional de Estrada – Jamor
  • 12/02/2017 Campeão Regional de Corta Mato Longo – Marim
  • 05/03/2017 Vice Campeão Nacional de Corta Mato Longo – Mira
  • 11/03/2017 Vice Campeão Nacional de Corta Mato Curto – Torres Vedras
  • 01/04/2017 Campeão Nacional dos 10.000 m – Jamor
  • 30/04/2017 Vice Campeão da Europa de Montanha – Catalunha, Espanha
  • 14/05/2017 Campeão Regional de Fundo – Lagos
  • 17/06/2017 Campeão Regional de Pista ao Ar Livre 5.000 m – Faro
  • 10/09/2017 Vice Campeão da Europa de Maratona – Polónia
  • 26/11/2017 Campeão Nacional de Meia Maratona – Vilamoura
  • 06/01/2018 Campeão Regional de Estrada – Faro
  • 13/01/2018 Campeão Nacional de Estrada – Jamor
  • 27/01/2018 Campeão Regional de Montanha – Monchique
  • 18/02/2018 Campeão Regional de Corta Mato Longo – Açoteias
  • 24/02/2018 Vice Campeão Nacional de Corta Mato Curto – Açoteias
  • 18/03/2018 3.º Lugar no Nacional de Corta Mato Longo – Monforte
  • 10/02/2019 Campeão Regional de Corta Mato Longo – Castro Marim
  • 03/03/2019 3.º Lugar no Nacional de Pista Coberta nos 3000m – Braga
  • 18/05/2019 Campeão Regional de Pista ao Ar Livre 5000m – Faro
  • 06/07/2019 3.º Lugar no Nacional de Pista Ar Livre nos 1500m – Lousada

Aos 75 anos, em Veneza, a 15 de Setembro de 2019, fez a sua última corrida no Campeonato Europeu de Estrada, distância de 10km. Terminou a prova com o tempo de 53:16, tendo sido o 12.º no escalão M70. Com a excepção desse campeonato, em que não correu no seu escalão etário, nos restantes, ficou sempre classificado no Top 10 Europeu.

Nunca teve treinador e foi um autodidacta nos seus treinos. Na peça mais importante do seu equipamento, as sapatilhas, foi fiel à Asics durante muitos anos, mas depois a escolha passou a incidir sobre a Adidas. Nesta sessão fotográfica usou uns novos, que nunca chegaram a competir, pois foram comprados pouco antes do médico lhe dizer que o seu coração não devia ser sujeito a mais esforços com um dorsal no peito.

Conheci este campeão em 2011, quando comecei a fazer exercício físico com regularidade e a ganhar interesse pelas corridas de competição. Reparava na sua performance desportiva e via-o como um modelo de longevidade que gostava um dia poder atingir. Em 2013, no terceiro evento do Corridas à 6ª Feira, o Manuel Faísca teve a amabilidade de convidar os 10 participantes desse evento para a sua casa, onde mostrou a sala de troféus. Nas quatro paredes existem prateleiras onde estão expostas taças, medalhas, placas, fotos e tudo aquilo que conquistou ao longo de uma longa e invejável carreira desportiva.

Com tão vasta coleção poderia ser difícil escolher um troféu, mas o Manuel Faísca não hesitou quando lhe fiz esta pergunta. Era este, sem dúvida:

O troféu que conquistou a 10 de Setembro de 2017 no Europeu de Maratona que se realizou em Wrodaw, na Polónia. Ele, que partiu com receio de dois fortes adversários no seu escalão e que não estava muito confiante daquilo que podia fazer, tal foi a emoção quando percebeu que, ao cruzar a meta com o tempo de 3h e 38min, tinha conquistado o segundo lugar no escalão M70. Em 2017, com 73 anos, fez um tempo que foi dois minutos abaixo do tempo que realizou na sua primeira maratona, quando tinha 49 anos. Enorme!

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Campeões em Palco – JORGE LOPES

Jorge Lopes, o campeão “Fotógrafo das Marchas”, nasceu em 1947, em Faro. Um algarvio que, por circunstâncias da vida, foi cidadão de Albufeira, Lagos, Vila do Bispo, Tavira e Montenegro. Foi também um alentejano com morada em Odemira, Vila Nova de S. Bento, Vila Verde de Ficalho, Vale do Covo, Vale do Grou, Beja e Amareleja. Um transmontano, que viveu em Bemposta. E um beirão, com casa em Penha Garcia.

Um homem sem receio de enfrentar grandes desafios. Prova disso, o facto de ter cumprido o serviço militar obrigatório na EPI (Escola Prática de Infantaria) em Mafra e seguido para o CIOE (Centro de Instrução de Operações Especiais) em Lamego – um dos mais exigentes – terminando como oficial instrutor no CISMI (Centro de Instrução de Sargentos Milicianos de Infantaria) em Tavira.

Após o serviço militar, foi professor do 1º ciclo em Albufeira e professor de matemática na secção liceal de Tavira. Depois, seguiu a carreira bancária, trabalhando em Odemira, Albufeira – no BPA – e Loulé – no Millenium/BCP. Reformou-se em Loulé com a categoria de Gerente.

Caracteriza-se como

um homem que não perde um minuto a ver um jogo de futebol, mas que mete férias para assistir às provas de atletismo dos Jogos Olímpicos ou do Campeonato do Mundo

Uma paixão desportiva que vem dos tempos em que foi atleta federado na Associação de Ténis de Mesa do Algarve.

Exerceu também Director da Secção de Atletismo do Imortal Desportos Clube, de que faziam parte atletas de nomeada, como Carlos Lopes, Ezequiel Canário, Gualdino Viegas, José Frias, Lúcio Pereira, Ana Oliveira, Cristina Abreu, Nora Araújo e muitos outros.

Foi praticante de marcha/corrida no Programa Nacional de Marcha/Corrida da Direcção Geral dos Desportos, depois Instituto de Desporto de Portugal e actual IPDJ, Instituto Português de Desporto e Juventude, desde 1992.

É colaborador voluntário do IPDJ, na feitura do Calendário Regional, e Observador das marchas, com execução de relatórios no final de cada uma desde o ano 2000.

Para publicitação da prática da marcha criou, em 2009, o blog Marchas no Algarve e, posteriormente, a página no Facebook, com o mesmo nome, onde publica as fotos que tira.

Foi em 2014 que conheci o Jorge. Não me recordo em qual evento do Corridas à 6ª Feira. O Jorge apareceu para fotografar os campeões que lá estavam. Tirou um foto de todo o grupo, mais fotos dos grupos de amigos e conhecidos e acrescentou fotos de cada campeão a correr ou a caminhar. Fez esse registo nessa noite e decidiu repetir o voluntariado na semana seguinte. E na outra, e outra, até hoje. Do Corridas à 6ª Feira, passou a visitar também o Faro, Pegadas à 4ª Feira. E seguiu para os Cool Runers de Loulé, à 2ª Feira. No auge dos eventos informais no Algarve, chegou a fotografar um evento por dia, menos ao sábado, que o corpo também precisa descansar.

Em 2018 tirou 64.000 fotos. Desde 1992, provavelmente, terá registado mais de 500.000 fotos.

Um fotógrafo adepto da NIKON. Prova disso são os modelos que tem vindo a acumular desde 2000.

Nas muitas conversas que tivemos, eu costumo dizer-lhe “evento sem fotos é como se não tivesse acontecido”. Hoje, todos – ou quase – têm o seu espaço nas redes sociais, sobretudo no Facebook, onde a imagem é algo que se destaca sempre nas publicações. “Estou a comer isto”, “Hoje estou aqui”, “Olhem para mim na praia”, etc. E o Jorge, com o seu louvável voluntariado na divulgação do desporto no Algarve, conseguiu acrescentar mais um motivo de conversa “Olhem para mim a correr”, “Olhem para mim a subir um cerro”, “Olhem para a minha cara de felicidade ao terminar 10km”.

Não sabemos quando vão voltar os eventos formais e informais de Corrida/Marcha, mas quando for, o Jorge vai lá estar para registar e divulgar o esforço e superação dos campeões, todos aqueles que um dia decidiram sair do sofá e avançaram para fazer exercício físico e procurar hábitos de vida mais saudáveis. Nessa altura, como costuma fazer sempre para reunir todos os campeões presentes para mais uma foto de grupo, iremos ouvir gritar: “VAMOS À FOTO!!!”.

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Edições no Photoshop

Durante muitos anos usei sempre o Lightroom para fazer a edição das minha fotos. Sobretudo pela utilização de “Presets” (ou modelos de alterações) pré-definidos, aplicados de forma automática às centenas de fotos que costumo tirar em cada prova desportiva.

O Photoshop era o tal software obscuro, com ar “intragável”, sobre o qual nunca me tinha atrevido a experimentar e usar para a pós-produção das fotos.

Entretanto, coisas do confinamento, vemos um vídeo, saltamos para outro e vamos aprendendo alguma coisa. A oferta é enorme. Só é preciso saber escolher aqueles que sabem explicar de forma simples.

A dúvida que tenho: quantas fotos, daqueles que se vêem por aí onde dizemos “WOW”, não tiveram qualquer trabalho de pós-produção no Lightroom ou Photoshop?

Ficam alguns exemplos de edição.

Osvaldo Serro, o líder do “Corridas à 6ª Feira

(deslizar o slide para comparar as duas imagens, antes e depois da edição em Photoshop)

Paula Nascimento, a “Menina dos Cerros”

(deslizar o slide para comparar as duas imagens, antes e depois da edição em Photoshop)

Amélia Dinis, a instrutora de STRONGNation

(deslizar o slide para comparar as duas imagens, antes e depois da edição em Photoshop)

Opiniões e sugestões são bem-vindos em comentário a esta publicação.

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Birdy e James em Palco

Sem ainda ter conseguido concluir um dos vários trabalhos incluídos no projecto ““Campeões em Palco”, um novo projecto para este blogue“, seguem os testes em estúdio com dois grandes modelos fotográficos.

Vai-se testando várias formas de iluminar e captar a pose dos modelos. Já fiz dois fundos fotográficos (tema para um futuro post para explicar detalhadamente todo o processo). E vai-se aprendendo muito do mundo do Photoshop, diria, ferramenta fundamental para todo o processo de pós-produção das fotos.

Modo 1: Uma luz, fundo branco

Luz principal com Softbox octogonal e posicionamento oblíquo. Fundo com parede branca. O afastamento do modelo à parede torna o fundo cinzentos, sendo depois aplicada uma vinheta em pós-produção.

James

Modo 2: Quatro luzes, fundo fotográfico

Luz principal com Softbox octogonal e posicionamento frontal. Luz secundária frontal, para preenchimento de sombras, com sombrinha e difusor. Por fim, duas luzes oblíquas, posicionadas junto do fundo e a apontar para o modelos, para fazer o recorte. O fundo é em tela pintada.

James
Birdy
Birdy

Modo 3: Quatro luzes, fundo branco

Luz principal com Beauty Dish e posicionamento frontal. Luz secundária frontal, para preenchimento de sombras, com softbox 22x90cm. Por fim, duas luzes oblíquas, posicionadas junto do modelo e a apontar para o fundo, para criar o fundo completamente branco. O fundo é em tecido branco montado em estrutura desdobrável.

Birdy e James
James
James – Teste com arremesso de pedaço de fiambre, que depois é eliminado em pós-produção (aparecia na zona do pelo, por baixo da boca no lado esquerdo)

Modo 4: Quatro luzes, fundo preto

Luz principal com Softbox octogonal e posicionamento oblíquo. Luz secundária lateral, para preenchimento de sombras, com softbox 22x90cm. Por fim, duas luzes oblíquas, posicionadas junto do fundo e a apontar para o modelos, para fazer o recorte. O fundo é em tecido bpreto montado em estrutura desdobrável.

James

Dúvidas ou sugestões é favor registar em comentário.

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“Campeões em Palco”, um novo projecto para este blogue

Neste blogue sempre se falou de desporto. Sobretudo, do triatlo, o tal que junta natação, ciclismo e corrida, tudo de uma só vez. O tal que o autor deste blogue nunca se imaginou a fazer e fez,

Entretanto, coisas da vida, aquilo que eu julgava ser uma lesão capaz de ser ultrapassada com massagens e anti inflamatórios, revelou-se ser algo que veio alterar os meus futuros objectivos desportivos. Natação, sim, Ciclismo, sim, Corrida, nem pensar, logo, triatlo posto de parte.

Mas o autor deste blogue, além de fazer desporto sempre que possível, também sempre teve gosto pela fotografia. Da primeira corrida que fez com dorsal ao peito não houve um único registo fotográfico. Imperdoável. Desde então, sempre que pode, pega na máquina e vai fotografar os Campeões, aqueles que se atreveram a sair do sofá e que também procuraram hábitos de vida mais saudável.

Em breve, conto começar a publicar aqui textos de um projecto que vou chamar “Campeões em Palco”. Em cada publicação vou apresentar um Campeão através de um conjunto de fotografias, às quais associo uma história.

A primeira cobaia foi o Osvaldo Serro, um campeão que conheci através do “Corridas à 6ª Feira” e que hoje lidera os destinos desse grupo. Desse e de outro chamado “Algarviana Team”, o qual vai marcando forte presença nas provas de trail no Algarve, Alentejo e arredores. No meio disso tudo, ainda organiza umas excursões catitas onde reina sempre a boa disposição.

A primeira parte da reportagem, em estúdio e com ambiente controlado, está feita. Falta ir para o campo, para os cerros, para ver se consigo tirar fotos com ar épico. Aí há que ter em conta outros fatores, como a luz, a hora do dia, as nuvens no céu, ou mesmo o vento, que a softbox é grande e obriga a ter alguém a segurar no tripé, etc, etc.

Vamos ver o que sai, pois ainda estou em processo de aprendizagem nisto dos flashes, softbox, tripés, high speed sync e outras coisas. Até breve.

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Treinos 2020 vs 2019

Passado muito tempo desde o último post, aqui fica um ponto de situação nestes tempos difíceis e complicados onde todos nos tentamos adaptar da melhor forma.

Com a corrida posta de lado de vez, com as piscinas e os ginásios fechados, sobrava o quê? Uma hipótese seria tentar replicar em casa os muitos vídeos que ia recebendo do ginásio PUMP, ou aquilo que tinha aprendido nas aulas de Pilates. Outra hipótese seria dar uso ao objecto de tortura que andava por ali arrumado a um canto. E assim foi, a explorar ao máximo o ELITE DRIVO nos percursos do ROUVY e, sempre que possível (paciência, tempo, vontade, etc.) a tentar encaixar uns treinos de abdominais e força na sala.

Em Abril de 2019, foi assim que treinei e competi (vejo agora que em 10 treinos de ciclismo, 6 deles foram no ELITE DRIVO):

Em 2020, em confinamento, foi assim que cansei o corpo para uma mente sã:

E vocês? Como se adaptaram?

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Artrose da Anca – A última corrida

Trail “Na Rota da Perdiz” – Martim Longo, 10.11.2019

E tudo começou assim

Foi a 10.11.2019 que fiz a minha primeira prova de Trail em modo competitivo. Uma semana antes do Trail de Barrancos, prova incluída na Taça Alengarve, que seria um dos meus objectivos desportivos para 2020.

Depois de terminar a prova e completar 18km a tentar descer o melhor possível, entenda-se, com ar de Cabra-montês e sem me espalhar ravina abaixo, eis que sinto dor forte do lado direito, zona do ventre. Assim coisa que até custava andar. Mas ao fim de dois dias já quase não sentia nada. Entretanto, carga de sinusite em cima, desconforto, tosse e nada de corrida ou treinos nessa semana.

Como havia inscrição para Barrancos e passeio de autocarro, com dormida em Moura, mesmo sem poder validar o meu estado físico para conseguir fazer uma prova de trail – uma prova dura, diziam alguns, e eu ia aos 24km, que entretanto já tinham passado para 27km ou coisa assim – decidi ir. Nem que fosse pelo passeio e convívio.

Parti, escalei o melhor possível para aquilo que o meu coração deixava e, tentava descer novamente com ar de cabra-montês para ver se os restantes não notavam que aquela não era, garantidamente, a minha praia. Ao fim de 14km, a meio da prova e num posto de abastecimento decidi desistir. Não tinha qualquer queixa muscular, nem notava aquela dor que tinha sentido uma semana antes, mas não havia condição física. Estava cansado e ainda faltava mais uma metade da prova, por sinal, a mais técnica. Nem pensar. Ficámos todos amigos e eu até saí dali a dizer que para o ano ia tirar a desforra.

Isto foi num Domingo e só na 4ª Feira seguinte consegui voltar a correr. Uma mísera corrida de 5min, porque entretanto começou a chover bem e, quem seguia comigo, acho que não havia necessidade de apanhar molha. Tudo bem, até ao dia seguinte. Ui! A tal dor no lado direito tinha voltado e andou ali a incomodar-me durante os dias seguintes. E por incómodo, entenda-se, coisa para fazer doer o testículo. Mau Maria!

Um Carrossel de dias sem treinar e outros a achar que a coisa estava melhor

17.11.2019, a última competição no Trail de Barrancos
Início de Dezembro com a primeira Ecografia ao lado direito da virilha, para despistar possível Hérnia
A corrida na Fuzeta, que me deixou mesmo fornicado da virilha, no lado esquerdo
Vamos esquecer a Corrida, o Ciclismo, a Natação, vamos esquecer quase tudo e fazer mais ecografias
9.1.2020, aquela que, provavelmente, terá sido a última corrida

De Dezembro a Janeiro, os factos

A 25 de Novembro, depois das queixas na virilha no lado direito, fiz ecografia após consulta no fisioterapeuta. O resultado deu negativo para Hérnia (menos mal, pensava eu).

Em Dezembro foi o descalabro. Se havia queixas que me faziam evitar certos treinos, somavam-se umas crises de sinusite que me tiravam qualquer vontade de treinar. Aquela coisa chamada “Forma” era algo que terá ficado pelo caminho. Cada regresso, cada retorno, era cada vez mais custoso.

A 20 de Dezembro lá corri uns 4,5km. Nessa altura, ficou um desconforto na zona do ventre. Um incómodo a mostrar que a coisa não estava bem, ou recuperada (pensava eu).

Neste período, a dor mais forte na virilha, lado direito, desapareceu. Mas terá sido no final de Dezembro, quando achei que podia fazer uns treinos tipo “Brick”, com corrida logo após o ciclismo, que começou a surgir dor no lado esquerdo da virilha.

A 3 de Janeiro, julgava eu que isto seria uma coisa muscular, tendinite ou outra “ite” qualquer, achei que dava para correr 10km. Terei feito grande parte da corrida a 4:50min/km, a sentir-me … bem (tirando o pulso mais alto que o desejado, por causa da falta de treinos). Mas quando termino … Ai Mãe! A dor na virilha, lado esquerdo, tinha acordado, estava furiosa, irritada, e lembrava-me que era melhor ir ver aquilo.

E assim, mais um rico mês de Janeiro, com paragens nos treinos e a esperança que tudo ainda fosse ao sítio. Nesse período, fiz ecografias ao lado esquerdo da virilha, as quais deram negativo para Hérnias (menos mal, pensava eu).

Por fim, a 8 Fevereiro, faço uma corrida em local plano, ritmo lento, a pensar que algumas das poucas queixas não iam piorar. Pioraram. Tanto que nessa tarde doía-me o lado esquerdo da anca em vários sítios, Oops!

O Ortopedista e a Artrose

Fui ao ortopedista dois dias depois daquela corrida massacrante, ainda a pensar que poderia ser uma pubalgia ou uma “ite” qualquer que fosse ao lugar com fisioterapia.

Fiz RX à anca na consulta, o médico olhou para aquilo e disse, de forma seca, como costumam dizer os ortopedistas na sua forma directa, vá, um pouco bruta:

“Você tem a anca lixada do lado esquerdo … e a direita não está muito melhor”

Ó caraças! E sem alongar o assunto

“Vá nadar, pedalar … mas esqueça a corrida”

Artrose da Anca / Coxartrose

Sem mais rodeios e de forma clara e objectiva:

O que é: A artrose da anca corresponde a um desgaste da articulação da anca, com perda progressiva da cartilagem.

Sintomas: Na artrose da anca (coxartrose), as dores, que se localizam quase sempre a nível da virilha e irradiam pela face anterior da coxa até ao joelho, podem surgir exclusivamente ao nível desta última articulação. Isto é, o doente tem dores no joelho e a artrose localiza-se na anca.

Consequências: Ao longo do processo, a cartilagem fica desgastada, cada vez mais fina e, aos poucos, mais destruída. Como ela é essencial para o movimento da articulação, a dor vai-se acentuando e os movimentos vão ficando cada vez mais comprometidos. A dor impede a mobilidade, pelo que surge atrofia dos músculos. A articulação fica instável, agravando as lesões. No final, a articulação fica incapaz de exercer a sua função, sem cartilagem e com o osso desenvolvido na periferia. Os doentes ficam cada vez mais limitados, até ao ponto de não conseguirem mover a articulação sem um grande esforço e fortes dores.

Tratamento: A osteoartrose não tem cura. Na fase inicial podem ser prescritos analgésicos e anti-inflamatórios que, em conjunto com um plano adequado de fisioterapia, permitem o alívio da dor e melhoria da função articular, apesar de não tratarem a artrose. Nos casos de falência do tratamento conservador está indicada a Artroplastia da Anca ou substituição articular por uma prótese.

O Ma Ke Jeto Mosso, On Sports

Este é um blogue escrito por um ex-fumador (2 maços por dia durante 20 anos), ex-obeso (IMC 30) e ex-sedentário. Alguém que um dia decidiu procurar hábitos de vida mais saudáveis. Para isso, começou a correr e adicionou a natação e o ciclismo. Começou a fazer triatlo. Fez provas curtas e outras mais longas e desgastantes. Fez coisas que não julgava que pudesse fazer anos antes. Conseguiu resultados que não acreditava serem possíveis, como subir a um pódio. Julgava que podia continuar a fazer tudo isso por muitos mais anos. Não se arrependeu de fazer nada do que fez, da forma que fez ou da quantidade que fez.

Está identificado um problema de artrose na anca, um processo degenerativo que não se cura com fisioterapia ou medicamentos. Um processo que poderá ser abrandado, mas nunca travado. A solução final, que se deve adiar até onde for possível ou recomendável, passa por substituir as “peças” defeituosas.

Assim, perante o diagnóstico e ciente de todas as possibilidades, não me é difícil tomar decisões ou perceber aquilo que posso fazer e aquilo que tenho de deixar de fazer.

Correr, claro, será para terminar. Não faz sentido, não é lógico, nem há qualquer ganho se insistir na corrida. Mesmo que tome anti-inflamatórios e as queixas desapareçam, não faz qualquer sentido insistir num desporto que poderá causar nova inflamação e que, garantidamente, só contribuirá para a aceleração do processo degenerativo.

E não faz sentido acelerar um processo que passa por substituir osso por próteses, mesmo que depois disso, passem as dores ou queixas. Assim como, muito menos sentido faz poder-se pensar em voltar a correr com uma prótese. Mais, é comum, após aplicação de uma prótese, que o lado oposto sofra com essa transformação/compensação, acabando também por necessitar de prótese.

É isto.

Irá haver, sempre que possível, natação ciclismo, reforço muscular, Pilates e aquilo que não contribua para a aceleração desta artrose.

O triatlo, porque tem o inconveniente de incluir corrida, fica afastado.

O Ma Ke Jeto Mosso, On Sports, sempre que me for possível ou justificável, continuará a ter conteúdos novos para os poucos que ainda possam aqui vir ler.

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XVIII Triatlo de Quarteira, 28 Abril 2019 – FOTOS

Restantes fotos, aqui

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IV Duatlo de Ferreiras, 25 Abril 2019

Tempo final: 1:00:11
Geral Masculina: 36º (em 95)
Escalão 50-54:

Uma competição no Dia da Liberdade onde era preciso correr 4km, pedalar 16km e voltar a correr 2km. Desta vez não consegui ir ao pódio. Lutei muito, dei o que tinha, mas faltou um bocadinho. Um bocadinho que se resume à cena do costume: no ciclismo, ter medo de cair nas curvas mais ‘complicadas’, travar muito, ‘perder a roda’ e seguir em modo solitário até ao fim. Mas já lá vou.

Começo por uma nota negativa.
Nestes eventos desportivos, por vezes, quem organiza faz questão que haja presença de figuras ‘vip’ para dar a partida, regra geral, o senhor presidente, da câmara, da junta de freguesia, etc.

O problema é que estas figuras ilustres não fazem ideia daquilo que se passa antes do tiro de partida. Os atletas, actores principais nesta peça, procedem sempre a um aquecimento antes de puxarem o coração ao máximo. É isso que lhes permite sair no máximo e evitar lesões. E esse aquecimento é ajustado na sua duração para encaixar até à hora definida para a partida. Não faz sentido, nem se aceita que os actores principais possam estar 10min parados à espera dos ilustres (uma vez, numa corrida em Vilamoura, estivemos 20min à espera do ex.mo sr. presidente).

Ali, em Ferreiras, quando todos pensavam que iam dar o litro à 10:30 em ponto, eis que somos avisados que ainda ia tocar uma Fanfarra, que afinal ainda vinha a caminho e que, teríamos de esperar pela chegada do ex.mo sr. presidente da autarquia. Não pode ser. A partida tem sempre de ser dada à hora marcada.
Adiante.

Dada a partida, finalmente, foi tentar correr no máximo para conseguir ganhar vantagem aos adversários diretos no meu escalão. Pelo menos para o segundo ou terceiro lugar, pois o primeiro, estava à partida atribuído ao Paulo Silva, que não ia dar qualquer hipótese na corrida.

Num percurso tramado, com subidas tramadas, deu para fazer média de 4:02/km e ganhar uma diferença de tempo considerável para os que me perseguiam.

Veio o ciclismo e ainda consegui apanhar uma boa roda. Só que, no final da primeira volta, a minha cicloazelhice mostrou-se em todo o seu esplendor. Travei, eles foram e eu fiquei entregue à minha sorte durante mais duas voltas.

Para bater no fundo, a meio da segunda volta e quando eu lutava contra o vento, numa estonteante velocidade de 25km/h, eis que sou passado a fundo pelos meus perseguidores diretos, não tendo tido qualquer capacidade de reacção para me agarrar a eles. Fiz os 16,3km com média de 32.2km/h.

Entrei para a última corrida já sem grandes hipóteses de recuperar do prejuízo. E tal como sucedeu o ano passado, nos primeiros 300m, começo a sentir cãibras e sou forçado a caminhar um pouco para tentar aliviar a tensão nos gémeos. Completei os 2,1km com média de 4:13/km.

Ficam os meus parabéns ao Paulo Silva do Triatlo de Faro e ao Luis Guimarães e Luis Faustino do Lusitano/Frusoal.

Também os parabéns à equipa do Lusitano/Frusoal que este ano arrecadou o título de Campeões Regionais do Algarve de Duatlo Estrada.

E os parabéns a todos os meus bravos colegas de equipa do Louletano DC Triatlo

Os créditos das fotos são de @Isabel Maria e Jorge Gomes

Encontramo-nos no V Triatlo de Albufeira a 19 de Maio.

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