Um treino madrugador que soube lindamente

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Com o calor que tem estado, arranjar motivação para treinar torna-se consideravelmente mais complicado. Ontem, ao final do dia, a corrida de 10Km feita sob 30ºC (sim, outros locais estão com temperaturas bem superiores), sem qualquer brisa e com 38% de humidade, passou de treino a prova de sobrevivência. Se os primeiros 5Km até foram feitos em bom ritmo, os restantes foram feitos com a sensação de estar a arrastar-me ou mesmo a rastejar. Por isso, durante esta canícula e sem que época do triatlo tenha terminado, onde ainda é necessário manter um razoável volume de treinos, a melhor opção será sempre tentar encaixar o ciclismo e a corrida logo ao acordar e reservar a natação para o final do dia, já que na piscina a temperatura é sempre a mesma ao longo do ano.

Até podia ter acordado mais cedo, mas achei que as 6:00 era a hora ideal. Despachar, comer qualquer coisa e, às 6:45 estava a dar início ao treino de ciclismo. Uma volta de 30Km entre Olhão e Sta Catarina Fonte do Bispo, onde os primeiros 15Km são quase sempre a subir.

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Há cerca de ano e meio, quando comecei a pedalar, foi neste trajecto que fiz a minha estreia, tendo por isso um significado especial. Um objectivo que tinha traçado o ano passado, seria fazer esta volta em menos de 1h, a que corresponderia um ritmo médio de pelo menos 30Km/h. Mas sempre num ritmo de treino, i.e., não tentar atingir essa média num ritmo elevado, de competição, mas sim, num ritmo confortável. Seria tentar atingir essa marca apenas com a evolução na forma física.

Hoje, às 6:45, com o sol a aparecer no horizonte e a maioria dos carros ainda estacionados, segundo dados do Garmin Connect, o ar estava a 24ºC, com humidade de 41% e uma mísera brisa de 11 km/h NNE. Ou seja, condições fantásticas para a prática do ciclismo. Daqueles momentos em que sentimos que poderíamos passar um dia inteiro a pedalar. A destacar: em nenhum momento tive de recorrer à pedaleira mais pequena. Fiz todas as subidas na pedaleira maior. Nos troços mais exigentes pedalei em pé e sempre com as pulsações em valores razoáveis. No final do treino, a sentir-me lindamente, vi que tinha feito 01:00:28 e uma média de 29.9Km/h. Foi quase, quase.

Como eu gosto de comprar números e registos do passado, chegando a registar os dados dos treinos em 3 aplicações diferentes (Garmin Connect; Runkeeper; Triradar), fica o histórico das vezes em que pedalei neste trajecto

Data Tempo Distância (Km) Veloc. Média (Km/h) RC méd. (bpm) RC máx. (bpm)
Qua, 10 Jul 2013 6:44 01:00:28 30.14 29.9 135 160
Sex, 7 Jun 2013 10:54 01:04:28 30.26 28.2 130 156
Ter, 16 Abr 2013 7:20 01:06:14 30.20 27.4 134 148
Qui, 11 Abr 2013 7:31 01:05:14 30.14 27.7 134 154
Sex, 8 Fev 2013 9:13 01:10:45 30.34 25.7 148 169
Sáb, 13 Out 2012 11:23 01:05:45 30.24 27.6 139 166
Sáb, 6 Out 2012 11:16 01:05:33 30.17 27.6 146 171
Ter, 5 Jun 2012 18:39 01:02:25 30.23 29.1 154 173
Ter, 1 Mai 2012 8:23 01:04:47 30.28 28.0 142 166
Sex, 2 Mar 2012 7:10 01:08:29 30.30 26.6 144 162
Sex, 24 Fev 2012 7:07 01:08:48 30.16 26.3 145 168
Dom, 12 Fev 2012 9:59 01:15:40 30.13 23.9 149 170

O primeiro treino foi feito na velhinha Top Sirla com pneus finos. Nessa altura, além de estar a recomeçar a pedalar ao fim de muitos anos de sedentarismo, também estava a usar um veículo com capacidades limitadas em termos de velocidade. Os seguintes já foram feitos com o ‘bólide’ BH ZAPHIRE 6.9 2012. Da leitura do quadro, como seria de esperar, houve uma evolução desde os primeiros treinos, onde a volta era feita a cerca de 1h 8min, para esta última volta, quase, quase, abaixo de 1h. Aquele treino feito a 05.06.2012 também não servirá de comparação com os restantes, já que terá sido feito a ritmo elevado, de competição. Saliento mais uma vez que esta comparação é sobre treinos feitos a ritmo confortável.

Gosto de registar todos os treinos para que mais tarde possa ir comparar resultados. Fisicamente temos a noção de estar a andar mais que no passado, mas só através destes registos é que podemos quantificar a evolução. Melhorámos 10%, 20%? Quanto?

Gosto de olhar para este quadro e ver que num ano, os ritmos iniciais de 26Km/h evoluíram para perto dos desejados 30Km/h. Que o RCM que se situava nos 145bpm, desceu agora para 135bpm e que os picos de esforço, que iam aos 168bpm, se ficam agora pelos 160bpm. Ou seja, o «ritmo confortável» é maior com esforço menor. É para isto que treinamos, para evoluir. É para isto que servem as aplicações onde se armazenam dados dos treinos, para quantificarmos a evolução. E logo, claro, treino de natação. Siga.

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2 respostas a Um treino madrugador que soube lindamente

  1. Anónimo diz:

    Luís Santos PRO EVOLUTION! Muito bom. E são estas piquenas coisas que nos fazem andar sempre. Abraço.

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