Um problema no radiador

Hot ginger tea

Se o coração é o motor da ‘máquina’, os pulmões, na mesma analogia, devem ser o equivalente ao radiador. Pois bem, tenho andado com um problema no radiador. Começou precisamente na noite do dia 30 de Outubro, depois de um treino ‘longo’ para as X Milhas do Guadiana, que seriam feitas no Domingo seguinte. Um problema caracterizado pela famosa tosse seca, sem ranho ou febre. Algo que se torna incomodativo. No dia seguinte arrisquei ida à piscina e, como previsível, não melhorei. Mais uns dias sem fazer nada, mais uma ida ao ginásio, mas sempre com sérias dúvidas sobre o evoluir da situação e sem garantias de estar em condições para a prova de Domingo. Ainda tentei as mezinahs caseiras, com o famoso chá de limão com mel, mas nada. Sexta-feira decidi que era altura de consultar o médico favorito de clínica geral. Expliquei-lhe que andava a preparar-me para uma prova, que gostava muito de ir e perguntei se havia algo para me por fino no dia e meio que faltava para o evento. Ele observou-me, auscultou-me e fez o diagnóstico: “Isso está um pouco inflamado”. Toma lá um Brufen 600 às 3 refeições, um anti-histamínico ao deitar e, um antibiótico daqueles que são só 3 cápsulas. “Doutor, e no Domingo posso lá ir?”, perguntei. “Sim, desde que se sinta bem”, respondeu ele. Ora, tirando a tosse, eu não me sentia mal, por isso …

Tomar o Brufen estava for a de questão. Só mesmo em caso de extrema necessidade. E sempre o 400. Tanto mais que não tinha febre. Comprei o antibiótico e fiz aquilo que nunca se deve fazer: ler a bula. Nunca se lê a bula. A não ser que a pessoa goste de literatura do género Terror: “Efeitos secundários possíveis: frequentes (afectam menos de 1 em 10 pessoas) – náuseas, vómitos, diarreia, distúrbios do estômago, cãibras do estômago”. Nem vale a pena mencionar os pouco frequentes ou raros. Ou seja, havia menos de 10% de probabilidades de eu ir correr no Domingo com vómitos ou diarreia. Nice! Depois ainda tropecei nesta: “Dado que a azitromicina pode aumentar o risco de um ritmo cardíaco anormal …”. Ó valha-me! Eu que corro sempre a olhar para o ‘conta-rotações da máquina’, entenda-se, a leitura da frequência cardíaca no Garmin, como é que podia ir correr havendo o risco daquilo ficar a bater mal? Em resumo, coloquei o antibiótico em modo standby.

Fui à prova, estava vento frio, e a palavra “Pneumonia” passou várias vezes na minha cabeça. A coisa lá se passou e, para espanto meu, não fiquei pior do que estava. Mas também não melhorei muito da tosse. Estive 2 dias sem fazer nada. Ao terceiro decidi ir ao ginásio e … pumba! A tosse piorou. Estava decidido, ia começar a tomar o antibiótico. Assim, espero que o ‘radiador’ fique impecável para poder voltar aos treinos à séria. A prática desportiva tem destas coisas. Uma pessoa habitua-se e depois não quer outra coisa. Até porque, como bem se refere neste post, onde se fala de “Truques para manter a motivação”: Nunca me arrependo de fazer exercício. Depois de uma sessão de exercício físico sinto-me sempre melhor e nunca conheci ninguém que depois de uma corrida de 5 ou 10 kms ou de uma sessão de Yoga diga: “foi uma má decisão, sinto-me péssimo”.

Estar vários dias sem fazer nada, é que me faz sentir péssimo.

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