Um músculo, dois polegares e … cum caraças!

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Esta semana comecei a fisioterapia. Primeiro uns ultrassons. Fixe. Depois um Laser ou algo do género. Fixe. Mas depois, vem a massagem. Óleo na perna e … ZÁS! Dois polegares a fazer pressão lá-no-tal-sítio-do-gémeo-interno-que-dói. WOW! “Ah! Isto tem aqui uma fibrose e nós vamos ter que dar cabo dela”. Vamos!? Assim de repente não sei se me apetece. ZUMBA! Polegares em cima daquilo a fazer a “Mãe das Massagens Mais Horríveis”. Só não gani, porque um triatleta, ou melhor, ou triturista (como é o meu caso) não pode dar parte de fraco. Mas que aquilo doeu, doeu, e muito. Por fim, umas coisas quentes em cima do músculo durante 15min. Fixe. Aliás, essa parte é tão boa que o meu receio é adormecer em cima da marquesa e poder ser acordado pela fisioterapeuta já com baba a escorrer no canto da boca.

São 15 sessões, 5 por semana. A minha esperança é que a na segunda metade, a massagem apenas produza um prazer divinal e nada desta dor horrível. Eu sei que ainda só foram 3 sessões e que a impaciência é inimiga destas coisas, mas … por vezes vem aquele pensamento a desejar que isto já estivesse muito melhor com apenas 3 massagens e que eu já pudesse ir correndo um bocado. Mas não. Isto está com ar de ir dar chatice por muito tempo.

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7 respostas a Um músculo, dois polegares e … cum caraças!

  1. Carlos Loureiro diz:

    O seu blog é muito interessante e achei que desta vez devia comentar, pois passei vários meses em recuperação de uma ruptura também no gémeo depois de uma meia-maratona!
    Tenho a impressão que as dores da massagem vão ser ainda maiores… se ainda foi só com os polegares é porque ainda se está a preparar o terreno para que a massagem mais profunda seja com o cotovelo para desfazer mesmo as fibroses… vai doer muito e quem sabe não precise, como eu, de morder o braço para não ganir! A parte boa é que depois de tanto sofrimento as fibroses desapareceram por completo, bem como qualquer vestígio da ruptura, o que foi comprovado pelo desaparecimento da lesão e por ecografia para confirmar.
    A minha recuperação foi demorada, vários meses mas já com corrida a ritmos progressivamente maiores, e acima de tudo muito alongamento do gémeo (várias vezes ao dia e durante 10 a 15 minutos) para re-orientar as fibras musculares que ficaram desordenadas após uma cicatrização caótica, já que demorei demasiado tempo a consultar um especialista e continuei a insistir na corrida a pensar que seria apenas uma contractura!
    Por fim, para que a motivação não falte, apesar de demorado, doloroso e algo dispendioso, a recuperação da minha ruptura foi completa e passados 3 meses do início dos tratamentos já participava em provas novamente! Agora já treino para uma maratona completa e corro a velocidades cada vez maiores, pelo que dar ao gémeo tempo para curar em condições vai custar mas valer a pena!
    Cumprimentos de um colega residente por terras do Algarve!!!
    Carlos

    • Carlos, agradeço o comentário, com excepção da parte que refere «o cotovelo» 🙂 Eu preciso fazer 3 tipos de treino e esta lesão veio impedir a execução de 2 (corrida e ciclismo). Mesmo assim, apesar de ir agora nadando muito, só espero é que até isso não tenha de ser interrompido por se suspeitar que possa estar a atrasar o processo regenerativo. Para já, apesar de acabar sempre por executar movimentos com a perna, não sinto quaisquer queixas depois de uma sessão de natação.
      Neste processo, o que me chateia é achar que o ortopedista, logo na primeira consulta no final de Maio (ler aqui), não tivesse prescrito a realização de uma ecografia e tivesse insistido na teoria da contractura. Por causa disso acabei por passar cerca de 3 semanas a fazer treinos onde ia sempre esforçando a perna. E ainda hoje me interrogo como consegui ir ao triatlo de Oeiras e terminar a prova, tendo em conta que andei a correr a um ritmo rápido. A dúvida (se é que isso interessa agora) é saber se os 16mm da rotura já existiam da primeira vez ou se foi o resultado dos treinos ao longo das semanas seguintes.
      Cotovelo? Ai, ai 🙂 a verdade é que a dor física passa mais depressa que a dor psicológica ou a frustração de não poder fazer aquilo que mais se gosta. Se tiver de assim, pois que seja. O importante é mesmo chegar ao fim e conseguir ficar nesse estado, com recuperação completa da ruptura e a participar em provas. Neste momento, por ser muito cedo, não escondo que as minhas dúvidas são à volta de saber se o músculo vai voltar a ser o que era e se vai permitir fazer esforços sem limitações ou queixas. Planos também serão para esquecer. Em Agosto, tal como fiz o ano passado, queria ir para o ginásio. Por um lado para fortalecer os músculos, por outro, para compensar o facto da piscina de Olhão e a pista de Faro estarem fechadas. Se não puder nadar e isto continuar sem permitir esforços, vai ser uma paragem que vai trazer mais quilos que tanto trabalho dão a eliminar 🙂 Ainda por cima de férias, onde os exageros alimentares costumam acontecer.
      Carlos, já agora, neste blogue na coluna da direita, está o link para as fotos no Flikr. Fotografei a Subida ao Cerro de São Miguel e a Corrida dos Reis em Faro. Houve participação nessas provas?
      Abraço

      • Carlos Loureiro diz:

        Bom dia! Obrigado pela informação sobre o link das fotos. De facto tinha participado na corrida de Reis este ano.. a minha primeira corrida oficial depois da tal ruptura que me impediu de correr a meia-maratona do Algarve. Foi bom ver as fotos!!!
        Em relação ao seu comentário, do que se passou comigo, apenas posso dizer que eu pude continuar a fazer exercicio, mas sem corrida durante algum tempo! Nadar um pouco e muito remo em máquina foram a minha forma de manter a parte cardivascular a funcionar enquanto não podia correr, pois o remo além de ajudar a fortaceler o tronco acaba por ser uma actividade (de ginásio) com uma boa dose de suor!!! Com as piscinas interiores fechadas em Agosto mas com a Ria e o centro náutico abertos, há sempre a possibilidade de manter alguma actividade ao ar livre!!!
        Bons treinos e boa recuperação!

  2. João Lima diz:

    Ia relatar o que iria suceder mais para a frente mas o Carlos Loureiro já o explicou na perfeição.
    As massagens irão mesmo ser assim mas a recompensa é grande.
    Há aquela frase “sofrer para bela ser”, neste caso podemos adaptar para “sofrer para atleta ser”

    Muita força, boa recuperação e tudo irá correr pelo melhor, ficando daqui a pouco tempo como história para recordar.

    Um abraço

    • Obrigado João. Já vi que estou tramado. Há que ser forte 🙂 Ontem, depois de um esfreganço dos polegares e de muitos suspiros, eu dizia para a fisioterapeuta: “Caramba! Quando penso nesta dor e no facto de poder a voltar lesão semelhante caso volte a correr, o melhor é estar quieto”. Mas foi só um desabafo feito num momento de fraqueza 🙂 A vontade de voltar a correr e de tentar superar novos desafios é enorme. E este ano, em Lisboa, enquanto tu vais enfrentar (com sucesso, tenho a certeza) o desafio da maratona de Lisboa, eu espero estar lá de novo para melhorar o tempo que fiz o ano passado na meia-maratona.
      Abraço

  3. Meu amigo,
    Voltei a sentir dores no joelho… a ver o que o ortopedista me diz a seguir ao almoço… Vou a Tavira em Agosto, era para te pedir informações de percursos, mas acho que afinal vais ter é de me indicar umas tascas… 🙂
    Abraço

    • Gustavo, é isso mesmo. Nada de deixar andar a ver se passa. E pelo meu caso, se puderes, insiste com ele para fazer um exame. Olha, noutra situação até combinávamos um treino em conjunto, mas assim, só se for para fazer uma maratona fotográfica da biodiversidade na Ria Formosa, a ritmo de 12:00/Km ou menos que isso 🙂

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