Tenho de ir à bruxa

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A tendinite? O ponto de situação é este. No Domingo da semana passada fui a uma caminhada entre Benafim e a Rocha da Pena, numa distância que rondou os 11km. Excelente companhia, excelente manhã (com algum frio), excelente passeio e excelente vista lá do alto. Até deu para saborear um licor de romã e comer umas castanhas lá no ponto mais alto.

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Na descida, talvez por causa do efeito do licor, senti-me lindamente e atirei-me a fazer aquilo em passo de corrida, sempre a ver onde punha os pés. Lá em baixo, o tendão gritou: “Olha, eu ainda estou inflamado!”. E lá fiquei com aquela zona a dar sinal, a incomodar. Na 2ª Feira, quando fui à fisioterapia é que foi bonito. À pergunta: “Então como se sentiu no fim-de-semana?”, eu contei o passeio do dia anterior e tramei-me com as perguntas “E o terreno era liso? A distância era curta? Foi devagar?”. Não, o terreno era bem irregular, cheio de pedras, a distância não era propriamente curta, e ainda fiz a descida em passo de corrida. A penalização desse abuso foi uma massagem onde só me apetecia ganir. Ela enfiava o polegar na zona inflamada, eu cerrava os dentes, e ela perguntava no gozo “Ah então o passeio foi bom? E gostou muito?” Tau! A parte boa é que depois do massacre, sentia-me muito melhor. E nos dias seguintes ainda senti uma melhoria maior, já só a sentir uma dor muito ligeira na massagem. No final da semana senti que tudo estava bem encaminhado na recuperação.

Senti-me tão bem que decidi ir pedalar, coisa já não fazia há cerca de um mês. Estava frio e havia vento que fazia aumentar a sensação de frio. Mas lá fomos, eu e o meu colega de equipa dos Leões de Olhão Triatlo. Eu estava a pensar fazer cerca de 3h que não fosse com muita subida. Mas lá me convenceram a atacar o Barranco do Velho com passagem pela Cova da Muda e Javali, um percurso com várias subidas tramadas.

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E foi ali, junto a Javali, que eu senti que ia cuspindo um pulmão. É frustrante descobrir que as 4 sessões semanais de natação dão pulmão mas não dão pernas. Para ter pernas para o ciclismo é preciso pedalar com regularidade. E quando não se pedala ou corre com regularidade, mesmo que se tenha pulmão, o esforço é sempre maior. Consegui fazer todas aquelas subidas sempre a pedalar, sem qualquer paragem. Mas que custou, custou. 

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O resto do caminho era sempre a descer e não se pode dizer que tenha custado chegar a casa. Mesmo assim, depois daquelas subidas, até me sentia bem e com energia para pedalar durante mais tempo. Cheguei a casa, fiz alongamentos e … começo a sentir dor forte nos gémeos da perna direita, a tal que tem a tendinite. Uma dor ao centro, na zona superior dos gémeos. Nem queria acreditar. Fiz gelo, massajei com Voltaren e a dor continuava lá. Uma dor que, pelos sintomas, tudo indica que possa ser uma rotura no músculo. Vou continuar a fazer gelo e, se não passar, terei de fazer mais uma ecografia para identificar sem dúvida o tipo de lesão. Neste momento, a tendinite passou para plano secundário. E enquanto tiver braços, resta-me nadar. Estado de espírito, de 1 a 10? … 2?

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