22ª Meia Maratona de Lisboa EDP

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A minha segunda meia maratona. Em relação à anterior, onde terminei com uma forte dor no joelho, coisa que me obrigou a interromper as corridas por várias semanas, tive nesta uma melhoria de quase 6min no tempo final, terminando com 01:53:04 (tempo do Chip), a um ritmo médio de 5:20min/Km e média de batimentos de 166bpm.

Acordar no Algarve e chegar a Lisboa

Um ponto que faço questão de mencionar para lembrar que nem todos os 37.000 atletas ali presentes eram da região da grande Lisboa. Muitos, como foi o meu caso, tiveram de se levantar pelas 3 da manhã (deveria ter sido às 4 da manhã, não fosse o caso, infelizmente, da hora adiantar nessa madrugada) para se fazerem à estrada e enfrentar quase 300Km pelo simples prazer de participar numa corrida. Na véspera tínhamos planeado estacionar o mais perto possível da chegada. Onde? Talvez junto ao estádio do Restelo. Mas há problemas que vêm por bem. Depois de termos descido para Alcântara, vimos que o trânsito já estava cortado na Av. da Índia. Mau Maria. Fomos por dentro, pela Av. Brasília e eu a dizer que assim tínhamos de ir a Algés para poder inverter a marcha e voltar para Belém. Mas não foi preciso. Tivemos de parar nuns semáforos perto de Belém, olhámos para a esquerda e vimos, com alegria, que estava ali o parque de estacionamento da estação dos barcos para a Trafaria, ainda com muitos lugares. Um grande achado a uns meros 500m da chegada. Fantástico. Estacionámos, fomos a um café ali próximo tratar de aliviar tripa e bexiga (fun-da-men-tal, insisto, Sugestão I: “tentem aliviar-se antes de chegar à ponte, senão …”) e apanhámos táxi para a estação de comboios de Campolide.

A ida para o Pragal

Quando se vem de longe para uma corrida no próprio dia, existe o problema do levantamento do dorsal, algo que falei por aqui. A forma de contornar isso é sempre à custa de um familiar, amigo, conhecido ou nem por isso, que, com muito boa vontade, se disponibiliza a ir levantar os dorsais na véspera, nem que para isso tenha de passar 1h numa fila. Uma palavra de agradecimento a esses simpáticos intervenientes nesta coisa de participar em provas. Felizmente há telemóveis, sendo por isso fácil saber onde cada um se encontra. De salientar que sem dorsal ou chip, não há corrida para ninguém. Isto para dizer que por volta das 8:30 já havia grande fluxo de pessoas na estação de Campolide. O senão é que os comboios já vinham praticamente cheios por causa de todos aqueles que entravam em Entrecampos. Por exemplo, enquanto esperávamos pela chegada do ‘porta-dorsais’, vimos que várias pessoas não conseguiram entrar no comboio que chegou e tiveram de esperar pelo próximo. Sugestão II: “se forem de comboio para a partida, optem por entrar em Entrecampos pois será menos stressante”.

Do Pragal à zona da Partida

Hora em causa: 8:40, casas de banho na estação do Pragal? Com grandes filas. Casas de banho portáteis à saída da estação do Pragal? Com grandes filas. Da estação do Pragal à zona de partida, são cerca de 15min a andar a pé. Parece fácil mas não é. Para chegar à zona da partida, é necessário passar num viaduto que atravessa a A2 e descer a encosta do lado nascente através de um caminho onde só andam 2 pessoas (3 com esforço) lado a lado. Ver imagem seguinte:

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Imagine-se uma ampulheta com areia onde a saída é feita por um orifício muito pequeno. Imagine-se o desespero dos grãos que estão em cima, a pensar: “Fosga-se, mas quando é que eu vou conseguir sair da ampulheta? Malta! Vamos a despachar isso aí em baixo”. Por volta das 8:50, o ambiente em cima do tal viaduto era este:

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Imagine-se às 9:30 ou 10:00. Sugestão III: “aquilo é evento onde a malta tem de chegar bem cedo, mesmo que depois tenha de esperar 1h30m ou mesmo 2h pelo sinal de partida”.

À espera da partida

Chegar cedo evitar ficar parado em cima de um viaduto com a corrida quase a começar e permite que se avance o mais possível para a frente, permitindo assim que após o sinal da partida se consiga ir logo a correr. Chegar tarde, garantidamente, fará com que os 2 primeiros quilómetros (ou mais que isso) sejam feitos a andar. Avançámos o mais que conseguimos até sermos travados por uma corrente humana feita com os seguranças da prova. Foi então que reparei que a maior parte dos urinóis e casas de banho estavam mais à frente, numa zona onde os seguranças nos impediam de chegar. “Ó senhor segurança, posso ir ali ao urinol?”; “Não! Tem de esperar que isto já vai avançar”; “AH! Ok!”. Vai avançar? Mas quando? Estava a começar a ficar irritado. A bexiga parecia gritar: “Quero trabalhar! Quero trabalhar!” e o cérebro só a dizer-lhe para ter calma. Parecia o desespero de alguém a andar perdido no deserto, a morrer de sede, que entretanto vê à sua frente um oásis mas não consegue lá chegar por causa de uma qualquer barreira física. De repente lá avançámos uns metros. Mas foi pouco. Os urinóis ainda estavam em zona proibida. Ó Fónix! Depois de muita espera, lá avançámos o suficiente para que os urinóis ficassem ao nosso alcance. Mas isto é mesmo psicológico. À frente do dito cujo, a ignorar o facto de estar rodeado de pessoas, o cérebro só gritava para a bexiga: “Então!? Não querias trabalhar? Tás à espera de quê? Tótó!”. Depois de muita espera e desespero, não consegui fazer fosse o que fosse. Melhor assim. A questão seria psicológica e não física.

To be VIP or not to be

Lembrei-me do filme Titanic e da separação de classes. À minha frente, separados por um cordão de seguranças, estavam os atletas VIP’s, aqueles que nos últimos 3 anos tivessem feito menos de 01:10:00 (01:20:00 para o escalão feminino) na Meia Maratona de Lisboa, na Meia Maratona de Portugal ou numa outra Meia maratona de referência. E além desses, estavam também os pseudo VIP’s, malta que, à custa de pagar 100€ de inscrição, tinha direito a estar misturada com os atletas VIP’s, mesmo que corressem ponta de um corno. Na zona VIP, muitos faziam corridas de aquecimento, alongavam-se ou estavam em amena cavaqueira a falar com alguém afastado de si uns bons 50cm.

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Já na zona da ‘segunda classe’, o aquecimento era feito sobretudo na zona da nuca, por causa do sol forte que se fazia sentir. Já a amena cavaqueira era feita com alguém colado a nós, como se fossemos gêmeos siameses. Fazia lembrar o Metro em hora de ponta. Em resumo, um mar de gente a perder de vista. Nesta foto, em baixo, 4ª cabeça a contar da esquerda, creio que se trata de Fernando Andrade, do blogue “Cidadão de Corrida”.

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Ou seja, os primeiros 2Km seria para fazer o aquecimento que não se conseguiu fazer antes da partida.

A Corrida

Isto foi o que o Garmin registou. Não houve cabeça, estratégia ou bom-senso, com violação clara de todas as regras. Começar lento para acabar depressa acabou transformado em começar rápido para acabar em desespero. Não sei se foi da euforia do momento ou se saber que o percurso seria relativamente ‘fácil’, mas a verdade é que comecei depressa. Pior ainda quando, junto ao segundo pilar da ponte, disse ao meu companheiro da corrida: “vamos manter este ritmo forte já que até Alcântara será sempre a descer”. Entre os 2 e os 5Km andei a 5:01; 4:41; 4:39; 4:38 e até aos 6Km, já em terreno plano, fui a 5:03. Para mim é muito rápido.

Aos 10Km, quando o Garmin deu o alerta de distância, olhei para o visor e nem queria acreditar: 00:50:30. Menos 30 segundos e batia a famosa marca dos 50 minutos aos 10Km. Em treinos, para cerca de 12Km, o melhor que tinha feito era cerca de 53 minutos, e ali, ainda a ter de correr mais 11Km, tinha batido por larga margem a marca dos 10Km. Isto não é ter cabeça. De forma alguma. Até porque nesse momento o pulso já rondava os 170bpm e havia forçosamente que abrandar. E se entre os 7 e os 10Km o ritmo andou entre os 5:12 e 5:17, a partir dessa marca foi descendo progressivamente até chegar aos 5:52 aos 19Km.

Vamos lá recordar dois pontos importantes: na véspera, eu tinha estado numa mini-prova de triatlo, a qual, não matou mas deixou mossa. Como se isso não bastasse, teria dormido apenas umas 4h e feito uma viagem de 270Km de carro para conseguir estar ali. Com 20 anos somos os Reis do Mundo e tudo está ao nosso alcance. Mas com 43, fazer isto é assim um típico sinal de crise de meia idade, digo eu. Bem, parvoíce por parvoíce, antes fazer isto que comprar um Ferrari e ir tentar engatar as colegas da filha.

Aos 10Km eu estava mais ou menos ali junto às discotecas no início da 24 de Julho e lembrei-me que ainda era preciso ir até Algés e voltar … comecei a entrar em desespero. Aquilo parecia-me uma recta interminável, como se tivesse perdido a boleia para o Algarve e estivesse a correr na A2 ali no meio do Alentejo, sem saber se algum dia chegaria casa. No início da Av. da Índia começámos a encontrar todos aqueles que participavam na mini-maratona, com a avenida devidamente separada em duas faixas para evitar confusões. Ao olhar para todos eles, a andar, com ar super descontraído, a minha vontade foi saltar as barreiras e juntar-me à caminhada. Estava mesmo a ficar hiper-mega-super farto daquilo. Cansado e farto. Tão farto que, eu que adoro correr com música, tive de tirar o phones dos ouvidos pois também aquilo me estava a irritar. Foi aí que me apercebi do som ambiente, feito por milhares de sapatilhas de sola de borracha a bater no chão … trush, trush, trush, … não sei se esse som teve um efeito hipnótico mas serviu para me embalar durante mais uns quilómetros.

Mais próximo de Algés vejo uma placa a marcar 19Km. O quê? Já!? Olho para o Garmin e este marcava 17,5Km. Mau! Querem ver que carreguei sem querer no Stop? Mas não, a distância continuava a aumentar. Então … ah! Aquilo era a placa dos 19Km mas para quem já tinha dado a volta em Algés. Novo soco no estômago. Fosga-se que ainda faltam uns 4,5Km. Quero ir para casa. Quero a minha caminha. Nunca mais quero ouvir falar destas provas … bom, acho que já deu para ter uma ideia do meu estado de espírito. Enfim, bem ou mal lá consegui cruzar a meta.

Sim, seria capaz de repetir esta prova.

O combustível para a máquina

Durante a corrida: Um cubo de marmelada 30min antes da partida. Aos 5Km, antes do abastecimento em Alcântara, um gel Actifood da Isostar. No abastecimento em Alcântara, meia garrafa de bebida isotónica e uma garrafa pequena de água. Aos 10Km, uma garrafa pequena de água. Aos 15Km, uma garrafa pequena de água e um gel Total Performance da Isostar. Aos 18Km(?), uma garrafa pequena de água.

Depois de cruzar a meta: uma garrafa pequena de água, meia banana e um gelado.

Almoço (já é ritual): Um Big Tasty com montes de batatas fritas afogadas em montes de molhos.

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20 respostas a 22ª Meia Maratona de Lisboa EDP

  1. Fernando diz:

    A meia de lisboa.. vale pela caminhada… e passar a ponte a passear.. nunca mais vou para fazer a meia maratona a correr lool

    🙂 todas as outras são melhores para correr 😉 Tens de vir ao norte.. atraves da ryan air.. e fazer a meia maratona do porto e a de viana do castelo 😀

    Com dormida e viagem fica ao mesmo preço da meia de lisboa … 🙂 a tua prova foi o famoso.. partir a matar.. acabar a morrer 😀

    • 🙂 Fernando, a ir ao Porto teria de ser à maratona, da qual tenho lido coisas muito boas. Mas é uma distância que exige demasiado sofrimento e tão próximo não penso avançar em tal aventura. Até porque também exige muito treino e eu com o triatlo não me consigo desdobrar mais 🙂

  2. Paulo Sousa diz:

    Sou fã do blog há cerca de 2 meses. Crónicas bem elaboradas e cheias de boa disposição.
    Parabéns! Pelo blog e pelas duas provas no fds.

    Abraço
    Paulo Sousa

  3. Carlos Guerreiro diz:

    E para o ano outra vez! Parabéns pela corrida. Da próxima vez logo se fará melhor gestão do esforço. Também fui do algarve, de Faro, mas como fui sozinho (acompanhado da familia que não corre) e não tenho contactos disponiveis em Lisboa, tive que ir no sabado, para levantar os dorsais e pernoitar num hotel. Fiz a prova um bocadinho mais rapido, 01:51:45. Esta foi a terceira vez que fiz esta prova, que na verdade é a única que faço. Talvez se me preparar melhor e tiver tempo disponivel, alinhe em mais algumas, mas tenho que selecionar as mais interessantes. Para a próxima tenho que tentar partir mais próximo da linha da frente, pois este ano, mais uma vez parti demasiado atrás e a seguir foi uma luta para avançar. Quando cheguei a Alcantara já estava estoirado com o ziguezaguear. Agora, é disfrutar da missão cumprida e da tremenda dor de pernas que ainda aqui anda.

    • Obrigado Carlos. Essa questão dos dorsais é uma treta para quem vai de longe, como é o nosso caso. Nestas situações, a organização devia ter forma de enviar as coisas pelo correio. Mas tudo isto é um negócio. Assim, obrigam a passar por uma feira onde existem coisas desportivas à venda e a dormir na área da prova, promovendo a economia local.
      Pelo Algarve temos a meia de Altura, no dia de Páscoa, a meia de Faro, as X Milhas do Guadiana e tpor fim a meia de Ayamonte. Não têm a festa que se vive nesta, mas servem para se poupar uns cobres por serem perto de casa 🙂
      Descanso nessas pernas e bons treinos

  4. João Lima diz:

    Parabéns por tudo!

    E sim, é o Fernando Andrade. Com quem estive na cavaqueira na (longa) fila para a casa de banho!

    • Obrigado João. Pois eu só descobri quando descarreguei a foto para o computador 🙂 E mesmo que o tivesse visto, não sei se conseguia chegar perto para o cumprimentar. Naquela espera, de cada vez que mexia um braço dava sempre uma cacetada em alguém

  5. Ganfas diz:

    Luís nas condições em que fizeste a prova foi um excelente resultado, fazer um triatlo no dia anterior, acordar de madrugada, vir para Lisboa e enfrentar a confusão nos acessos à partida não deve ser nada fácil.

    Gostei desta parte do teu relato: “Foi aí que me apercebi do som ambiente, feito por milhares de sapatilhas de sola de borracha a bater no chão … trush, trush, trush, … não sei se esse som teve um efeito hipnótico mas serviu para me embalar durante mais uns quilómetros.”

    É um dos motivos pelo qual eu não corro com música. Adoro estar a correr e ouvir o som dos meus ténis a bater no chão 🙂

    • @Ganfas, isso dos phones faz lembrar o Pedro Abrunhosa. Um dia ele tira os óculos escuros e fica espantado com o que vê: “AH! Então a natureza tem estas cores?” 🙂
      Assim se vê que quando se corre com phones, parece que se está num mundo isolado de tudo o resto, o que também poderá ser perigoso caso existam carros a circular e não se consiga ouvir os pneus de algum a aproximar-se. Eu gosto de ir a ouvir música porque acaba por ser uma distração e uma forma de evitar pensar no cansaço. Mas lá que o barulho feito por todos aqueles ténis era engraçado, era 🙂

  6. dcaldeirao diz:

    mas no final melhoras-te o teu tempo!?!?!? isso é que conta…
    obviamente que fazes aqueles erros que todos fazem quando estão no inicio, por muitos livros/revistas/opiniões que leias, vais sempre cometer esses erros de principiante, só assim é que a nossa cabeça adquire os ensinamentos pessoais que ninguem nos pode ensinar, pois cada um é diferente do próximo!!!
    do teu, sempre, extenso e entusiasmado relato, só pego em duas coisas, crise da média idade!?!?!? será isso…, ou apenas descobriste que não queres pertencer à grande maioria de sedentários que há neste pais??? qual a diferença entre o que fizeste este fds e alguem que passa uma manhã de sabado na cama, almoça tarde e viaja até lisboa para ver futebol até tarde, voltar a casa muito tarde e passa o domingo a dormir e a ressacar do que bebeu??? desculpa mas prefiro ter crise de média idade e estar sempre activo…, depois os phones!?!?!? enquanto “correres” com eles em prova (dorsal no corpo) não vais passar de corredor de fds…. 😛
    abraço,
    agora é esperar por domingo…, isso sim merece um preludio como deve ser!!! acredita o que fizeste no sabado foi uma brincadeira 🙂

    • 🙂 @David, eu a querer ser um atleta ‘à séria’ e agora, ao ler isso dos phones, já fiquei tramado. Melhorei o tempo, é certo, mas podia ter ido num ritmo mais lento, mais em passeio, que não faria mal nenhum. Mas também já pensei assim: se fiz aquele tempo, com o cansaço da véspera e do acordar cedo, então, numa próxima meia maratona, com mais uns treinos e o devido descanso, sou bem capaz de fazer abaixo de 01:50:00, o que seria uma enorme conquista contra o relógio.
      Sobre a tal ‘crise de meia idade’, eu já tive esta conversa com um amigo que costuma treinar comigo, também ele ex-fumador e ex-sedentário: “entre os 20 e os 40 anos, mais coisa menos coisa, andámos nós a fumar e com hábitos de vida longe de serem saudáveis. O que seria se, durante esses 20 anos, nós tivéssemos treinado como treinamos agora e adoptássemos o actual estilo de vida. Quais seriam os tempos que conseguiriamos fazer agora?”. De certa forma, por vezes, o meu receio é que possa estar a exagerar nestes treinos, como se fosse uma forma de querer recuperar todos esses anos perdidos para o desporto.
      E já só faltam 2 dias para Domingo 🙂

  7. Quero felicitá-lo pelo blog e por esta prova em particular. De facto só a disponibilidade para poder estar presente e a logística a que isso obriga…é obra. Eu sinto o peso porque também sou um amador destas brincadeiras, curiosamente idênticos 43, e por certo andamos bem perto um do outro, pelo desenrolar dos acontecimentos relatados. No entanto, parti com a vantagem de ter acordado ás 7:30 e menos 278kms de percurso, mas acabei estoirado na mesma. Apesar de tudo fica sempre o encanto no final, de que valeu a pena, esquecemos depressa tudo e lá prometemos ainda inconscientes por uma nova participação no ano seguinte. Também já não me dá tanto prazer cada ano que passa, mas como nesta altura do ano não há meias-maratonas, acabo sempre por participar, julgo que pela terceira vez. Parabéns esta já ninguém lhe tira! Um abraço e boas provas, isto quer é continuação.

    • Obrigado Miguel. Só este vício para nos fazer cometer estas ‘loucuras’. Há tempos, num treino às 18:00, com muito frio, quem corria comigo dizia: “se há anos atrás eu alguma vez seria capaz de pensar que estaria a esta hora, com este frio, a correr no meio da rua“. E quem diz isso, diz também fazer essa longa e penosa viagem para LIsboa, com muito sono em cima 🙂
      No próximo Domingo de Páscoa vai haver a meia-maratona de Castro Marim. É perto de casa e podia ser mais uma para o curriculum. Mas nesto momento, nem quero ouvir falar em correr 🙂 Miguel, em Novembro, uma sugestão para uma grande prova: X Milhas do Guadiana
      Abraço

  8. Caro Amigo Bluewatter68. Parabéns pela participação na maior prova de todos os tempos alguma vez realizada no País, apesar dos sacrifícios que isso implica, particularmente a quem vem de longe. E obrigado pela referência que me é feita ao ter-me detectado no meio daquela enorme multidão que, pacientemente, aguardava pelo sinal da partida, a dizer adeus ao helicóptero e avançar 10m de 5 em 5 minutos. Parabéns também pelo excelente relato, que espelha bem a emoção vivida ao longo da prova. De facto, uma boa gestão do esforço é sempre a melhor garantia de um boa resultado.
    Que saudades do triatlo!!!! Faz em Agosto 8 anos que fiz a minha última prova, em Arganil… Ainda quero voltar a fazer uma provazita, nem que seja um supersprint.
    Compreendo essa dificuldade em vir competir a Lisboa, mas desde já me prontifico a dar a minha colaboração no que respeita ao levantamento de dorsais ou em qualquer coisa que esteja ao meu alcance.
    Grande Abraço.

    • Obrigado Fernando. Eu quando vou a estes eventos ando sempre a olhar à volta para a eventualidade de me cruzar com alguém que costumo ler nos blogues e poder cumprimentar pessoalmente. Afinal estávamos ali bem próximo um do outro e eu só descobri isso ao olhar para a foto 🙂 Mas aquela parte foi uma boa seca.
      Fernando, ontem fiz a minha estreia num triatlo Sprint e fiquei maravilhado com a competição. Uma organização fantástica, um público a puxar por nós e muita gestão de esforço para enfrentar as 3 provas. E na classificação final, é curioso ver que aqueles que nadam menos são também os que mais pedalam e correm, acabando assim por recuperar o tempo perdido. Depois publico post a contar a aventura.
      Agradeço também a sua disponibilidade em relação ao levantamento dos dorsais. É um pormenor logístico que por vezes pode condicionar a decisão de participar numa prova.
      Abraço

  9. Boas. Sou um leitor assiduo do seu blog e aqui deixo o link do meu, para o caso de querer trocar opiniões sobre corridas e espero que goste–» http://osprintfinal.blogspot.pt/

    Cumprimentos

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