XIII Triatlo Cidade de Quarteira – C. N. Clubes

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Com muito atraso, fica a história da minha prova no dia 13 de Abril.

O Balanço

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Foi a pior natação de sempre e o melhor resultado de sempre nesta prova. Um sabor amargo no meio do doce da sensação pelo resultado final. Satisfeito e desiludido ao mesmo tempo. Vamos aos detalhes.

Natação

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Nem sempre a distância mais curta entre dois ponto é a linha recta, sobretudo quando há ondulação e corrente. Primeiro problema, naquela manhã havia alguma ondulação na direcção indicada pela seta branca na imagem em cima. Por coincidência, vinda do lado para onde respiro. Segundo problema, achei que se me posicionasse o mais à direita na praia, teria de nadar a distância mais curta para chegar à primeira bóia. Terceiro problema, esta edição bateu o recorde de inscrições e, para além dos muitos fatos de borracha que enchiam a praia, destacava-se também a cor das toucas, sobretudo brancas, verdes e azuis, ou seja, muita malta nova … e rápida. Quarto problema, quanto mais faço estas provas, mais tótó pareço estar à partida.

Com tanto problema, tinha de dar merda. Tiro de partida e lá fui eu … campeão. Atirei-me à água e comecei a tentar nadar naquela confusão. Tau! Cacetada na cabeça. Tau! Cacetada na cabeça. Tau! É pá! Fosga-se, já chega! levava cacetada, a água mais parecia uma cerveja mal tirada – cheia de espuma –, tentava respirar para esquerda e a ondulação, apesar de pequena, deixava-me desconfortável e sem conseguir coordenar tudo. Daí até à respiração começar a não funcionar, foi um pulinho. Tudo perdido.

O processo repetido na piscina milhares de vezes, dizia que após inspirar com a cabeça voltada para a esquerda, o braço esquerdo e a cabeça enfiavam na água para completar o ciclo da braçada. Tá bem abelha. A cabeça voltava para a esquerda para inspirar e, quando era suposto enfiar na água, algo dizia que não podia ser e fazia com que se mantivesse à tona. Coisa mais parva. Os braços davam braçadas e a cabeça rodava de um lado para outro a ver a paisagem. Daí a começar a nadar um pouco em bruços foi um instantinho. E a primeira bóia ainda estava ali ao fundo. Caraças, isto já me tinha acontecido no Sprint de Oeiras, só que agora ainda me sentia pior.

Voltei a nadar o melhor que consegui e lá cheguei à primeira bóia, onde havia alguma confusão para a contornar. Pimba! Mais cacetada. Dei a volta e procurei posicionar-me mais do lado de fora para tentar evitar mais confusão. Pensava eu que a partir daí seria mais fácil. O tanas. Agora a ondulação estava de frente e obrigava a coordenar a respiração. O senão é que pouco ou nada tinha recuperado da agitação anterior, sendo por isso muito difícil conseguir entrar no ritmo. E vai daí dei por mim a nadar um pouco de costas. WOW! Será que ainda iria tentar mariposa?

E foi ali a meio entre a primeira e a segunda bóia que vieram os piores pensamentos: “Vou desistir! Não dá! Isto está muito mau! Quero ir para casa! Vou abandonar o triatlo”, e outras tretas. Sem conseguir nadar em condições e com estes pensamentos, estão reunidas as condições para acabar a prova da pior maneira. Mas bem ou mal lá continuei e cheguei finalmente à segunda bóia. E só depois de a contornar e ficar com a ondulação pelas costas é que consegui finalmente começar a nadar qualquer coisinha de jeito.

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A praia estava ali à minha espera e parecia que nunca mais lá chegava. Quando finalmente consegui bater com a mão no fundo, levantei-me, meio tonto e a respirar a 300 à hora. Primeiro pensamento: “Será que sou o último?”. Hum! Não, não era. Apesar da natação ter sido um pesadelo, ainda tinha alguns atrás de mim, uns 70 a 80.

Subi pela praia a passo de caracol. Mais uma vez, foi o João Rita a gritar: “ACORDA!”. Está visto que quando saio da água preciso sempre de um clique para passar de novo ao modo de competição. A caminho do PT, pelo ar, nem parecia que tinha estado a tentar dobrar a nado o Cabo das Tormentas em dia de grande temporal.

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Ciclismo

Fiz uma transição rápida e não me atrapalhei com o Garmin, ao contrário do que sucedeu o ano passado quando o tentei colocar no pulso. Desta vez arranjei um sistema muito simples para o manter preso junto ao guiador, o que também facilitava bastante a sua consulta enquanto pedalava.

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Sapatos presos nos pedais, como mandam as regras da rapidez nas transições. Ao olhar para a foto vejo ali um tipo prestes a subir o passeio. Nestas provas, isto de arrancar a pedalar nem sempre é feito em grande estilo. Quem quiser filmar bons Apanhados, coloque-se à saída do PT. Montei-me na bicicleta, coloquei os pés em cima dos sapatos e mais à frente avancei com o processo de os enfiar dentro dos sapatos. O direito, infelizmente, não correu na perfeição e acabou por ficar um pouco enrolado junto ao calcanhar. Paciência. Ia ter de pedalar assim que não havia tempo a perder com mais malabarismos.

Etapa seguinte, ter a sorte que passasse uma boa “roda”. Passou um mais rápido e, claro, colei-me a ele. No final da avenida e antes da viragem, já éramos 4: um matulão que puxava, eu e mais duas miúdas com ar que podiam ser minhas filhas.

Etapa seguinte, saber se o grupo ia desaparecer na ‘famosa subida’ ou se eu os conseguia acompanhar. Nesse pormenor estive bem, já que na subida era eu que passava para a frente. Menos um problema.

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Etapa seguinte, saber de pois da ‘famosa descida com curva à direita’ o grupo iria desaparecer, já que eu nas descidas sou mesmo uma nódoa. Como era previsível, eu travei demais e o grupo afastou-se na curva. Mas nada que um sprint não resolvesse. Na foto de cima dá para ver aquilo que os da frente se afastaram.

Com estas etapas ultrapassadas, concluí que tinha ali “roda” para poder acompanhar. Ir mais rápido que eles não dava, por isso, o importante seria seguir naquele grupo até ao fim. A dada altura, em esforço, eu arfava que nem um doido “Nhããã HUMM Nhããã PFF Nhããã”. Lembro-me de olhar para o lado e ver a cara de espanto de uma das miúdas que seguia no grupo. Ela, que nem se ouvia respirar, estava de olhos esbugalhados a fixar-me, provavelmente a pensar: “Ai que o cota vai ter uma cena má!”. Mas não tive.

Na segunda volta, antes de se virar para a meta, o nosso grupo foi alcançado e ultrapassado por um grupo de mais de 20, todos novinhos. Mais miúdos. Se nós íamos a trinta e tal, eles seguiam a quarenta e tal. Apanhar a sua roda? Impossível. Aliás, eles viraram para a transição e nós ainda tínhamos de fazer mais uma volta. Tudo dito.

Segundo o Garmin:

  • Em 2013 com velocidade média de 31.9km/h e RCM de 169bpm. Tempo final de 00:35:34
  • Em 2014 com velocidade média de 32.6km/h e RCM de 168bpm. Tempo final de 00:34:37

Corrida

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Não tenho forma de comparar com outros anos, já que nas provas Sprint não existe registo dos tempos das transições, mas estou a crer que fiz a minha mais rápida transição de sempre. Em relação ao Garmin, bastou tirar uma fita de velcro que o segurava ao guiador e seguir com ele na mão durante a corrida. Foi rápido e eficiente.

Senti-me bem na corrida e consegui manter o ritmo que tinha previsto fazer, abaixo dos 4:30min/km.

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Terminei com ritmo médio de 4:20 min/km e RCM de 170bpm. Fiz 00:21:38, o que representou a minha melhor marca nos 5000m numa prova de triatlo. Para quem começou isto há cerca de 3 anos, não está mau.

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Uma resposta a XIII Triatlo Cidade de Quarteira – C. N. Clubes

  1. Pedro Ribeiro diz:

    Cada vez melhor, força amigo !!!

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