21º Circuito de Mar do Algarve – Prova de Altura

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No passado Domingo, 11 de Agosto, decorreu a “12ª prova de mar de Praia da Alagoa”, inserida no 21º circuito de mar do Algarve, a qual contou com a participação de 179 nadadores. Desta vez nadei os anunciados 1500m em cerca de 22min 30seg (cronometragem pessoal e valor arredondado), obtendo a 165ª posição da geral (entre 179 que chegaram à praia) e a 15ª posição do escalão “Master C” (entre 22).

Em relação à prova do ano anterior, pode-se dizer que houve uma melhoria geral. Na cronometragem (feita por mim), fiz menos 11’20’’, uma melhoria que se deverá atribuir sobretudo ao facto de termos nadado a favor da corrente. No que respeita à posição, o ano passado fiquei em 128º entre os 133 que chegaram à praia (ou 5º a contar do fim), e este ano reduzi para 14º a contar do fim. De qualquer forma, continua a existir enorme diferença entre a classificação que atinjo nestas provas exclusivas de natação e a classificação que consigo no segmento da natação das provas triatlo, sendo melhor nestas.

Coisa típica nestas provas: a demora no processo de inscrição. Convém é fundamental chegar cedo, sob pena das inscrições encerrarem e ainda estarmos na fila. Cheguei cedo a Altura, por volta das 10:00, e mesmo assim tive que esperar quase 30min para fazer a inscrição. Uma espera que não custou a passar, já que encontrei vários amigos do triatlo e ali estivemos a falar das futuras provas. Terminei a inscrição mesmo a tempo de ver passar os corredores da prova de corrida de 8Km que se fez entre Manta Rota e Monte Gordo. Imagine-se o palco: maré vazia, um areal com consistência ideal e fraca inclinação, e milhares de banhistas a formar um corredor para aplaudir e ver passar aqueles que enfrentaram um dia de grande calor para apanhar bronze a correr. Digo mais: muito provavelmente, esta será a prova de corrida em Portugal que terá mais público a aplaudir.

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Tendo aplaudido vários amigos a correr, era tempo de começar a ir com calma para o ponto de partida da prova, ou seja, percorrer uns 1000m em direcção a Monte Gordo. O trajecto da prova era definido por 4 enormes boias amarelas, num alinhamento paralelo à praia. Se na prova de Quarteira tive por vezes alguma dificuldade em ver a boia seguinte, ali, não havia que enganar. Entrei no mar para fazer o aquecimento e constatei o que é habitual por ali: a água estava um caldinho. Pude também verificar que a maré vazia criava uma zona de profundidade irregular nos primeiros 100m, ou seja, afundava até cerca da cintura para logo a seguir ficar pela altura do joelho, local onde também aumentava a ondulação. Por isso, não ira ser possível começar logo a nadar após o sinal da partida.

O tempo foi passando e não se entendia porque não era dado o sinal de partida. Por causa da demora, uns iam passando para lá da fita de sinalização para serem chamados pela organização para voltarem para dentro da zona definida pela fita. Vai, não vai, e aquela demora já estava a chatear.

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Finalmente foi dada a partida. Nos tais primeiros 100m ficou a dúvida sobre o que seria melhor fazer. Os da frente começaram a nadar e eu e muitos outros fomos caminhando com a água pela cintura. Afinal, a velocidade de progressão era praticamente idêntica. Depois mais caminhada contra a ondulação e por fim lá começámos todos a nadar. Até à primeira boia fazia-se uma trajectória oblíqua à praia para compensar a força da corrente. Fiz a viragem na primeira boia sem grande confusão e fiquei com a noção que desta vez, ao contrário do que sucedeu em Quarteira, o grupo dos últimos estava mais composto.

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Depois disto, mentalmente, vai-se dividindo a prova em partes, de acordo com as boias que faltam cruzar. Olhamos em frente, vemos a posição da boia e tentamos seguir alinhados pela sua esquerda, repetindo este processo dezenas de vezes. Mesmo assim, fiquei sempre desalinhado. Até meio da distância, como a boia ainda está longe, fico com a ideia de estar na trajectória correcta. Mas ao encurtar a distância, verificava que estava a ficar alinhado pela direita da boia, obrigando a nadar um pouco mais para conseguir corrigir o desvio. Para quem termina sempre no grupo dos últimos isto não será muito importante, mas é o suficiente para perder algumas posições ao longo dos 1500m.

Por fim contornei a última boia e, como é hábito nestas provas, aumentei o ritmo para a ponta final. Mas aqui sucedeu o mesmo problema que tive na prova do ano anterior. Ao contornar a última boia, o pórtico insuflável na praia passa a ser a mira do alinhamento. Porém, a chegada à praia deve ser feita num corredor que está sinalizado com umas boias que mal se vêem. Ou seja, eu e outros fomos alertados pela organização que teríamos de passar para o tal corredor que estava à nossa esquerda, afastado de nós uns 30m. Por fim lá cheguei à praia com mais uma prova no curriculum desportivo, a qual serviu sobretudo como treino neste mês de Agosto em que a piscina está fechada.

O melhor da prova: quando estava na fila para receber de prémio a famosa bola de Berlim e o sumo de laranja, fui abordado por um competidor na prova que perguntou se eu era o autor deste blogue. Confirmei e ele disse-me que era leitor do mesmo e que gostava dos conteúdos que eu aqui publicava. O meu abraço para ele, pois esse gesto valeu mais que tudo o resto. O blogue é público e qualquer pessoa o pode ler. Acontece que muitas vezes ignoramos o número de visitas e só pensamos nos comentários, isto é, como se a sua ‘popularidade’ apenas fosse definida por quem deixa um comentário. Não é assim. Eu leio muitos blogues que falam de desporto e estou sempre a par das novidades. No entanto são poucas ou raras as vezes que comento. Por isso, quando alguém nos diz, olhos nos olhos, que lê e gosta daquilo que escrevemos, além da satisfação com que ficamos, surge também uma noção de maior responsabilidade. Bons treinos, boas férias, bom descanso e vão aparecendo.

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6 respostas a 21º Circuito de Mar do Algarve – Prova de Altura

  1. Anónimo diz:

    Tás motivadíssimo:)

  2. Anónimo diz:

    Força Luis… (correia)

  3. Lénia diz:

    Faltou a foto de ti em bikini! 😀

  4. Anónimo diz:

    Nessa manhã fiz a corrida dos 8 kms entre a Manta Rota e Monte Gordo. Achei curiosa uma observação que fizeste e que não tinha pensado nela antes: “provavelmente será a corrida de atletismo com mais assistência e aplaudida em Portugal”. De facto a prova era uma corredor de pessoas com 8 kms de comprimento e todos a aplaudir e a apoiar. Foi muito motivador para quem corria. Qualquer um ali parecia uma “estrela do atletismo” com tantos aplausos. Para o ano vou lá estar outra vez.

    • Eu só lamento que possam organizar os dois eventos no mesmo dia e a horas incompatíveis para estar presente nos dois. Mas para o ano, é bem provável que opte por fazer a corrida. Deu gosto ver aquele ambiente

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