Uma Corrida dos Reis com Rainhas à parte

No “XLII Grande Prémio dos Reis”, em Faro, uma corrida integrada no Campeonato Regional de Estrada, mulheres e homens correram juntos a mesma distância de 6300m.

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Mas após consulta do regulamento do “XLII Grande Prémio dos Reis”, prova que se realiza no próximo dia 5 de Janeiro de 2013, constatei que decidiram separar as mulheres dos homens. Sem que consiga entender essa decisão, a questão é que as mulheres vão competir entre si numa distância de apenas 4700m, cabendo aos homens competir entre si numa distância de 7500m. Mas isto faz algum sentido? E porque motivo existe uma distância mais pequena para as mulheres? Se alguém souber da razão, é favor explicar. Mas digo desde já que sou totalmente contra esta separação. E se o ano passado andei lá a fotografar, este ano duvido que o faça. Além de estar contra a separação de sexos, junta-se o facto da corrida masculina só começar às 17:20, quando já é praticamente noite.

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13 respostas a Uma Corrida dos Reis com Rainhas à parte

  1. João Lima diz:

    É um infeliz regresso ao passado. Até 2010 a prova era separada com as mulheres a correrem uma distância inferior. Apenas em 2011 e 2012 é que uniformizaram. Durou pouco…

  2. Joao rita diz:

    Só há uma manieira de protestar é não pôr lá as sapatilhas

  3. Lénia diz:

    Concordo com o Rita! Porque hoje em dia a maioria dos corredores são pessoas que participam com o único objectivo de se superarem e de conviverem entre amigos, não faz sentido e ainda para mais com distâncias diferentes. Tudo ao molhe é o que queremos. Além disso, faria com que o programa acelerasse um pouco e a prova não demorasse tanto. E se o fazem porque é complicado controlar as chegadas, apliquem os chips.
    Talvez a AAA devesse estar a par da opinião do público.

    • Lénia, ainda ontem enviei email para a AAA e para a divisão de desporto da CM de Faro, a mostrar o meu desagrado sobre esta questão e a perguntar a justificação de tal separação. Assim, neste molde, não me convencem a ir assistir

  4. CalimeroVerde diz:

    Ora, o percurso das mulheres tem de ser obviamente mais rápido porque tem que poupar as forças para as necessárias limpezas domésticas. Também tem voltar rapidamente para a casa não vá o marido chegar e a comida ainda não estar na mesa. Além do mais já se sabe mulheres no meio da estrada é só para atrapalhar e lá tinham que os gordos dos homens terem que se desviar. Iria ser uma chatice.

    Por isto e outras coisas andam aindam a fazer leis e medidas a promover a “igualdade de sexos”. No parlamento as mulheres entram lá devido às “cotas” e obrigações estatutárias e não por mérito.

    • CalimeroVerde diz:

      Entenda-se a obviamente primeira parte do meu comentário como sarcasmo já que o sistema de comentários apagou as minhas tags “menor sarcasmo maior” e “menor /sarcasmo maior”.

  5. Ribeiro Louro diz:

    Alguém perguntou aos atletas participantes masculinos e femininos a opinião dos próprios acerca das regras? Não. Então escreve-se pelos cotovelos balões de ar. Empurram as costas de quem vá a fonte buscar água para saciar a própria sede de quem empurra e não de quem é empurrado, não sabendo o próprio empurrador se é sede ou comichão aquilo está a sentir. Ninguém afirma em todos os comentários acerca do evento: “vi, estive lá, gostei, foi giro, diverti-me, passei um bom bocado, apoiei, não pude ir, como decorreu, quem ganhou, o que aconteceu, foi divertido, correu tudo bem, eu já corri no passado e tenho uma história, ou, sei de quem correu na prova, etc.” Então o que é isto? Um exemplo de ir a um talho regatear peixe? Ir a uma papelaria regatear pão, ovos e leite? Haja optimismo, hajam bons pensamentos e melhores gestos, obras que motivem e orgulhem, não apenas “isto”. Quero me ver rodeado entre pessoas que aspiram entusiasmo, motivação, fortes, com gárra, então que se passa aqui? Só retorquimentos? Assim, nem a informação tem valor, nem o site no geral tem o que preste devido a informação estar tão adequada como o velho “se não é do rabo, é das calças, se não é das calças, é do rabo”, pois a primeira vez que aqui venho e dou com isto, não vou embora sem manifestar que podendo ler com gosto a grande obra que aqui está investida, assim é dificil usufruir da mesma. Fico-me pelo consolo de observar as maravilhosas “pics” do fotografo, elas falam sozinhas por si mesmas com uma extrema beleza cujos comentadores não reflectem, não sentem, nem ligam, andam alegres por outras “paragens” tão exactas como quem quer apanhar o barco na estação dos autocarros e apanhar o barco na estação dos comboios. Haver o aplicativo de “comentários” aqui a promover-se fora de contexto ou em criticismos ocos, deita por terra a riqueza toda do trabalho, é como borrar em cima do bom ou enfiar o bom na borradela. Eu não assisti a prova, mas conheço alguns atletas pessoalmente, as suas vidas privadas são tidas com grande empenho junto da familia que formam com seus filhos, nas rotinas comuns que tudo implicam gerir no duro as tretas dos patrões nos empregos, as exigencias dos catraios, as lides da casa, e ainda incluirem o facto de treinarem para as corridas do raio que o parta por opção a fazerem algo que lhes dá gosto, não pelas medalhas, não pelo pódio, mas por prazer pessoal a troco de nada, tal como quem há quem ande se entretendo com outras actividades como erguer canecas de cerveja pelos bares, fumar maços de tabaco ou puxar os cabelos do stress do dia a dia doutros modos a lastimar-se com a crise de austeridade com que nos deparamos a cortar todas as regalias e liberdades sem sabermos o que nos sairá no final de cada mês, uns vingam-se em si mesmos de modos nocivos ou então de modos saudáveis, mas outros são mais talentosos a vingarem-se no mal dizer e mal falar acerca de terceiros e a diminuir ou denegrir as coisas soltando traques de frustrações fora de contexto acabando não por fazer parte da solução mas fazendo parte do problema. Vamos lá a dar mais valor ao pouco que se tem bem a frente dos olhos, transparente em cima da mesa. Ao menos que se entregue valor a nós mesmos pelo que decidimos comentar servindo de exemplo a motivar e dar força a quem nos lê do que servir de exemplo a divagações incoerentes e exaltar poucas ou nenhumas alegrias nos outros com conteudos desmotivadores ou simplesmente sem conteudo algum, que vai dar ao mesmo.

  6. peter diz:

    Desde já gostaria de vos dizer que o grande premio dos reis e a mais antiga prova de estrada em Portugal XLIII …
    Devem entender que esta competição nada tem a ver com a trapalhada que se fez emquarteira no final dó ano … tudo a revelia dó que é legal….
    ‘ tudo ao molhe ‘ … infelizmente cada vez mais se vê nas provas de atletismo pessoal que só vai lá mesmo pra ser ao molhe, o que não dignifica a competição em si, quem vai pra competir não tem de levar com coxos pela frente e terem de se desviar deles… estive ontem na prova corri a prova e achei que a melhor opção foi está a de separar os homens das mulheres … critiquem mas saibam criticar e não dizer asneiras… gostei de ter estado em Faro a correr, gostei da organização dó convívio … parabéns A A A

    • Peter, mas quem é que pode ir à Corrida dos Reis? Apenas aqueles que fazem excelentes marcas ou todos os que queiram correr? Ontem, um Personal Trainer que eu conheço, pessoa que seria capaz de ficar no grupo da frente naquela prova, foi correr a 10Km/h para poder acompanhar um cliente seu que decidiu mudar de vida e adoptar estilos de vida mais saudáveis. Alguém que até há pouco tempo seria incapaz de correr os 7500m. Ora, aquele homem, para todos os efeitos, a correr aquela velocidade, seria também um «coxo» que estaria ali a atrapalhar o andamento dos que parecem voar a correr. Mas na minha opinião, são os «coxos» que transformam o atletismo num desporto fantástico, de superação e conquista de objectivos pessoais, sejam eles baixar um tempo ou ‘apenas’ chegar ao fim da prova. E quanto homens que correram a seguir não gostariam de ter feito a marca que a Ana Cabecinha fez minutos antes?
      Lamento mas continuo sem entender o motivo daquela separação. Muito menos o facto das mulheres apenas terem corrido 4500m. Há muitos anos atrás as mulheres estavam proibidas de entrar em maratonas, pois uns homens julgavam que nunca seriam capazes de completar tão gigantesco objectivo. Felizmente que as mulheres mostraram a esses homens que estavam errados.
      Como cidadão, como espectador da prova, como apoiante dos atletas que lá estavam, insisto em dizer que a prova só tem a ganhar se voltar ao esquema do ano passado, com mulheres e homens a correr juntos a mesma distância

  7. Daniel Santana diz:

    Esta competição seria mais digna e apelativa se tivesse mais atletas amadores. Quantas competições há mais prestigiadas e dignas que as maratonas de Nova Iorque ou de Londres, que atraem milhares de pessoas para a prática do atletismo? Vejam o caso recente das Sãos Silvestres de Lisboa ou do Porto, com grande presença de atletas amadores. Em meu entender é a presença dos ditos atletas “coxos”, para usar a expressão de Peter, que faz brilhar e enobrecer a prestação das elites. Senão, interditavam-se as inscrições a desportistas amadores e ficaria só meia dúzia de grandes talentos a correr…o interesse para o atletismo e para a cidade de Faro seria diminuto.

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