A primeira corrida

primeira corrida

A minha primeira tentativa de corrida depois de muitos anos de sedentarismo. Já não tenho presente a data, mas sei que foi algures em 2008. Saliento que não comecei logo a tentar correr. Primeiro comecei a andar. Uma volta em torno da cidade de Faro – que correspondia a cerca de 7Km – sempre que tinha coragem para me levantar muito cedo ou quando a motivação conseguia sobrepor-se à preguiça.

Um belo dia, já na parte final da caminhada, disse para os meus botões (ou para o leitor de mp3): “Então e se eu agora tentasse correr um bocado?”. E assim foi. Com início a meio do Largo de São Francisco, em Faro, lá comecei a dar umas passadas. Nesse dia fiz a estonteante marca de … 250m, repito, duzentos e cinquenta metros, cerca de 3% daquilo que corro actualmente. Parei exactamente à frente da porta secundária da escola de Hotelaria.

E porque parei? Porque senti que se desse mais um passo desmaiava. Os pulmões bem tentavam puxar oxigénio, mas por mais que abrisse a boca, parecia que o ar que entrava era pouco. O coração dava ideia de estar junto do pescoço e batia mais depressa que uma batida de uma qualquer música de speed-house-trans-e-o-camandro. E quando cheguei a casa a ‘coisa’ não ficou muito melhor, já que fiquei brindado com uma dor do caraças nos músculos da frente da parte inferior das pernas e uma dor quase incapacitante junto à coluna, à altura dos rins.

Nesse dia talvez tenha dito que nunca mais iria correr. Não sei, já não me lembro. Mas apesar de todo aquele desconforto, sei que repeti o processo das vezes seguintes. E aos poucos foram aumentando os metros percorridos em passo de corrida. Se está a começar e também passou por isto, não desanime. Insista e verá que aos poucos o esforço será recompensado com claras melhorias na resistência.

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2 respostas a A primeira corrida

  1. Comecei há pouco tempo. Hoje, passados quase dois meses e ainda com muita massa gorda para perder, fico maravilhada por fazer 7 km na bicicleta cada vez que vou ao ginásio…pode ser pouco (é pouco) mas para quem nunca fez nada é muito. Faz-me feliz e quem me dera poder ir mais vezes. Cada vez que consigo fazer um minuto mais na elíptica (que para mim é um terror) sinto como se tivesse cortado uma meta numa maratona qualquer…Gostava de daqui a três anos ser capaz de correr pela avenida feita doida de MP3 em punho…vamos lá a ver, nunca se sabe.

    • 🙂 Alexandra, eu, mesmo já correndo e nadando com frequência, fico logo a suar só de pensar que tenho d eme por em cima de um eliptica. Os 10m que faço naquilo só para aquecimento parecem nunca mais terminar. Não parece, mas é das coisas mais cansativas que já fiz.
      Três anos para fazeres a Av. da Liberdade a correr? Se continuares com essa determinação, a treinar de forma regular, digo-te que estarás a fazê-la bem antes de 12 meses, contados a partir de agora.
      «pode ser pouco (é pouco) mas para quem nunca fez nada é muito» pequenas distâncias, grandes progressos. Aos poucos, garanto-te que verás progressos significativos

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