Depois foi o fígado gordo

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Deixar de fumar, tal como descrito no post anterior, tinha sido o primeiro passo para a mudança. Eram inquestionáveis os benefícios que estava a obter com essa decisão. Tinha ficado com um faro apuradíssimo; as roupas cheiravam a lavanda ao final do dia; o hálito já não fazia pensar que eu tinha lambido um cinzeiro (direitos de autor para Macário Correia); as pontas dos dedos já não estavam amarelas; as enxaquecas eram menos frequentes; sobretudo, comecei a ganhar fôlego, coisa que pensava ter perdido em parte incerta. Só que o excesso de peso está longe de ser um benefício. Eu também não consegui escapar aos 8Kg da praxe, mais coisa menos coisa. Oito quilos que se somaram aos quilos a mais que já tinha, por não praticar qualquer exercício físico, onde ainda se adicionaram mais uns quilos de excessos alimentares.

Como já não fumava, e perante um ligeiro desconforto associado ao evidente excesso de peso, tinha decidido começar a fazer pela vida, a praticar algum exercício. Andar. Levantar-me pelas 6 da manhã e ir andar. A ideia era boa, manter a regularidade é que era pior. Se fosse todos os dias, talvez obtivesse bons resultados. A questão é que era uma, duas, vá lá, três vezes por semana com muita sorte. Assim é impossível. Ao Domingo de manhã lá ia andar para o Ludo (irei falar do Ludo vezes sem conta neste blogue), para completar 11Km entre trilhos de terra e areia da praia. Sim, era alguma coisa. Só que as calorias que eu gastava naquela manhã, eram muito certamente, repostas pelo almoço que vinha a seguir, já que o apetite estava aberto e pronto para devorar tudo o que me colocassem à frente.

Eu nem me estava a aperceber que apenas fazia festinhas no consumo de calorias, ou nem isso. Pior, mesmo que aumentasse o nível de exercício, o efeito prático seria nulo, já que a entrada de calorias estava longe de estar controlada ou de ser a mais adequada para o estilo de vida que fazia. Por isso não foi surpresa quando, na sequência de mais uma ecografia abdominal, a médica salientou que eu mantinha o “Fígado Gordo”. Dois anos antes, no mesmo exame, a médica tinha descrito assim o meu fígado: “Gordo!? Está gordíssimo? Se fosse pato seria um Foie Gras”. Sabe sempre bem ouvir isto, não sabe?

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2 respostas a Depois foi o fígado gordo

  1. Pingback: O dia da mudança | Ma Ke Jeto, Mosso on Sports

  2. cristina dinis roldao diz:

    pois, também deixei de fumar fez este mês 1 ano, pela enésima vez mas agora foi de vez, é tão diferente controlar o tabaco do tipo de controlo necessário para o peso.

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