A tal dor na planta do pé. Não há coincidências?

Pe Fascia Plantar

Este ano, falhei a meia maratona EDP que se realizou a 24 de Março. Entre vários motivos que expliquei neste post, estava um argumento que dizia isto:

… somou-se um outro problema que surgiu no Domingo do trail em Tavira. Uma dor na sola do pé direito, no lado interior, junto à ‘batata’ do primeiro metatarso. Uma dor que surge ao caminhar, mas que não me impediu de correr na semana seguinte a esse evento. Aliás, a correr não me dói. Mas este Domingo, após fazer 12Km em terra batida, a dor lá surgiu mais forte na fase de descanso, quando vinha a conduzir para casa. Fiz gelo, elevei o pé e a ‘coisa’ acalmou, mas não desapareceu. A andar continuo a sentir desconforto.

Uma semana antes de ter escrito isto, tinha estado a fazer um treino de Trail de 15Km entre montes, vales e ribeiras de Tavira. Ou seja, depois de ter feito subidas e descidas muito íngremes e ter corrido em terreno acidentado, surgiu a tal dor na sola do pé na tal zona da mancha da imagem acima. Nessa semana continuei a correr e não tive mais sintomas até Domingo, quando fiz os tais 12Km em terra batida. Por causa disso desisti de ir à meia maratona e lá continuei com a minha preparação para o Iberman.

Desde então nunca mais tive essa queixa … até há poucos dias. Na passada 6ª Feira, dia 6, fez-se mais um evento das “Corridas à 6ª Feira”, no qual se fazia uma subida ao cerro do Guilhim e uma passagem pelo centro de Estoi. Era um treino puxado onde a crescente inclinação da estrada impedia a corrida mais para o fim. E os últimos 300m, num caminho de terra batida, só mesmo a andar. Mas com maior ou menor esforço lá chegámos todos ao cimo do Guilhim para apreciar a fantástica vista. Tudo impecável. Era então altura de descer e seguir pela estrada em direcção a Estoi. Na fase inicial, o elevado declive também não aconselhava à corrida, havendo por isso esforço em controlar os passos para não embalar na descida. Tudo impecável. Até que, sem mais nem menos, começo a sentir dor forte na sola do pé esquerdo, uma tal «dor na sola do pé esquerdo, no lado interior, junto à ‘batata’ do primeiro metatarso». Começou a incomodar-me bastante, melhorou um pouco e voltou a incomodar-me. Perante esse cenário decidi não continuar a correr até Estoi e parei a meio caminho.

A caminhar não me doía. Mas no dia seguinte, a andar, lá estava o tal «desconforto» a andar. Fiz alongamentos, massajei com uma bola e fiz gelo. De tudo o que recomendam fazer para os casos de fascite plantar, só não coloquei o pé num alguidar com água quente e sal. À tarde fui pedalar e não senti qualquer queixa. Fiz tudo isso no Sábado e Domingo passei a manhã sem qualquer queixa. Por causa disso decidi arriscar a fazer o treino que estava planeado nessa tarde, uma corrida de 19Km em terra batida. Arranquei com medo, segui, tive momentos em que senti as picadas e impressões do costume nos gémeos, joelho esquerdo e coxa esquerda, mas nada de dor ou desconforto na sola do pé esquerdo. Vamos lá ver o que isto dá nos próximos tempos.

Não há coincidências? A verdade é que das 2 vezes em que corri em subidas e descidas muito íngremes, apareceu dor na sola do pé.

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6 respostas a A tal dor na planta do pé. Não há coincidências?

  1. Meu amigo, uma pergunta simples: quais são os ténis que tens usado? Tanto em estrada como nessas corridas à 6ª feira? E que número são (face ao teu número normal de calçado)?

    • José, no caso do Trail de Tavira, lembro-me de ter usado uns de trail da Adidas (não sei o modelo). E para este do Guilhim, que era todo em estrada (com excepção dos útlimos 300m) levei os Glide 5 da Adidas, que têm enorme amortecimento. Nestes, o número é o 44 e sinto que o pé está perfeitamente adpatado. Já no caso dos outros Adidas que levei a Tavira, com meias mais grossas, podem ficar um pouco à justa

  2. LUIS VIEGAS diz:

    Qual a conclusão chegaste sobre o Trail de Faro visto que tem algumas subidas duras?

    • Luis, completamente na ignorância sobre o trail de Faro, já que, apesar de ter feito vários comentários a pedir, ainda não publicaram o trajecto da prova. O que sei é que são 20Km e que terá, julgo, um acumulado de subida de 200m. Mas isso, em 20Km é quase nada. Por isso vamos lá ver. Eu vou lá para fazer aquilo como se fosse um treino longo a ritmo lento

      • LUIS VIEGAS diz:

        Acho que deverias visitar o fisioterapeuta

      • Tigas diz:

        Atenção aos “apenas” 200m de D+. O Trail Noturno de Óbidos a que fui era de 26km e D+ de “apenas” 300m, mas esses 300m eram autênticas paredes de escalada. 🙂
        Abraço, boas corridas e que a fascite não volte a chatear.

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