O conta-rotações da máquina

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Entenda-se, o leitor dos batimentos cardíacos que comunica com o Garmin.

O meu primeiro carro foi um Opel Corsa. Tinha tudo o que era necessário para andar, menos uma coisa que nesse tempo só aparecia nos carros mais ‘avançados’, um conta-rotações. Na ausência dele e sobretudo nas ultrapassagens, onde havia a necessidade de puxar todos os cavalos que pudessem estar escondidos sob o capot, usava-se o ouvido para decidir quando estava na altura de mudar de mudança. Quando ‘aquilo’ já estava a guinchar muito, metia-se a mudança.

Quando se corre, a respiração e as pulsações são os indicadores do ‘guinchar’ do coração, o motor do corpo humano. Sabe-se que a máquina está a ser levada ao limite quando a respiração fica de tal forma ofegante que nem se consegue falar, ou quando o coração parece estar a bater junto ao pescoço. Quando isso sucede, como o corpo humano não tem mudanças, a solução é abrandar o ritmo, antes que o próprio corpo decida desligar algumas funções para se proteger do colapso final.

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Hoje em dia os conta-rotações são um componente imprescindível nos automóveis. No meu caso, a banda de leitura dos batimentos cardíacos que vinha com o Garmin, também passou a ser peça fundamental dos meus treinos. Agora quando corro, preocupo-me muito mais em saber em que zona estou dos batimentos cardíacos do que com o ritmo da passada. É o meu conta-rotações pessoal, onde tento nunca entrar na ‘zona vermelha’. Se o objectivo for correr 45’ na chamada ‘Zona de Resistência’ (60-75%), correspondendo no meu caso a um intervalo entre os 132 e 149bmp, e caso eu veja que os batimentos começam a aproximar-se demasiado do limite superior, a solução passa por baixar o ritmo. Quanto? O suficiente para garantir que a máquina está a trabalhar no ritmo adequado, mesmo que isso possa significar passar de 6min/Km para 7min/Km. É o que tiver que ser. Puxar demasiado pela máquina é que não convém.

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