Um treino a papel químico

1511 mapa

Ontem fiz treino longo, entre 14 a 15Km, variando entre a pista de atletismo e um percurso em alcatrão (cerca de 6Km ida e volta). Na teoria, o objectivo deste treino é fazer 30 minutos na pista, com batimentos cardíacos entre 130 e 150bpm, a que deverá corresponder uma distância a rondar os 5Km. Depois, ir para o percurso de alcatrão, com batimentos cardíacos entre 150 e 160bpm, onde se fará os tais 6Km. Por fim, voltar à pista e fazer o resto da distância para completar um total entre 14 a 15Km, com batimentos cardíacos até aos 167bpm. Isto na teoria é sempre muito bonito, mas na prática, os batimentos cardíacos acabam sempre por andar mais altos que o previsto, algo que se explica pela vontade de querer correr mais depressa, ou pelo menos, ao ritmo que tentarei fazer numa meia-maratona.

Dois treinos neste percurso que podiam ter sido tirados a papel químico. Um a 21 de Outubro de 2011, de 14Km (treino A), outro a 15 de Novembro de 2011, de 15Km (Treino B) – links para o Garmin Connect. Entre eles, mais treinos, uma prova de 17Km (nas X Milhas do Guadiana) e uma semana em pouco ou nada fiz de corrida. Os 14Km do treino A foram feitos em 1:20:11. A mesma distância, no treino B, foi feita em … 1:20:28. Outros dados:

1511 tabela 1 e 2

Para o mesmo ritmo médio 5:43min/km a diferença a salientar é que no treino A consegui correr a esse ritmo com uma frequência cardíaca média inferior à do treino B, 149bpm contra 154bpm. Mais dados:

1511 tabela 3 e 4

O percurso em alcatrão foi praticamente feito no mesmo tempo, tendo sido apenas 6s mais rápido no treino B.

E isto tudo para dizer o quê? Para dizer que eu executei o treino B sem ter ao lado os dados do treino A para os comparar, não estando por isso a competir com essa sessão. Que senti, no treino B, que estaria a correr mais depressa, e no entanto, chego ao fim e descubro que fiz exactamente a mesma coisa. Não vou dizer que é frustrante mas, não escondo uma certa desilusão em realação a estes dados. Porquê? Porque sinto pouca ou nenhuma evolução em relação à velocidade da corrida. Corro aquele ritmo – o qual eu sei que dá garantias de chegar ao fim -, esforço-me por não exceder os limites dos batimentos cardíacos e não vejo melhorias, apesar de fazer séries, rampas e Cross Training, com natação e ginásio.

Vamos ver se daqui a 2 meses, com mais treinos em cima, já existem melhorias ao nível da velocidade. Se não houver, certamente não será o fim do mundo.

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