I TRIATLÓN IBERMAN – Media Distancia

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ESTÁ FEITO! A 11 de maio de 2013 completei o meu maior desafio desportivo: 1,8Km a nadar, mais 100Km a pedalar, mais 19Km a correr. Tudo de seguida e concluído com um tempo total de 6:03:15. Fui 137º da geral (entre 180 que terminaram) e 8º do meu escalão 45-49 anos (entre 12 que terminaram). Os parciais:

Natação:    0:26:31 (99º) Transição 1 em 03:42

Ciclismo:    3:34:47 (143º) Transição 2 em 02:02

Corrida:    1:56:13 (125º)

Dos 218 inscritos, 30 não compareceram à partida, 6 não terminaram e 2 foram desqualificados.

Antes da Prova

Na 6ª Feira fui dormir a Ayamonte, num hotel mesmo ao lado do Parque de Transição (PT). Tendo em conta que o PT encerrava às 8:15 (7:15 portuguesas), achei que essa era a melhor forma de começar a prova descansado e não ter que acordar às 4:00 para me despachar a tempo de fazer tudo. Nessa tarde fui também à Isla Cristina levantar o dorsal. E aí, ao ver tantos adversários com ar de atletas, surgiu-me logo a primeira dúvida existencial: “isto é tudo malta que nada, pedala e corre muito”. Mas esta competição veio provar uma vez mais que eu sou o meu maior adversário. Duvido sempre de muita coisa e das minhas capacidades. Duvido que os treinos tenham sido suficientes. Duvido que os músculos aguentem. Duvido se chego ao fim. Duvido que tenha velocidade ou resistência. E com tantas dúvidas, quando acabo, fico sempre surpreso com o resultado. Também ali, a levantar o dorsal, devia ter lembrado das sábias palavras de quem diz que “não é uma bicicleta que faz o atleta. Se não tiveres pernas, de nada serve pedalares um topo de gama”.

Juntei-me a dois amigos do triatlo e fomos jantar a Monte Gordo, onde tivemos uma acesa discussão entre reformas do público e do privado. Era preciso desanuviar a cabeça sobre a prova que se aproximava a velocidade alucinante. Até custava a acreditar. Foram 4 meses de treino para algo que parecia muito longe e inatingível. Mas de repente, caí na realidade: faltavam menos de 12h para me lançar no meu maior desafio desportivo. Parecia mentira. Um sonho ou um pesadelo, consoante o desfecho. Regresso ao hotel onde faço os últimos preparativos e tento dormir um sono onde se acorda de 30 em 30min com muita ansiedade à mistura.

Dormi melhor do que estava à espera e acordei sem grande ansiedade. Melhor do que quando vou fazer provas Sprint. A destacar o infeliz fantástico pequeno-almoço que tomei às 6:00, sentado na sanita, para não incomodar quem ainda dormia: uma taça (que tive de ir comprar à loja dos chineses) com flocos de aveia, passas, uma banana e um iogurte líquido, mais um pão (que na véspera tinha um ar divinal, mas que naquele momento parecia borracha) com marmelada. Tudo coisas que levei de casa, pois aquela hora não há hotel que sirva comida. Após verificações finais, fui despedir-me de quem começava a acordar e iria mais tarde acompanhar-me em vários locais de passagem da prova.

A ideia de ter dormido ao lado do PT foi a melhor que podia ter tido. Em menos de 5min, sem qualquer stress de chegar a horas, já tinha tudo arrumado no meu lugar.

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Natação

Junto ao PT vesti o Wetsuit e segui a pé com restantes até ao barco que nos iria levar para o meio do rio Guadiana. A destacar o forte vento que se fazia sentir aquela hora. Mesmo com o Wetsuit vestido eu tinha frio. Chegados ao cais constatámos um pormenor interessante: a força da corrente que o rio tinha naquele momento. Se nos afastássemos demasiado da margem, podia haver o risco de falhar a entrada no canal de Ayamonte. Por outro lado, deu para perceber que aqueles cerca de 1000m que teríamos de nadar no rio, seria o equivalente a 400m em termos de esforço, ou nem isso. Mesmo a boiar íamos depressa.

Fomos divididos por 2 barcos e lá seguimos para montante. Finalmente, depois da maioria fazer muitas mijinhas dentro do fato (eu também), foi dado sinal para saltarmos para a água.

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Ora, aqui surge o primeiro problema. Em cada barco estariam uns 90 e não seria possível que saltassem todos ao mesmo tempo. Como se vê na foto, a coisa foi feita de forma ordeira, mas demorou algum tempo a processar todas as saídas. A questão é que os primeiros rapidamente se afastaram o barco e foram para junto do local da partida. Os últimos, quando saltaram, já estariam afastados uns 300m. Aliás, o João Rita, quando foi dado o sinal de partida, ainda nem tinha saltado. É mau. Eu fui dos últimos a saltar e tentei chegar lá à frente, mesmo assim, terei partido com um atraso de 50m face aos restantes.

Dado o sinal de partida, fui dando braçadas sem querer puxar muito de início. Ia deslizando a ver a margem passar a grande velocidade. Viva a corrente. Mas o que é bom acaba depressa. Ao aproximar-me da esquina de viragem para o canal, tentei aproximar-me o mais possível da margem. Tanto que a certa altura dei por mim a caminhar sobre uma zona de trampa lodo. É o que se vê aqui, uns caminham, outros nadam. É à escolha do freguês. Também não se pense que caminhar sobre o lodo traga grande vantagem sobre quem nada.

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Entrada no canal e aí, finalmente, começou a natação a sério. Continuei a manter a estratégia que tinha traçado para a prova: nunca puxar demais, sob risco de não ter força para o resto. Ou seja, mantive um ritmo confortável, com a respiração e o esforço perfeitamente controlados, com margem para acelerar caso fosse necessário.

Nadámos para montante do canal, em direcção ao PT, até que tivemos de passar por baixo de 2 pontes. E aí, foi o caos. Sem que nada o fizesse prever, sem qualquer aviso ou sinalização da organização, eu dei por mim a bater com a mão numa rocha que estaria cheia de ostras ou o raio que parta aquela pôrra. Aquilo era alto e não dava para nadar por cima, por isso, coloquei os pés à frente para passar a andar. Continuei a nadar até chegar junto da chegada, onde era preciso sair do canal. Aí, a cerca de 10 a 15m da rampa, sinto o braço a bater no lodo. Levantei-me e andei (tentei andar) no meio daquela nhanha, a ficar com lodo submerso até à altura dos joelhos. Mais, a saída era feita por uma rampa, com troncos ( a solução que eles arranjaram para proteger os nosso pés das rochas que ali existem na maré vazia), os quais, com a passagem dos primeiros, estavam bastante escorregadios com a água e lodo que ia ficando depositada. Mas havia 2 cordas onde nos agarrávamos para subir. Em vez de estar numa prova de triatlo, pensei que estava numa prova do tipo “o gajo mais duro do mundo”. Nem os Navy Seal são sujeitos a tão grande desafio.

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A transição Natação / Ciclismo

Lá consegui subir a rampa de troncos, sempre a reclamar, e passei à fase: “onde é que se lavam os pés?”. Mais à frente, dois voluntários tinham duas mangueiras de onde saía água à pressão normal, ou seja, claramente insuficiente para fazer uma limpeza rápida. Imagine-se então muitos a chegar ao mesmo tempo e a tentar tirar o lodo dos pés. Eu ainda lavei um bocado mas acabei por desistir e segui com muito lodo agarrado. Ali, o ideal seriam chuveiros, com uma bacia de água sempre a ser renovada, onde a andar desse para limpar os pés. Ou isso, ou várias mangueiras de alta pressão. Pode ser que corrijam.

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Chego à bicicleta, vou para calçar meias e nem queria acreditar. Tinha a sola dos pés a sangrar, resultado dos vários cortes sofridos na tal rocha sob a ponte. Aliás, os pés e a mão esquerda, a tal que bateu na rocha. E fui só eu? Não. Quase todos tiveram o mesmo problema. Inacreditável. Espero que pensem seriamente nesta questão para uma próxima edição da prova. E mesmo que sinalizem a rocha, a secção sob a ponte deve ficar reduzida a metade. Imagine-se agora 1000 tipos a tentar nadar num funil, como irá suceder na edição do próximo dia 5 de Outubo, caso nada seja alterado. Espero que ponham o PT1 dentro do estádio que tem a pista de atletismo, tal como tinha sido anunciado no plano original da prova.

O Ciclismo

Nas prova Sprint costumo chegar ao ciclismo com 176bpm ou mesmo 180bpm. Ou seja, com o coração no máximo. Desta vez comecei a pedalar com 168bpm, um sinal que não tinha puxado tudo na natação.

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Saí do PT perto da posição 100, com cerca de 80 adversários atrás de mim. O ciclismo é o segmento onde eu tenho evoluído mais. Já pedalo mais depressa, durante mais tempo, mas sei que ainda posso fazer melhor. Isto para dizer que, tal como esperava, comecei a ser ultrapassado por aqueles que pedalam melhor e que saíram mais tarde da água. Nada que preocupar. O importante era gerir o esforço.

Comecei com 168bpm e sabia que isso seria muito elevado para aguentar durante mais de 3h. Pior ainda ao pensar que ainda teria de correr 19Km. Aquilo era uma longa prova com 3 modalidades desportivas, e a minha estratégia foi sempre a de dosear o esforço o mais possível. Pior ainda quando não tinha qualquer experiência numa prova destas, sem saber ao certo até onde poderia ir sem comprometer o resto da prova. Por isso, tentei segui num ritmo que me permitisse baixar o ritmo cardíaco, mas que não fosse demasiado baixo que me fizesse perder muitas posições. A complicar essa tarefa havia um vento forte a soprar de Norte que tornou mais difícil o andamento durante os primeiros 35Km. Mesmo assim, com algumas subidas exigentes perto dos 40Km, consegui manter uma cadência que me permitiu gerir o esforço com um RCM final de 150bpm.

Nunca tinha feito uma prova onde não se podia ‘andar na roda’. Por isso fui sempre com cuidado de não tentar seguir quem me ultrapassava e de não me chegar demasiado a quem seguia à frente, sempre com medo de ser penalizado. E nisto reparo que alguns à frente iam demasiado próximo. Entretanto passa uma moto com juízes (ou alguém que devia estar a fazer esse papel). Será que alguém foi penalizado? Nicles. Ou seja, eu vi isso e muitos outros relataram episódios de quem andou muito na roda. É mau. Aliás, nem vi qualquer posto de penalização, ou local onde se é obrigado a parar por se ter feito batotice.

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Havia 3 abastecimentos, 1 a cada 25Km. Só no terceiro é que me deram água num bidon. Antes disso foi sempre água ou Gatorade em garrafa própria, coisa que se tornou um problema para guardar na bicicleta. Também a destacar que a localização de dois pontos de abastecimento não era a melhor. O 2º estava logo a seguir a uma curva e concentrado numa pequena rampa, coisa que não dava muito espaço de manobra para ter tempo de pedir 2 garrafas ou pensar no assunto. O 3º estava no final de uma descida, o que é bom para quem vem embalado. E nada de bananas nestes abastecimentos.

Outro pormenor: casas de banho? Ou estava distraído ou passei demasiado depressa nos abastecimentos. A verdade é que contava ver nesses locais uma casa de banho. Nisto do ciclismo há quem urine em andamento ou quem encoste à berma quando a coisa é mais complicada. Mas ali, com aquela paisagem – como se pode ver na foto acima – não existe algo que tapasse o ciclista mais aflito. Pior ainda para uma das 6 valentes mulheres que enfrentaram esta prova. Isto é caricato, mas a Lénia, na povoação onde estava o 2º abastecimento, teve de parar numa bomba de combustível e ir pedir a chave da casa-de-banho, perdendo nesta operação uns 6min.

O que custou mais foi uma subida junto a Sanlucár do Guadiana, a qual tem uma extensão de cerca de 1Km e placa a anunciar 10% de declive. Foi muito penoso. Mas diria que essa subida dividia a prova em duas. Até aí pedalava-se com vento contra. Depois disso, as subidas eram fáceis e o vento já não chateava. Aliás, os 40Km do regresso seriam feitos com o forte vento a favor, coisa que permitiria melhor a média. A prova no Garmin.

A transição Ciclismo / Corrida

Esta não é uma prova Sprint onde tudo é feito à velocidade de um relâmpago. Coloquei a bicicleta no lugar e sentei-me para calçar novo par de meias, mais umas meias de compressão. Com isso descansei um pouco e avancei para a corrida com a sensação que estava bem. O esforço no ciclismo teria sido bem doseado. Tinha feito o 143º tempo no ciclismo. Mas há quem pedale muito e depois não tenha pernas para a corrida. É por isso que estas provas longas são bastante desafiantes. É preciso cabeça e estratégia. É preciso saber dosear o esforço.

A Corrida

São cerca de 2Km em Ayamonte até enfiar-mos numa tal “Via Verde”, em terra batida, que segue em zona de paisagem protegida. Bem, é um carreiro onde cabe um carro, sem árvores e com uma paisagem a lembrar o meu Ludo, com sapais e zonas extensas de cultivo. Em toda essa extensão, como se deve calcular, o público era aos montes. A minha companhia durante algum tempo foi um moscardo que teimava em não sair do pé de mim. Devia ser do cheiro. E aos 5Km o primeiro abastecimento, com água, Gatorade, bananas (finalmente), nada de laranjas, e ‘frutos secos’, que consistiam em pacotes de milho frito e outras trampas fritas, com sal, que são uma desgraça trincar para quem tem dentes frágeis, como é o meu caso.

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Durante os primeiros 10Km tentei manter um ritmo próximo dos 5:30min/Km. O pulso mantinha-se perto dos 150bpm e isso descansou-me por ver que o esforço estava controlado para aquele ritmo que eu considerava bom. Ia no bom caminho para cruzar a meta e fazer um bom tempo. Ia tão bem que até ultrapassava alguns. “Olha, afinal estava a ultrapassar alguns que na véspera eu dizia que nadavam, pedalavam e corriam muito” pensava eu. E não era ilusão. Fixe. Vou indo no meu ritmo e vejo alguém mais à frente a começar a andar. “Mais um que vou ultrapassar”. Só quando estou perto dele é que reparo que se trata do meu amigo do Louletano que estava em dificuldades. Perguntei-lhe se estava bem e ele respondeu que já tinha vomitado várias vezes. Levava uma garrafa comigo que tinha apanhado no abastecimento dos 5Km, entreguei-lha e disse-lhe para beber o mais que pudesse. A vomitar e com aquele calor, havia o risco de uma grave desidratação. Segui caminho e mais à frente vi alguém da organização de bicicleta, a quem eu pedi para lá ir atrás avaliar o meu amigo.

No meio daquele deserto, com zonas com mais areia que terra batida, só pensava nisto: “um gajo sente-se mal, dá-lhe uma coisinha má, e a assistência médica demora quanto tempo a chegar? Aliás, quanto tempo decorre até alguém dar o alarme e alguém conseguir chamar o socorro?”. Esta via cruzava a estrada que liga à Isla Cristina e terminava na povoação de Redondela. Se naquele deserto não vi qualquer posto médico de assistência rápida, ao menos nos outros dois locais esperava ver tal coisa. Número de ambulâncias aí estacionadas? Zero. Falha grave. 

Depois de avançar muito tempo no deserto, tendo por companhia apenas os meus pensamentos e sem ninguém à vista, lá cheguei à povoação de Redondel. Estava com 13Km e só faltavam mais 6Km. Aí deparei-me com o melhor posto de abastecimento, com morangos, laranja (finalmente) e pêssegos. Gente simpática e música dos Queen ao berros. Dava vontade de ficar por ali mas tinha de continuar. Informaram-me que 2Km a seguir havia o último posto de abastecimento antes dos ‘temíveis’ 4Km ao longo da praia. Esses 2Km, feitos ao longo de uma estrada de alcatrão pareciam nunca mais acabar. Só ganhei alguma motivação ao ver que o que seguia à minha frente ia andando de vez em quando, ficando cada vez mais curta a distância que nos separava.

Parei no último abastecimento e lá tomei mais um banho com duas garrafas de água. Estava fresco, estava hidratado e só queria terminar aquilo. Agarrei numa garrafa de água para o caminho e avancei para a praia. Felizmente não se verificou o pior cenário: a maré não estava cheia e a areia junto ao mar estava compactada o suficiente para conseguir manter um ritmo um pouco acima dos 6:00min/Km. Consegui ultrapassar o adversário que já vinha a mirar desde a Redondela. Quando passei por ele, ofereci-lhe água da garrafa que levava, coisa que ele aceitou de imediato. Mais à frente seguia outro adversário que estava a perder distância para mim. Também o ultrapassei, também lhe ofereci água, e também ele aceitou a oferta. Disse-lhe para ficar com a garrafa e segui caminho.

Todo aquele areal estava composto com muitas pessoas a bronzear-se. Ânimo e força? Nada. Lançavam uns olhares, tipo: “quem são estes tipos com fatos justos a correr a esta hora junto à babuja?”, mas aplaudir? gritar? Nada. Estamos a falar de Espanha onde o público costuma ser bastante motivador. Ali senti muita indiferença. Precisamente na zona onde todo o apoio seria mais necessário. Olhava para o Garmin e dava ideia da distância não encurtar. Faltava menos de 1Km e parecia que ainda faltavam 10Km.

Finalmente, a meta estava a poucos metros, local onde imaginei que houvesse majoretes, fanfarra e muito, mas muito público a aplaudir. Nope! Agarrei na minha filha mais nova, coloquei-a ao colo e corri para a meta. Mas nesse momento um dos juízes grita-me qualquer coisa do género: “La cremallera! Cierre lá cremallera”. Ó pá, o que é que dizes? Deixa-me ir para meta. Foi preciso que alguém ali ao lado dissesse: “Puxa o fecho para cima! Fecha o fato”. Tinha assim aprendido que em Espanha não se pode cortar a meta com o peito à mostra, tipo Tarzan. Contratempo ultrapassado, corri com a miúda ao colo para a meta. TARÃRÃÃÃÃÃ! ÉS UN FINISHER. Alegria do caraças. Recebi a medalha, fiz pose para as fotos e fiquei ali a saborear todos os momentos e a abraçar os amigos. Estava feito. E grande alegria quando vi o amigo do Louletano a cruzar a meta. Apesar de todas as dificuldades ele foi até ao fim. A prova no Garmin.

Comida e Hidratação

30min antes de subir para o barco: – 500ml de água com metade da dose de preparado de isotónico da Gold Drink;
– 1 Isostar, Energy Gel
Ciclismo Comida
– 1 Isostar, ActiFood – mal comecei a pedalar;
– 1/2 barra Powerbar, Energize – antes do 1º abastecimento, aos 25Km
– 1 PowerBar, PowerGel Original, com 210mg Sodium – aos 35Km, antes das subidas mais tramadas;
– 1 barra Isostar, Cereal Max Energy – antes do 2º abastecimento, aos 50Km;
– 1/2 barra Powerbar, Energize – antes do 3º abastecimento, aos 75Km;
– 1 Isostar, ActiFood – aos 85Km;
Bebida
– 1 bidon com Gold Drink;
– 1 bidon com água e 1/2 dose de Gold Drink;
– 1 Gatorade de limão (ia sendo a morte do artista. É mau);
– 2 garrafas de água;
– 1/2 garrafa de Gatorade de laranja
Corrida Comida
– 1 PowerBar, PowerGel Original, com 210mg Sodium – mal comecei a correr;
– 1 banana aos 5Km;
– 1 PowerBar, PowerGel Original, com 210mg Sodium – aos 10Km;
Bebida
– água em todos os abastecimentos e uma garrafa para o caminho para as emergências. Nada de isotónico Gatorade. E infelizmente constatei que não havia Coca-Cola.

Só umas notas finais

Foi positivo, muito positivo. Concluí uma prova que estava na minha lista das grandes conquistas desportivas. Uma prova que o ano passado me parecia coisa impossível de fazer. Terminei bem, sem estar de rastos ou a sentir grandes dores musculares. No dia seguinte, as únicas queixas eram estas: o desconforto do enorme escaldão nos ombros e pescoço, e as dores dos cortes nos pés. Sendo assim, com essas sensações e após ver os dados no Garmin, constatei algo evidente: podia ter puxado mais, sobretudo no ciclismo. Mas isso é algo fácil de analisar à distância. Ali na prova, no meio da euforia e com uma prova tão longa, a dificuldade é sempre tentar perceber se o esforço é o adequado ou se vamos pagar mais tarde pelo excesso. Verde nestas andanças, era difícil avaliar de melhor forma durante a prova. Fica a certeza de querer repetir esta distância. Este ano, face ao calendário das provas, será impossível complicado repetir isto, mas para o ano, seja Iberman ou seja Lisboa, há vontade de estar presente.

Quanto ao Iberman, espero sinceramente que a organização aprenda com todos os erros e melhore para o 5 de Outubro. Senão, com o dobro da distância e o quíntuplo dos atletas, haverá desgraça. Espero também que esta prova ganhe notoriedade e que chame muitos nomes sonantes, que por sua vez atraiam mais público. Que Ayamonte e arredores passem a sentir orgulho nesta prova, vibrando com ela tal como lá por fora cada cidade vibra com um Ironman. Se não for assim, esta prova estará condenada ao fracasso, ou pelo menos, a ficar reduzida a um interesse regional, coisa que não me parece ser o objectivo desta organização Iberman.

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11 respostas a I TRIATLÓN IBERMAN – Media Distancia

  1. Anónimo diz:

    Parabéns amigo… Tenho acompanhado o seu blog ha 2 e 3 meses….
    Parabéns pela prova cesar martins

  2. Lénia diz:

    Bem, não li o teu post antes de escrever o meu para não me sentir influenciada, mas o teu está bem mais engraçado. Duas perspectivas do mesmo evento. O engraçado é eu referir subida de San Lúcar de 2-3km e tu referires 1km. 🙂 A mim pareceram-me foram uns 6km…

    Já na praia também achei estranho a reacção das pessoas tão apática… Nas localidades recebemos sempre bastante apoio e ali parecíamos umas aves raras…

    Concordo ctg, deveria ter havido wc disponíveis. Outra coisa que me esqueci de referir e que achei injusto. Nos PT éramos obrigados a colocar tudo dentro do saco vermelho e não deixar nada de nada de fora. O juíz teimou comigo e eu disse “E os outros? Que deixaram tudo cá fora?” Ele assegurou-me que iam ser penalizados e msotrou-me o cartão vermelho que lhes ia mostrar (medo,eh, eh, eh)… Sim, está bem. 150 não cumpriram e como é que eles iam penalizar? A verdade é que tive de enfiar o fato molhado e enlameado com as sapatilhas de corrida e o top que ia usar a seguir…

    No final, isto foram apenas detalhes, o que interessa é que valeu a pena!

  3. Lénia diz:

    Pois é, Luís, o Iberman deixou mossa, mas no meu caso sofri mais com as queimaduras solares do que com o corte no pé. Ainda não voltei a correr, mas já nadei.

    E já ando aqui com umas ideias para Outubro… Depois falamos!

  4. joao rita diz:

    Para Outubro levam umas bojecas e umas sandochas de presunto que é prá malta, lá no meio daqueles descampados recuperar as forças , que irão ser necessárias para terminarmos a empreitada.
    Boa recuperação e até breve
    1 grande abraço

    • João Rita, isto é inglório: terminar bem a corrida e ficar todo lixado no pé por causa de cortes que nada tiveram a ver com ciclismo ou corrida. Está melhor, mas ainda não consigo correr. Fuck!

  5. cbarata diz:

    Gosto imenso destes relatos. Dá até uma certa inveja por não poder ter tão altos objectivos. Maus uma vez, parabéns!

    • Obrigado cbarata. Mas destaco que na minha lista de objectivos (página deste blogue), estão lá coisas como “Correr 30′ sem parar” ou “Correr 5Km”. Quando escrevi isso, esses objectivos pareciam-me difíceis. Hoje, o limite é muito superior. Mas para isso teve de haver evolução à custa de muito treino. O ‘segredo’ é esse: ir treinando com regularidade e de forma consistente, que os resultados vão aparecendo

  6. Eu só tenho um comentário… questão… foste fazer a prova ou foste ser aguadeiro e abastecer os espanhois????????

    • Vês? Sou um bom coração. E ainda me dizem coisas quando eu insisto em correr com uma garafa de água na mão. É precisamente para isto, para ajudar o próximo 🙂 A verdade é que nunca passo sede

  7. Pingback: A recuperar, ou a fazer por isso | Ma Ke Jeto, Mosso on Sports

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