II TRIATLÓN IBERMAN – Media Distancia

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A 22 de Março de 2014 completei mais um triatlo na distância longa ou “Half Ironman” (neste caso, um pseudo-half-Ironman) com: 1,8Km a nadar, mais 90Km 74km a pedalar, mais 21Km a correr.

Tempo total de 5:07:36.

Fui 124º da geral (entre 182 que terminaram) e 7º do meu escalão 45-49 anos (entre 12 que terminaram). Os parciais:

Natação:    0:38:13 (107º) Transição 1 em 06:44

Ciclismo:    2:30:37 (129º) Transição 2 em 02:02

Corrida:    1:49:42 (120º)

Dos 212 inscritos, 23 não compareceram à partida e 11 não terminaram.

Start – 15:00

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Passagem por Ayamonte para levantar o dorsal e ida para Monte Gordo para ficar a dormir no hotel que tinha acordo com a prova. A vista do 7º andar era esta, mas infelizmente não houve tempo para aproveitar fosse o que fosse para relaxar. Foi chegar, fazer a preparação exaustiva de tudo o que teria de levar para a prova, e sair para jantar na pizzaria ali ao lado. Uma pizzaria que ficou cheia de participantes no Iberman e respectivos acompanhantes, a qual, só com um cozinheiro, não estaria certamente à espera de tanto movimento. Mas é isto que devia ser preparado com antecedência: divulgar o evento pelo comércio local. Ou por quem organiza as provas, ou pelo turismo local. É certo que todos ganham com isto e quanto maior divulgação houver, melhor.

Foi acabar de comer, voltar para hotel e ir para a cama às 21:30. Sim, tão cedo. É que a aventura começava no dia seguinte perto das 3:45 (alucinante!). Sim, tão cedo. A tal chatice de ser mais uma hora em Espanha e a dormida ser do lado de lá da fronteira. A entrada no Parque de Transição em Ayamonte era entre as 6:00 e as 7:00 (hora local) ou entre as ‘nossas’ 5:00 e as 6:00.

Start – 03:15

A vantagem de ficar no hotel que tinha acordo com a prova, além do preço da dormida, é a possibilidade de se tomar pequeno-almoço de madrugada, já que o restaurante abria entre as 4:00 e as 5:00. Mesmo assim fui prevenido com os meus flocos do costume e o meu iogurte do costume. Nada de inventar na manhã da prova. Comi isso na casa de banho, para tentar não incomodar a claque feminina que me acompanhava. Às 4:00, sentado na borda da banheira com uma taça de cereais na mão, ensonado, grogue, sem grande vontade comer, e a pensar se aquilo faz sentido, é sem dúvida uma rica forma de começar o dia. Depois desci ao restaurante para ver se bebia café e comia um pão e um pão de leite com fiambre, mel e doce.

Imagino o que iria pensar alguém que andasse a vaguear pelo hotel com insónia e acabasse por ir espreitar o restaurante. Às 4:15, ao ver a sala composta de pessoas com calções de licra e roupa desportiva, em grande azáfama entre ovos estrelados, café, ou torradas, certamente ficaria com a impressão de ter entrado num universo paralelo.

Start – 02:00

Beijinhos à claque feminina, que ainda dormia no quarto, agarrar nos sacos, na bicicleta (que ficou estacionada na enorme casa de banho), e descer para o átrio do hotel. Enquanto esperava pela boleia, do meu colega de equipa dos Leões de Olhão, foi curioso ver a cara dos que passavam a empurrar os seus “Ferrari” de 2 rodas. Olhavam para a minha modesta BH e ficavam com ar de quem duvidava se assim se conseguia fazer um triatlo Longo. Haja pernas. Sobretudo isso.

Com a ansiedade a aumentar, depois de ver muitos a passar, a boleia chegou. Desmontar a bicicleta, acondicionar tudo no carro e partir para Ayamonte, pois do lá de lá da fronteira já era 6:00 e o Parque de Transição (PT) tinha aberto nesse momento. Chovia. Entre os meus pensamentos, lembrava-me do fantástico dia de Primavera do Domingo anterior. Chovia e havia previsão de vento. Nice!

Start – 01:30

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Entrada no PT ainda de noite, entre rostos mais carregados e outros mais alegres. É preciso colocar tudo no sítio e ter a certeza que não nos esquecemos de nada. No triatlo e nestas provas em particular, é fundamental – na minha opinião – fazer um bom planeamento de tudo o que se vai levar, usar, e qual a ordem. Na véspera terei gasto quase 1h a verificar e a condicionar itens. Assim, quando cheguei ao meu lugar de estacionamento no PT foi só colocar o itens pela ordem que iria usá-los, sem qualquer stress por erro ou esquecimento.

Chovia, estava frio e havia previsão de vento. Nesse cenário tomei a decisão de não ir nadar com o Top por baixo do Wetsuit. Se o fizesse iria sair da água todo encharcado e teria de pedalar assim contra o vento. Lamento mas sou friorento. E quanto mais velho e magro estou, mais frio tenho. A táctica seria nadar em tronco nú e vestir tudo o resto depois, mesmo tendo de pagar mais tempo na transição.

Start – 00:30

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Entrada num dos 2 barcos que iriam levar os 192 triatletas para montante no Guadiana. A mim calhou este da foto, o maior, com zona desimpedida no convés que permitir fazer o aquecimento durante a viagem.

Start – 00:05

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Hora de saltar para a água. Um parênteses para dizer que estar naquele Ferry a saltar para a água que eu suspeitava estar gelada, com o dia ainda a nascer, será o mais próximo que alguma vez irei estar do Isklar Norseman, um triatlo extremo para tipos de barba rija.

Chegada à frente da rampa. Olhar para baixo para ver se não saltava em cima de alguém. Hesitar um pouco. Ganhar coragem e … [SPLASH] … “FOSGA-SE [glu] QUE A P*** DA [glu] ÁGUA ESTÁ [glu][glu] GELADA!”. Calma!

O truque é habituar o rosto à temperatura da água e tentar controlar a respiração. Se não conseguirmos fazer isto começamos a hiperventilar e será muito difícil conseguir nadar. Um pouco de bruços, um pouco de Crawl e lá fui até ao local da partida, uma linha imaginária definida por duas bóias.

Cheguei a tempo de ainda conseguir descansar uns segundos antes da partida, ficando agarrado precisamente na boia que está ali mais perto na foto. Já agora, nesta prova tenho a teoria (ou as leis da hidráulica confirmam isso) que quem estiver mais para o centro do rio irá tirar mais proveito da corrente para jusante.

Start

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FÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!

Aí vamos nós. Cronómetro iniciado e primeiras braçadas em ritmo de corrida. O primeiro esforço de uma manhã que se previa ser longa e desgastante. Com 200 nadadores distribuídos por uma zona muito larga, seria difícil haver confusão. Muito diferente da minha experiência nos Sprints de Quarteira ou Oeiras, onde nos primeiros cem metros é a loucura.

Tentei impor um ritmo que fosse suficientemente rápido, mas sem fugir muito do limite da zona de conforto. Para jusante a corrente ajudava e sabia que o pior estava para vir. A orientação era fácil, a ondulação mínima, e por isso, era apenas uma questão de gerir o esforço de forma equilibrada. De vez em quando a mão do tipo atrás de mim batia nos meus pés e isso lá me levava a aumentar o ritmo. O senão é que isso manteve-se até à entrada no canal, o que foi deveras irritante.

E lá cheguei à entrada no canal. Este ano a maré estava mais cheia. Mesmo assim fiz questão de contornar a esquina mais por fora para evitar que pudesse encalhar no lodo que existe naquela zona. Nessa esquina foi evidente uma aumento na temperatura da água. “Hum, que fixe. Água quentinha do esgoto” pensei eu.

Começo a contornar a esquina e … no … tei que esta … va [ufa] a ser … difícil. É pá! Aquela corrente não estava assim tão forte no ano passado. Bem, Até conseguir contornar a esquina do canal e ficar alinhado para montante, achei que tinha passado uma eternidade. De cada vez que respirava olhava para uma palmeira e já me irritava que a tipa estivesse sempre no mesmo sítio.

Dali até à zona junto à ponte – que este ano, felizmente, não nos obrigaram a passar debaixo dela, pois foi o local onde muitos se cortaram – foi sempre a lutar contra a corrente, umas vezes com mais intensidade, a obrigar a maior consumo de energia que não queria ter naquele momento.

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O melhor estava guardado para o fim. No fim da marina era preciso virar à direita para apanhar as escadas, que ficavam numa zona com pouca ou nenhuma corrente. O senão é que naquela esquina a corrente parecia ganhar outra vida. Eu, aquele da foto e muitos outros, tivemos que nos agarrar ao passadiço para conseguir contornar aquilo. Por azar, naquele pilar havia umas conchas (outra vez!?), e lá fiz um pequeno corte no pé (que ficou a incomodar nos dias seguintes à prova).

Últimas braçadas e finalmente tinha chegado às escadas.

Start + 00:37

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Cheguei às escadas e fiquei ali uns segundos parado a ver se ganhava coragem para subir e sair. Chovia bem nessa altura. Há dias li este relato num blogue de um triatleta que esteve lá e que faz parte do grupo da frente:

Empiezo el ciclismo en séptimo lugar bajo una lluvia torrencial en la subida a Villablanca (lido aqui)

Curioso. Ele estava a apanhar a chuva torrencial já lá bem à frente, montado na sua bicicleta, enquanto eu ainda estava a tentar chegar ao PT.

O piso molhado escorregava e era mais uma desculpa para eu evitar correr. Fui andando num torpor até aquele ponto na foto, onde alguém no público gritou: “ACORDA!!!”. Obrigado. Acordei e lá comecei a correr até à bicicleta.

Start + 00:38

Como demorar 06:44 numa transição? Bem, aquilo não é uma prova Sprint, mas mesmo assim foi muito tempo. Vamos cronometrar.

Tirar o Wetsuit, a touca e os óculos e enfiar tudo dentro de um saco. Colocar a banda cardíaca. Vestir o top que se enrolava. Vestir o blusão do ciclismo. Alto! Tirar o cronómetro e vestir o blusão. Tirar o chip da perna. Calçar as meias. Calçar as meias de compressão. Colocar o chip na perna. Calçar os sapatos do ciclismo. Colocar os óculos e o capacete. Olhar à volta e verificar se tudo faz sentido.

Tudo somado …

Start + 00:45

Início do ciclismo ainda com alguns pingos de chuva. O vento, claro, tinha aparecido tal como previsto e mostrava que estava lá para chatear muito.

Iberman Ciclismo

O percurso era de ida e volta pela mesma estrada. Ou seja, na ida eram 37km com inclinação tendencialmente a subir e sempre com vento contra, invertendo-se o processo no regresso, com todos os santos a ajudar no caminho para Ayamonte. Para lá foi com velocidade média de 26.3km/h. Para cá foi com velocidade média de 34.9km/h. Bem diferente, certo?

Na ida, ao ter de lutar contra o vento, pensei que ficaria em desvantagem face aos outros ciclistas. Enganei-me. Foi precisamente ao contrário. Na ida, e sobretudo a forçar nas subidas, consegui ultrapassar vários e não voltar a perder posição para os mesmos. Terá sido efeito do treino demolidor feito 7 dias antes, com subida à Alcaria do Cume?

Cheguei ao ponto de viragem com um grupo de 5 ciclistas à minha frente, já minha mira à vários quilómetros. Porém, com o vento a favor, os mesmos devem ter posto a corrente no carreto mais pequeno e lá tiveram pernas para pedalar assim. Aos poucos começaram a afastar-se, até que os deixei de ver. Durante grande parte do regresso andei completamente sozinho. Nem via alguém para pensar em ultrapassar e nem era ultrapassado por outros. Um deserto.

Fiz este segmento com os meus pontos fracos do costume. Falta de pernas para pedalar com boa cadência nos carretos mais pequenos e enorme receio do vento cruzado. Pior só se houvesse descidas. Por mais que tente é muito difícil ultrapassar este trauma. Passo dos 40km/h, sinto-me a embalar, vem uma rajada de vento, a bicicleta abana e … fico logo à rasca. Toca de abrandar, travar, etc. e lá se vai a vantagem. Basta dizer que este percurso estava feito para se pedalar praticamente sempre na posição do aerobar e que só em poucos quilómetros fui capaz de pedalar assim. Se com as mãos junto aos travões já tenho receio das rajadas, então, na posição do aerobar é mesmo para esquecer. Mais valia que tivessem ficado em casa e a bicicleta sempre tinha ido mais leve.

O esforço andou controlado com um RCM final de 152bpm, dentro o intervalo de 150 a 155bpm que tinha planeado. Pelo menos tinha sido assim na prova o ano passado e não me tinha dado mal, por isso, foi de repetir a tática. Menos que isso é porque vou a passear. Mais que isso arrisco a ficar sem forças para depois correr.

A velocidade média final foi de 30.0km/h, tendo assim conseguido, mesmo à tangente, cumprir um dos objectivos traçados.

Refere-se ainda que em termos de reposição energética consumi 2,5 barras + 3 gel + 750ml de isotónico (meu) + 1000ml de água.

Start + 03:15

Chegada ao parque de transição. A rotina desta vez incluía: despir o casaco do ciclismo, tirar o Garmin do guiador – soltando uma fita de velcro – e colocá-lo no pulso, calçar os ténis (que tinham elásticos nos atacadores), colocar a pala do sol, colocar 3 gel nos bolsos e arrancar. Aqui terei feito um tempo dentro da média face aos restantes.

Start + 03:17

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O início da corrida. O momento em que sinto sempre que a parte dos azares já passou. Na natação pode haver uma indisposição. E no ciclismo pode haver 1 ou mais furos, ou até mesmo partir-se a corrente. São azares que podem levar à desistência. Mas na corrida, apesar de ainda faltar a parte que geralmente se faz em sofrimento, mais com a cabeça que com o corpo, tenho sempre a sensação que cruzar a meta será uma realidade, dure o tempo que durar.

Iberman Corrida

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A história foi esta. 1km a achar que dava para ir assim até ao fim. Mais 3km num ritmo de 4:50min/km a sentir-me bem e a achar que esse sim, poderia ser o ritmo até ao final. AH! O vento soprava pelas costas.

Chegada ao primeiro abastecimento, aos 5km, a sentir algum cansaço nas pernas. Paragem para ingerir 1gel, beber um pouco de isotónico, comer um bocado de banana e beber água. Feito isto parecia que tinha renascido para a corrida. As pernas estavam de novo leves e sentia-me bem a correr. O ritmo andava pelos 4:55min/km com o pulso perto dos 1555bpm, perfeitamente controlado e dentro do objectivo traçado. Mesmo assim, mentalmente já só pensava no próximo abastecimento, para ver se voltava a ter aquela sensação de rejuvenescimento.

Paragem no segundo abastecimento para ingerir 1gel, beber um pouco de isotónico, comer um bocado de banana e beber água. Repetida a fórmula, arranquei e … eh pá, isto não fez grande coisa. Ah! e o vento estava agora de frente. Wow! Ali começou a custar. Mas o ritmo continuava dentro do objectivo. Sendo assim, continuemos.

Alto! Quase desde o início da corrida que estava a adiar uma paragem forçada para verter águas. Podia ter aproveito junto a um dos abastecimentos, mas duvido que os voluntários quisessem ver-me virado para as moitas. Por isso, por volta do 13km, e após ter ultrapassado 2, atirei-me para as moitas. Tau! Ali mesmo no mesmo de uma marginal junto à praia. Mais aliviado e com o mesmo cansaço galopante, lá dei corda aos ténis e fui de novo em perseguição dos 2 que já tinha ultrapassado.

A ranger os dentes e a bufar lá cheguei ao último abastecimento. Ainda tentei ingerir 1 gel, mas já não havia vontade. Fiquei pela água, pelo isotónico e por um gole de Coca-Cola (ou uma merda com ar disso).

Dali, do 17km até à meta, foi um martírio. Apesar de tudo o ritmo não estava mau e conseguia manter-me na casa dos 5:00min/km. O problema era mesmo o cansaço, a falta de paciência e o vento, o maldito vento que parecia ter aumentado de intensidade. Houve um momento em que tive vontade de me sentar no lancil do passeio. Sentava-me ali e esperava por um autocarro. Ou dormia um bocado e levanta-me uma hora depois, quando já estivesse mais fresco. Estes pensamentos são lixados.

Não me sentei no lancil, continuei a resmungar, a ganir, a bufar, e ainda ultrapassei mais dois. Por mais cansado e farto que estivesse, havia sempre uma coisa que me empurrava para a meta contra o vento: mulher e filhas à minha espera, desejosas de me verem chegar. Essa imagem, nos momentos mais difíceis, é sempre o empurrão que precisamos para continuara a andar.

Start + 05:07

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Estava feito, estava na recta para a meta. Estava tão desejoso de chegar à meta que nem me lembrei de agarrar nas miúdas para irem comigo naqueles últimos metros. Paciência. Fica para a próxima.

O único ponto negativo a mencionar: na meta não havia relógio a indicar o tempo de prova! Imperdoável!

Segundo a cronometragem do chip, terei feito 1:49:42 para percorrer os 21.29km medidos pelo Garmin. Ignorando as paragens, segundo o Garmin teria feito 01:45:50, para um ritmo médio de 4:58min/km, que seria outro dos objectivos traçados.

A questão é que fiz paragens para recuperar forças. Se não as tivesse feito duvido que conseguisse manter aquele ritmo. Faltaram-me mais treinos longos durante os treinos. Se corrigir isso nas próximas semanas, então acredito que consiga parar menos no triatlo de Lisboa e fazer um tempo melhor. Grosso modo terei perdido 01:10 no primeiro e no segundo abastecimento, 00:40 nas moitas e 00:50 no 3º abastecimento. É muito.

Cheguei ao fim cansado e nas horas seguintes fiquei com um empeno enorme. Nada comparável ao ano anterior, em que terminei a achar que podia ter dado mais. Cansado mas feliz e contente. Venha o próximo longo, a 3 de Maio, em Lisboa.

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A equipa dos Leões de Olhão Triatlo, eu e o João Antunes
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8 respostas a II TRIATLÓN IBERMAN – Media Distancia

  1. cbarata diz:

    Como sempre, li com muito gosto. Parabéns!

  2. Parabéns Luís! Com um relato destes parece que estive lá presente na prova. Fico com vontade de experimentar porque da forma que escreve até parece fácil mesmo com as dificuldades todas que refere. Um abraço e boa recuperação do empeno! Pode ser que o vá apoiar no Triatlo de Lisboa (se me conseguir mexer depois do empeno dos 55 km do dia anterior…)

    • Obrigado Sílvio. O empeno foi grande e a prova custou, não nego, mas a verdade e que para estas provas (ou as de trail) o que custará mais, serão os treinos. Difícil é conseguir treinar de forma consistente, regular e com a carga necessária para enfrentar estas provas com confiança

  3. Lénia diz:

    Obrigada pelo relato, Luís! Sabe sempre bem ler os teus relatos, este em especial, por não ter estado presente. Quase deu para sentir que lá estava! Só faltou a comparação com a primeira edição. Gostava de saber o que sentiste desta vez de diferente em relação à tua primeira experiência. Beijinhos e continuação de bons treinos, pois é aí que se encontra o desafio principal.

    • Lénia, tu, o Fabinho, o David, o José, o Igor, o Rita, e a tal coisa que o primeiro teve mais encanto. Eu não quis referir os percurso do primeiro por este ser bem diferente no ciclismo e na corrida. Mas repara, no primeiro er apreciso pedalar 100km com umas subidas tramadas pelo meio, coisa que fazia baixar a média. Depois era 19km a correr, grande parte num caminho tipo Ludo e com os últimos 4km na areia da praia. Agora era ida e volta numa estrada com algumas ‘lombas’, onde o vento é que fazia aumentar o esforço na ida e facilitava o regresso. A corrida era sempre plana em piso muito rápido (mas massacrante). O ano passado fui a conter-me no ciclismo e fiz uma corrida sempre a gerir o esforço para o lado mais lento. Agora foi diferente, já que tentei forçar na ida do ciclismo, contra o vento, e consegui impor um ritmo de 5:00min/km na corrida (muito mais rápido que no ano passado). Maior velocidade, maior empeno🙂

  4. Anónimo diz:

    Pela primeira vez comento um texto seu, mas já algum tempo sigo o seu blog por que é, todo ele, um reflexo das dificuldades que aparentemente passamos só porque gostamos de ter o prazer de terminar uma prova. Parabéns pela prova e parabéns pelo seus relatos que irão concerteza contribuir para, um dia fazer um triatlo, talvez na distância olímpica. Quanto a mim tenho a maratona de paris a oito dias de distância. Mais um empeno mas,mais uma prova que estou vivo e que realmente existo. Um abraço. Luis Filipe Sequeira.

    • Obrigado Luis. Eu cheguei a estar inscrito para a maratona de Sevilha, mas uma lesão em Novembro estragou tudo. Perdi grande parte das provas locais e tive de desistir de tentar fazer a prova rainha do atletismo. Por um lado nem foi mau, já que teria sido difícil recuperar de uma maratona e ir fazer o Iberman. Mas agora, passado este triatlo, volta de novo a ideia de tentar ir a uma maratona. Talvez em 2015 e de novo em Sevilha.
      Ficam os meus votos que essa maratona de Paris seja conquistada em grande nível. Força!

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