“OH Não, NÃO!” … Truz!

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Tinha que ser. Espalhei-me. Se foi grave? Felizmente não, já que estava quase parado quando isso sucedeu. Tirando umas nódoas negras, o pior foi apenas o orgulho ferido. E tudo por causa de uns objetos do Demo, os famosos pedais de encaixa, como esse da imagem. O pé encaixa, fica bem preso e deveria sair com facilidade. Deveria, mas para já, não sai. Talvez seja falta de treino, talvez com o tempo seja uma operação que se faça com toda a naturalidade e eficiência em caso de emergência. O que sei é que hoje, por causa deles, espalhei-me.

Tirei o pé direito para me encostar à berma a beber água. Parei, bebi e quando vou para me por a caminho, com uma inversão de marcha com curva à esquerda, sinto a bicicleta a tombar para esse lado, tento desencaixar esse pé, mas … catrapuz, ó para mim, às 7:30 deitado no asfalto de uma terreola. Felizmente que a essa hora não havia trânsito naquele sítio, nem público a admirar o espetáculo do palhaço ciclista. Por acaso até havia. Um varredor que ficou perplexo ao ver-me caído na estrada. O facto de eu ter-me levantado a rogar pragas aos pedais e a despejar grande parte do meu repertório de palavrões, deve tê-lo levado a pensar que eu estaria bem, daí ele não ter feito qualquer movimento em meu socorro, digo eu.

É claro que isto foi um abalo de 7.5 na escala da confiança nestes pedais. Lembrei-me  quando comecei a conduzir. Depois de umas voltas com pouco trânsito, achei que estava preparadíssimo para levar o carro para o trabalho. Paro numa subida por causa do sinal vermelho. O sinal muda, os carros da frente começam a andar, eu quero fazer o mesmo, acelero e o carro começa a descair “AHHHHH SOCORRO!”, o que estaria fazer mal? Ah, é verdade, convinha meter a primeira. Adeus confiança. Passei o resto da viagem a repetir “Só sei que nada sei”. Agora foi o mesmo. A primeira volta com estes pedais correu lindamente, mas hoje,  esta queda tornou-me receoso, é um facto. E se já doeu cair no alcatrão, quando estava quase parado, o que será cair quando se vai a alta velocidade …. brrrr!

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8 respostas a “OH Não, NÃO!” … Truz!

  1. dcaldeirao diz:

    ahahah!!! para já tudo normal, cair para o lado por causa dos pedais faz parte….
    está descansado que quando caires a sério 😦 nem vais notar que tens pedais, pois vão desencaixar em fracções de segundo, se doi??? ui…, o melhor mesmo é manteres-te afastado do alcatrão!!! mas atenção pois só há dois géneros de ciclistas…, os que já cairam (no meu caso a tradicional luxação de clavicula) e os que vão cair 😛
    aperta contigo
    abraço,

    • 🙂 David, num site qualquer de Triatlo, também li sobre esses dois tipos de ciclistas. E lá acrescentravam que só existem 2 tipo de triatletas: os que já se lesionaram e os que estão prestes a lesionar-se.

  2. ora ora… suponho e quero acreditar que agora conduz bem! Por isso, com o pedais e a bicicleta vai ser a mesmíssima coisa. Basta… aquela velha máxima verdadeiramente eficaz: não desistir!

    • Ana, até acho que conduzo bem coisas de 4 rodas. Já as de 2 rodas … no curriculum também tenho uma queda com uma acelera, que aluguei em Lagos para ir visitar umas praias, teria eu uns 20 anos. Hoje ainda penso como é que nesse dia cheguei vivo a casa

  3. Lénia diz:

    Ah, ah, ah, ah… Este post veio mesmo a calhar, Luís! Tenho andado indecisa se ponho ou não ponho pedais desses. Toda a gente me diz maravilhas, que faz uma grande diferença…Ah, pois faz! Até ficas roxo!!!
    Agora com este post e especialmente com o comentário do David, fiquei sem dúvidas: Pedais de encaixe – Vai de recto, Satanás!

    • 🙂 Lénia, pelo que li, estas quedas em câmara lenta com estes pedais, são mesmo habituais. provavelmente, todos já deram uma assim. Mas havias de experimentar. O ganho em termos de força de pedalada é mesmo muito superior quando comparado a andares apenas com os pés soltos, em cima dos pedais

      • Lénia diz:

        Eh pá, eu queria dizer “Vai de retro, Satanás!” e continuo a dizer o mesmo. Já estou velha demais para praticar quedas ou andar à procura delas, mas não digo que não tenho vontade de experimentar. Primeiro, terei de arranjar cotoveleiras, joelheiras e mais não sei o quê, para amortecer a queda.
        Bons treinos de corrida, Luís!

  4. Pingback: A nobre arte de fazer malabarismos na bicicleta | Ma Ke Jeto, Mosso on Sports

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