Olha a “síndrome da banda iliotibial” ou o “joelho de corredor”

joelho-leso-menisco-exterior

Foto da minha perna esquerda, tirada a propósito da minha primeira lesão, em Dezembro de 2011.

Estou novamente lesionado. É verdade. Ultimamente andava com uma ‘impressão’ no lado externo do joelho esquerdo, que surgia depois de correr. Aliás, essa impressão surgiu – faz agora quase 15 dias – nos dias seguintes ao fim-de-semana em que fui correr 15Km e pedalar 60Km. Sentia-me lindamente e sem queixas nessa altura. Se não fosse assim nem tinha ido. Fiz isso e nos dias seguintes apareceu a tal impressão, que acabou por passar. Esta semana, na 3ª Feira, fui correr 10Km à volta de Faro. A partir do meio da corrida, comecei a sentir desconforto na zona externa do joelho esquerdo, uma moinha. Algo que até acabou por passar. O senão é que no dia seguinte tinha mesmo dor naquela zona. Sentado ou deitado não tinha queixas, mas bastava começar a andar para que sentisse queixas. Entretanto, por acaso, tropecei neste artigo na Internet:

Como ocorre? Ao flexionar e estender o joelho, a parte inferior da banda passa por cima do côndilo femoral lateral, uma saliência óssea do fêmur que está na logo acima do joelho. Quando existe atrito entre essas duas estruturas, a banda iliotibial fica irritada e inflamada, causando dor. Quais são os sintomas? Dor na parte lateral do joelho.

Dos vários artigos que li na Net sobre este assunto, os meus sintomas encaixavam na perfeição. Por isso, sem querer andar a inventar fosse o que fosse, marquei logo consulta no ortopedista. Contei-lhe o meu historial de lesões e ele pediu para ver as imagens da ressonância magnética que tinha feito em Dezembro de 2011, onde o relatório mencionava: “Assinala-se imagem de hipersinal envolvendo a maior parte do corno posterior do menisco interno, aspectos em relação com rotura horizontal oblíqua, com aparente solução de continuidade com a superfície articular tibial”.  Depois de ver as imagens, este ortopedista, ao contrário do outro onde eu tenho ido, é da opinião que eu deverei ter mesmo uma rotura no menisco. Que essa rotura, numa pessoa sem actividade física, não apresentaria sintomas, mas, no caso de quem faz desporto de forma intensa, acaba por provocar estragos na zona envolvente por causa dos processos de compensação dos músculos e tendões. Na sua opinião, havia que tratar agora desta inflamação do tendão e retomar a actividade física. No entanto, se mais tarde voltar a ter lesão idêntica, então, a única solução passaria por uma artroscopia.

Isto é curioso. Há uns meses atrás eu já estaria a passar-me com isto. Mas agora, confesso sentir uma estranha calma. Estou a encarar isto com uma absurda naturalidade. Vou fazer o quê? Chatear-me? Enervar-me? Para isso já basta tudo o resto que se anda a passar neste país. A verdade, nua e crua é esta: estou prestes a fazer 44 anos e só há cerca de ano e meio é que comecei a fazer desporto, ou pelo menos, a praticar actividades num ritmo capaz de me acelerar as pulsações e deixar ofegante. Adoro o triatlo. É um desporto fantástico. Adoro nadar, pedalar (passei a gostar) e correr. Mas sei que a corrida é que tem lixado isto tudo. O meu joelho esquerdo não se dá bem com a corrida e cada vez parece que é pior. Se não fosse o triatlo eu não precisaria correr. Para fazer actividade física e obter benefícios na saúde e manter o peso em níveis bons, bastaria nadar, pedalar e ir umas vezes ao ginásio. Só que eu gosto de um desporto onde se praticam de uma só vez 3 modalidades.

Vou fazer o que se deve fazer para curar esta lesão e voltar a correr quando já não tiver queixas. E se voltar a lesionar-me na mesma zona, logo pensarei se valerá a pena fazer tratamentos específicos ou se deverei deixar andar, sem qualquer preocupação em voltar a correr. Uma coisa é certa: por mil e um motivos, uma artroscopia ao joelho está fora de questão. Não sou um atleta profissional, nem sequer entro em competições para chegar ao pódio. Faço provas pelo prazer de as completar, sem esconder o meu lado competitivo que me faz sempre tentar ficar um pouco mais à frente na tabela classificativa. Mas isso não justifica optar por um procedimento cirúrgico que me possa causar ainda mais transtornos e sem que tenha 100% de certeza de recuperação.

Estou resignado. Os objectivos, pessoais, profissionais ou desportivos, existem para serem conquistados ou adaptados em função de situações que nos ultrapassam ou que não previmos. Sei que conseguiria ter pulmão para correr uma maratona, mas infelizmente, é uma distância incompatível para a realidade do meu joelho. Por isso, é um objectivo a tirar da cabeça. Já fiz alguns triatlos na versão sprint (750m nadar, 20Km pedalar e 5Km correr) e, com muito treino, tenho a certeza que seria capaz de aguentar o esforço durante umas 6h num triatlo longo (1.9Km nadar, 90Km pedalar e 21Km correr). O senão é que o volume de corrida nos treinos será grande e eu não sei se o joelho aguenta. Para já mantém-se o objectivo de fazer um prova nessa distância. Mas se o joelho voltar a derrubar-me, paciência, mudam-se os objectivos. Ficar parado é que não. Foram muitos anos desperdiçados numa vida sedentária.

Apenas para quem possa ter algo semelhante e tenha caído aqui após uma pesquisa no Google, fica a nota sobre o tratamento que me foi receitado:

  • Naproxeno 500mg, anti-inflamatório, 2 x dia;
  • Flurbiprofeno 40mg, pensos impregnados que se colam sobre a zona afectada, 1 à noite;
  • Naproxeno 100mg/g, gel anti-inflamatório, aplicar 2 x dia;
  • 10 sessões de fisiatria com crioterapia, TENS, ultra-som, alongamento e massagem
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31 respostas a Olha a “síndrome da banda iliotibial” ou o “joelho de corredor”

  1. Carlos Loureiro diz:

    Boa tarde!
    É com pena que vejo que as lesões estão a atingi-lo em força. Mas pelas suas palavras perseverança é o que não falta, por isso acredito que brevemente estará a correr ao seu ritmo!
    De entre os vários sites com informação e vídeos de corrida, um que me lembrei assim que vi o seu post foi este:
    http://running.competitor.com/2012/06/videos/med-tent-treatment-and-prevention-of-it-band-syndrome_32060
    É sempre mais uma fonte de informação que pode ser útil!
    Saudações desportivas e uma boa recuperação!
    Carlos

    • Carlos, a gradeço o comentário e o vídeo, que é bastante esclarecedor. Nesse link também se vai dar a esta página “Ask The Running Doc: How Do I Get Rid Of IT Band Syndrome?” onde é possível ler: “Doc, the pain starts a few miles into the run, not at the beginning, and sometimes I wake up with it the next morning after a long run”. É isto. Tão simples quanto isto.
      Eu tenho mesmo perseverança 🙂 Se não fosse isso, já teria desistido de andar a enfrentar estes problemas. Eu sigo os ‘manuais’, sigo as ‘regras de bom senso’ e sigo aquilo que dizem os ‘especialistas’, mas mesmo assim, lá vou tendo chatices. A verdade é que cada caso é um caso. Há quem nunca siga nada disto e nunca tenha tido problemas. E enquanto não voltar às corridas, vou nadando, que ainda é o que me vai safando do temível aumento de peso.

  2. Manuel diz:

    Há anos eu tive um problema similar. Achava era a banda iliotibial, mas finalmente foi o tensor da “fascia lata”. 3 sessões de fisioterapia foram suficientes. Procure um bom profissional.

    Boa recuperação!

    Manuel Escaño.

    • Obrigado Manuel. Já no caso da rotura dos gémeos, a fisioterapia fez maravilhas. E também neste caso, acredito que seja o que vá fazer isto passar de forma rápida. Isso e uma paragem nas corridas, que não quero arriscar a piorar por teimosia minha

  3. Kayro diz:

    O ano passado sofri disso, foi até agora a lesão que me deixou parado durante mais tempo. Foram quase 3 meses sem treinar e com muitas dores, então nos 1ºs dias descer quer sejam escadas ou mesmo uma rampa com 1m era para esquecer.
    Se bem que podiam ter sido apenas 2 semanas, pois os médicos a que fui no inicio disto diziam que passava ao fim de algum tempo. A após 2 meses onde a coisa não melhorava de todo (a dor diminuia, mas de cada vez que começava a correr lá voltava), resolvi ir ao Centro de Medicina Desportiva do EUL. O médico confirmou uma tendinite na zona e mandou-me para 8 sessões de fisio. Em apenas 5, já estava a correr sem dores.
    No meu caso, o tratamento consistiu em reforço muscular, electroestimulação e massagem (que doía que se fartava!!), pois o meu problema era que o meu vasto medial era demasiado fraco.

    Se o teu caso for parecido com o meu, então vais voltar a treinar num instante.
    Boa recuperção!

    • Obrigado Kayro. Pelo que li, também tens tido a tua dose de lesões 😉 Isto é curioso que na minha primeira lesão, precisamente neste sítio e precisamente com estes sintomas, o ortopedista receitou-me apenas um anti-inflamatório. E há custa disso também andei uns 2 meses sem correr. Hoje questiono porque raio ele não me receitou fisioterapia. E por causa dessa, desta e de outras, confesso que estou com uma péssima opinião sobre o médico ortopedista. Poderei estar a ser muito injusto nesta afirmação e peço desculpa a quem se sentir ofendido, mas é verdade que cada vez me sinto mais à deriva e perdido nestas situações. O que eu precisava encontrar seria um ortopedista qye também corresse, alguém directamente ligado ao desporto, com enorme sensibilidade para o desporto e para quem o pratica. Nesta consulta eu até comecei por falar ao médico na hipótese de colocar uma palmilha no calcanhar esquerdo, já que tenho um desnível na bacia e, por coincidência, é sempre do lado esquerdo que tenho tido problemas. Vim-me embora da consulta e só cá fora é que me lembrei que ele não tinha respondido a essa questão. Isto é complicado: “Tome isto, faça aquilo, se não tiver queixas nem precisa voltar cá e tchau”. E o resto? E o resto dos treinos? Posso fazer alguma coisa? Fazer moderado? E isso é o quê? No fundo, aquilo que eu descobri com estas lesões é que se torna muito difícil encontrar um profissional que efectivamente tenha sensibilidade para todas estas questões e que não nos ponha no mesmo saco que o tipo sedentário que se lesionou a descer umas escadas, onde o estar parado já é coisa normal.

  4. Mas andavas tão bom de saúde antes de te meteres nestas andanças 😉

    • 😀 Por vezes digo isso: quando eu só fazia actividade de Zapping com um comando de TV, deitado num sofá, nunca precisei de tomar anti-inflamatórios ou fazer fisioterapia. Só tomava uns comprimidos para o colesterol

  5. Fernando diz:


    ” spent thousands of dollars on physical therapy and tried every cure on the internet and still could not get my IT band pain to subside. It prevented me from running for six months and I was about a week away from getting surgery on it. My surgeon insisted that I see one more PT before he operated on me and I begrudgingly acquiesced. He taught me this one little stretch that impacted my problem relatively fast. I’ve tried to describe it on running forums but it’s much easier to just explain.

    I mumble a lot, so I apologize if my babbling is incomprehensible to you, probably for the better! Just watch what I do, then repeat it as many times during the day that you possibly can!”
    My IT Band Stretch
    Eu depois de dois meses a fazer este exercicio imensas vezes ao dia resolvi o meu problema..

    • Obrigado Fernando. Eu tinha visto um vídeo na Net com um alongamento semelhante. A diferença é que era feito no chão. Quando o vi fiquei com a dúvida se teria elasticidade suficoente para o conseguir fazer. Mas neste vídeo, a posição para ser mais acessível para mim. Vou experimentar

  6. Joao rita diz:

    “…já que tenho um desnível na bacia e, por coincidência, é sempre do lado esquerdo que tenho tido problemas….”
    Espero que eu esteja errado, mas não vai lá com anti-inflamatórios….. Liga para a FTP, já que és federado, e marca consulta com o medico da federação, digo-te que ficarás bem elucidado.
    Deixa-te de andares em exprimentações…
    1 abraço
    http://www.estremoztriatlo.blogspot.pt/

  7. Jorge Goes diz:

    Boas Luis,
    Grande chatiçe logo agora que as coisas pareciam encarrilar, de qualquer forma acho que deve manter os objectivos iniciais e ter muita calma apostando numa boa recuperação fisica. mesmo que por alguma razão houvesse limitações na corrida mudam-se os objectivos mas nunca se perde o sonho . Força Luis e boa recuperação .

    • Jorge, isto é uma treta do caraças e um factor de desmoralização. Este semana fiz 2 sessões de natação onde me senti lindamente. E para não forçar demasiado os ombros, hoje o ideal seria um treino de corrida. Pensei nisso e depois lembrei-me que não posso correr. É uma seca 🙂

  8. Pingback: Entre ortopedias e fisioterapias | Ma Ke Jeto, Mosso on Sports

  9. Marli Xavier dos Santos diz:

    Desde do mes de agosto que eu comecei a sentir uma dor no lado de fora do joelho, toda vez que eu corria, com o passar dos dias esta dor foi aumentando que eu não estava mais aguentando, procurei um ortopedista que mim solicitou uma ressonância e o resultado foi síndrome da banda elliotibial, como eu já havia receitado antes dexa centuneurim, depois desse resultado ele solicitou fisioterapia, fiz 10 sessões não resolveu, mudei de clínica porque nesta outra clínica onde eu estou agora faz também alongamento e massagem no local. Já fiz mais 10 sessões e não sarou, então o médico resolveu fazer infiltração, Agora estou fazendo fortalecimento na academia e alongamento em casa, estou melhor mais ainda sinto, qdo corro depois dos 15 minutos começo a sentir. Gostaria de saber de alguem que já teve esse problema se realmente fica curado, ou vai sempre sentir um pouco? E se tem mais alguma coisa que eu possa fazer para mim recuperar logo.

    • Marli, se o diagnóstico foi «síndrome da banda elliotibial», aquilo que posso dizer e que vem escrito em todo o lado é que se trata de uma lesão que passa. Eu neste momento já voltei a correr e não tenho qualquer queixa. Tenho por vezes picadas nos gémeos e sinto os músculos muito tensos quando tento impor um ritmo mais rápido, mas isso são de outra problemas que já tive.
      Seria importante explicar um pormenor importante. Durante o período de fisioterapia continuou a haver corrida? É que nesta lesão (como em outras) é importante haver paragem na corrida. Durante quanto tempo? Bem, da primeira vez que tive isso, em que não fiz fisioterapia, estive cerca de 1 mês e meio sem correr. Ao fim de 15 dias tentei correr e aos 6Km começou a aparecer a dor nesse local. Pensei que se mantivesse nesse nível, mas foi aumentando de intensidade até ao ponto em que correr era impossível. Depois disso continuei e nadar e a ir ao ginásio (sem fazer passadeira). E mais lá para a frente, aos poucos, comecei a correr na passadeira e a aumentar o tempo de corrida. Até que cheguei ao ponto em que estava a correr a mesma distância sem dor.
      Nesta lesão, estive cerca de 15 dias sem correr, precisamente o tempo que duraram as 10 sessões de fisioterapia. Ao fim desse tempo voltei a correr na pista de atletismo e consegui aguentar-me sem queixa.
      Por isso, importa ver nessa situação se tem existido paragem ou se tem havido tentativa de correr enquanto tem durado os tratamentos.
      Um artigo muito bom “Aquilo que se pode fazer quando não se pode correr“. Nesse artigo, no que se refere a “IT band syndrome” vem escrito que o tempo de recuperação dura entre 2 a 6 semanas e sugerem o ciclismo para ir mantendo a forma, a par de «In addition to an aggressive stretching routine». Ou seja, não correr e alongar muito, muito, mas muito.
      Espero ter ajudado. Votos de uma rápida recuperação e bons treinos

  10. GiLia diz:

    Olá!
    Quando quiseres ter uma segunda opinião contacta este médico (diz que vais da minha parte). Dr. Hugo Pinto Silva – Site http://www.acmc.com.pt/?page_id=27
    Ele é ótimo, recupera o pessoal e tanta ao máximo não operar.
    http://www.acmc.com.pt/?page_id=41
    Um beijo

    PS – Ele é do Porto mas vem 1x/semana a Lisboa

    • 🙂 Muito obrigado GiLia. O ano passado foi muito intenso: tanto concretizei objectivos desportivos, como andei duas vezes lesionado, coisa que me condicionou bastante os treinos e a participação em algumas provas. Pior, coisa que me fez gastar o plafond do seguro, graças às muitas sessões de fisioterapia. Eu só espero é que este 2013 não seja cruel em termos de lesões e para isso vou também tentar não abusar, sobretudo nos treinos de velocidade (que foi onde fiz a rotura dos gémeos) e nos treinos em alcatrão, onde terei ‘irritado’ a banda iliotibial

  11. GiLia diz:

    🙂
    Ok, mas ele é muito bom!
    Estou lá neste momento. Desisti de fazer fisioterapia, pois ele com a electroestimulação recupera mais depressa do que a fisio.
    Outra coisa, ele é corredor como nós, foi federado na equipa de basket, e é medico da federação portuguesa de volei. Estás em boas mãos 🙂
    E para o seguro, não esgotas plafond pois ele passa o recibo como consulta de especialidade.
    Beijinhos

  12. ola tenho uma inflamaçao e atrito na banda iliotibial sinto muita dor ja fiz fisio mas nao mehora ,meu medico ja nao sabe mais o que fazer ,penso em procurar outro agora estou fazendo academia mas continuio com dor mas vou perseverar tenho que acreditar que vou melhorar .agradeço ao saite

  13. Boa Tarde,
    A mim começou na passada 3ª feira. Fui correr 14Km e começou a doer a parte lateral do joelho. Primeiro pouco mas aos poucos foi piorando. Nessa noite não conseguia subir nem descer escadas. Ontem, na meia maratona de Lisboa tive de desistir no Km 15 porque não aguentava mais as dores. Fui ao Osteopata que me disse que tenho atrito na banda iliotibial.

    Diga-me sff como é que ultrapassou isto, foi com alongamentos e anti-inflamatórios? quanto tempo demorou até voltar a correr sem dores?

    Parabéns pelo blog, não conhecia.

    • Boa noite João. Desde já os meus votos de ânimo na sequência dessa desistência. Vão haver mais provas e a próxima será feita certamente em grande nível.
      Sobre a lesão. Neste blogue, em cima, está um separador que diz [Lesões]. Nessa página eu identifico as lesões que já tive e os textos associados a cada uma. Sobre essa lesão em particular, são os textos do ponto 1 e 4.
      Da primeira vez, na meia-maratona de LIsboa em Dezembro de 2011, eu nem sabia que tinha isso. Fiz uns 15Km sempre com dor nessa zona, mas a intensidade manteve-se constante e eu consegui aguentar. Mais tarde, num treino, a dor apareceu aos 5Km e aos 8Km tive mesmo de parar pois era insuportável correr. A lesão apareceu a 1 de Dezembro.
      A 29 de Dezembro eu escrevi isto: «Em resumo, mais 2 semanas a tomar anti-inflamatório e tentar correr ao fim de 3. Poderei continuar a fazer natação, ginásio ou ciclismo, já que ao praticar isso nunca tenho sintomas ou queixas.».
      A 13 de Janeiro escrevi isto: «Pois cá ando. Fiz o anti-inflamatório e, sinceramente, não creio que tenha feito grande coisa. É tão simples quanto isto: o joelho direito sinto que funciona lindamente, como se fosse uma peça de um daqueles relógios que o Ronaldo costuma ter no pulso. Já o joelho esquerdo, é impressão de lado, é impressão por baixo, é picadas, é pontadas, enfim. Na 4ª Feira fui ao ginásio. Tinham passado 15 dias desde a consulta no médico, e por isso decidi ver o que isto dava. Foram 25 minutos a correr na passadeira com 2% e V8. A certa altura tive uma ‘impressão’, que passou, mas não houve sinal de dor. A verdade é que antes, das vezes que tentei correr, a ‘coisa’ aparecia por volta dos 5Km. Da próxima, no ginásio, vou tentar correr entre 30 a 35 minutos, antes de me aventurar a ir correr para a pista ou mesmo para estrada.»
      Sei que depois disso fui para a pista e lá fiz uns 7Km sem queixas. Depois 10Km e lá fui treinando sem limitações.
      Da segunda vez, perante a dor do lado esquerdo do joelho, que mesmo assim não me impedia de correr, fui a um ortopedista diferente. Esse era mais da área desportiva e, além do receitado que refiro neste posto (de anti-inflamatórios e umas compressas), não hesitou em receitar fisioterapia. A paragem e o tratamento de fisioterapia fizeram com que o regrresso à corrida fosse mais rápido que da primeira vez com a mesma lesão.
      Hoje, tenho tentado prevenir essa lesão da seguinte forma: sempre que acabo de correr, alongo. Sempre uns 10min ou mais em alongamentos. No chão, incido no alongamento da perna cruzada sob o tronco, com a outra perna esticada, mais ou menos como está no vídeo mais acima, deixado no comentário de Fernando. Além disso, comprei um Foam Roller (18€) e faço sempre uma massagem sobre a banda iliotibial, tal como mostra este vídeo

      . Aviso já que dói um bocado. O mesmo vídeo também mostra o alongamento que tenho feito.
      Além disso e sempre que tenho mais tempo, tento fazer com o Foam Roller os alongamentos indicados neste vídeo


      Espero ter ajudado e qualquer coisa é só perguntar. Votos de rápidas melhoras

  14. Pingback: A recuperar, ou a fazer por isso | Ma Ke Jeto, Mosso on Sports

  15. Higino diz:

    Sindrome da Banda Iliotibial, és realmente um problema para o corredor, já passado dois meses deste que senti o primeiro incomodo na lateral do joelho esquerdo, excesso de treino, ainda estou tentando me recuperar, já voltei a correr, mais preciso sempre ser cauteloso, caso exceda na treino, distância ou intensidade, a dor aparece, embora logo passe. Fiquei duas semanas de repouso total e depois foi retornando gradativamente aos treinos e provas, perdi bastante o condicionamente físico, ganhei peso. No início foi alternando dias de atividades e dias de descanço, agora já voltei a correr diariamente, mas controlando as distâncias. Na fase aguda do tratamento usei antiinflamatório via oral, e cremes e pomadas no local, sempre acompanhado de gelo por 30 minutos. Atualmente, uso gelo e pomada no local, se a dor aparece. Não fiz fisioterapia, espero ansioso que as dores acabem para sempre.

    • Higino diz:

      Olá amigos, irei relatar a evolução da minha recuperação, agora já se foram três meses pós lesão, continuo controlando as distâncias e a intensidade dos treinos e das corridas, embora já esteja treinando diariamente e num ritmo um pouco mais intenso. Ainda não tenho plena confiança na perna esquerda, mas também não estou sentindo dores, apenas medo. O tratamento atual é o seguinte: troquei o gelo por calor, continuo a usar pomada, diversos alongamentos para fortalecer a musculatora e irei iniciar a Fisioterapia por indicação médica, aliás falando em médico, estou feliz porque o médico liberou o meu retorno as atividades, apenas pedindo cautela.

  16. felipe diz:

    estou desde o fim de setembro com a sindrome da banda iliotibial, e comecei a fazer hoje alongamentos especifikos

  17. Pingback: Bajar De Peso Usando Volta A Portugal Em Bicicleta | 100 tips para bajar depeso

  18. eu não corro e nem sou atleta estou com muita dor na lateral do joelho e quando eu abaixo doe muito e quando ando também

  19. Vania Candida De paula diz:

    Eu estou sentindo a dor be aguda n lateral da coxa, até um pouquinho abaixo do joelho. Creio que seja a tal síndrome da banda iliotibial, no entanto, meu joelho n está inflamado. Alguém poderia me dizer algo sobre estes sintomas?

  20. Caro Amigo destas andanças do triatlo,

    Estes posts, tal como disseste no teu relato, contribuem para esclarecer aqueles que padecem do mesmo mal, e foi mesmo por uma pesquisa do Google que aqui vim parar. Estou neste momento com o mesmo problema, pelo menos foi o que o fisiatra diagnosticou, e isto não seria uma grande preocupação se não tivesse um Ironman para fazer no início de Agosto, 😦 Vem pois na pior altura.
    Estou a aguardar fisioterapia, mas, a ver pelos relatos aqui expressos, pelos vistos os beneficiosao não são muitos. Como te sentes passados estes anos em que tiveste a lesão? Recuperaste completamente? Voltaste a ter recaída? Mudaste o teu comportamento perante os treinos?
    Ainda não entrei na fase do desespero, mas tenho de acelerar está recuperação, pois já está muito dinheiro em jogo, é muito treino já realizado.
    Estou a fazer gelo 3/4 vezes por dia, loção antiinflamatória a seguir ao gelo, um emplastro para a noite, e nada de medicação. Achas que está ajudaria? Estou a ponderar tomahr alguma coisa.
    Se puderes dar algumas dicas, agradecia-te.
    Bons treinos

    Abraço

    Chuva Vasco (Ironvasco)

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