IX Lisboa International Triathlon

10306465_10200829116929888_5043536597535471672_n

A 3 de Maio de 2014, pouco mais de um mês depois do Iberman, completei mais um triatlo na distância longa ou “Half Ironman” com: 1,8Km a nadar, 90km a pedalar e 21Km a correr.

Tempo total de 5:30:05.

Fui 367º da geral (entre 565 que terminaram) e 49º do meu escalão 45-49 anos (entre 83 que terminaram). Os parciais:

Natação:  0:38:02 + Transição 1 em 02:54

Ciclismo:  2:51:46 + Transição 2 em 02:52

Corrida:   1:54:31

Dos 598 que começaram a prova, 26 não terminaram e 7 foram desqualificados.

Start – 48:00

A prova foi num Sábado e a 5ª Feira anterior era feriado, por isso organizei tudo para passar uns dias em Lisboa e aproveitar para rever uns amigos de longa data. Ficámos – eu e a maravilhosa claque feminina que me acompanha nestes grandes eventos – instalados no Hotel Vip Arts, associado à organização da prova e relativamente perto da partida (localizada junto ao Pavilhão de Portugal).

Na tarde de 5ª Feira, depois de guardar as coisas no quarto, saímos para ir levantar o dorsal e para eu aproveitar para fazer uma corrida ligeira no percurso da prova. Uma tarde de calor com o Parque das Nações repleto de gente a passear. Eu disse que o Hotel era relativamente perto da partida – uns 800m medidos no Google Earth – mas quando se vai com uma filha de 3 anos, o “perto” pode tomar dimensões gigantescas.

Na fila para levantar o dorsal fui questionado por uns espanhóis sobre horários da prova e trocámos umas palavras sobre o curriculum em provas de triatlo longo. Foi aí que me apercebi, por ouvir outros a falar, que aquilo mais parecia uma prova realizada em terras de Nuestros Hermanos. Para onde quer que me virasse só ouvia falar espanhol.

Chegado momento de levantar o dorsal, disse o meu nome e o número que já tinha visto na lista de participantes: “722!”. A senhora da organização foi à lista, disse o meu nome associado ao dorsal 722 e deu-me o saco preto com o material para a prova (dorsal, touca, autocolantes e tatuagens).

Ultrapassada esta formalidade lá fui fazer uma corrida de cerca de 25min a ritmo leve para reconhecer o percurso. Apreciação: o piso variava entre o mau, péssimo e o terrível. Havia as zonas em cimento com partes irregulares em paralelepípedos, havia um troço em terra batida com bastantes pedras que obrigava a ver bem onde se pisava, e havia uma zona da ponte com piso de estrado em madeira que era um pesadelo para acertar a passada. Nada do piso direito e certinho que apanhei no Iberman em Ayamonte.

Regresso ao hotel e constatação que o tal “perto” podia ficar longe com uma filha a pedir para ir às cavalitas. Um treino para fortalecer os gémeos. No quarto do hotel fui explorar o conteúdo do saco preto. Olho para o dorsal, olho para o nome impresso e “WOW!?”. Estava escrito “Miguel” qualquer coisa. Olho para o número do saco e leio 772. Ó pá! Como nessa noite íamos jantar perto do local de levantamento dos dorsais, levei o saco e aproveitei para fazer a troca. A senhora da organização pediu imensa desculpa e lá me deu o saco correcto. Peguei nele e enfiei-o na mochila que levava. Fomos jantar e fiquei satisfeito por conseguir voltar para o hotel sem peso acrescido nas cavalitas. Uma valente aquela miúda.

Start – 24:00

Manhã de 6ª Feira. Depois de tomar um rico pequeno-almoço no hotel, voltámos para o quarto para nos despachar para ir para o Oceanário. Por curiosidade fui explorar o conteúdo do saco preto. Olho para o dorsal, olho para o nome impresso e “WOW!?”. Estava escrito “Peter” qualquer coisa. Olho para o número do saco e leio 732. Ó pá! Que pesadelo. Como íamos para o Oceanário, de passagem pelo local de levantamento dos dorsais, levei o saco e aproveitei para fazer a troca. A senhora da organização pediu imensa desculpa e lá me deu o saco correcto. SIM, DESTA VEZ OLHÁMOS TODOS PARA CONFIRMAR QUE ERA O 722!!!!

Caminhada até ao Oceanário, caminhada até ao Vasco da Gama para almoçar, caminhada até ao hotel para ir buscar o material para nadar à tarde e caminhada até ao grande lago onde está o Oceanário. Ufa! Isto mói. E com o calor que estava, ainda mói mais. Resta saber se este pormenor terá sido uma explicação para o desastre que se verificou no dia seguinte na corrida.

10275952_10203011674549299_90835335862787164_n

Na tarde de 6ª Feira a organização do evento dava a possibilidade de se treinar na zona onde se riria realizar o segmento da natação. Podia ter saltado esta parte, mas acreditei que seria uma boa aposta dar umas braçadas naquela água, a tal que poderia por em risco a minha saúde. Até porque o ‘trauma’ do triatlo de Quarteira ainda estava presente e era necessário segurança para que não houvesse aflição durante a prova. Uma enorme diferença para o mar de Quarteira: ali não há ondulação que chateie durante a respiração. A pouca que havia, causada pela ventania que se fazia sentir aquela hora, pouco incomodava.

Falaram-me depois de uma conduta de água que passava debaixo da ponte de acesso ao Oceanário. Que a nadar batíamos lá com a mão ou que era mesmo necessário rastejar por cima dela com a maré muito vazia. Isto era o tipo de coisa a explorar na véspera para evitar pânicos na altura da prova. Até mesmo para saber se seria uma conduta cheia de arestas ou saliências que pudessem danificar-me o Wetsuit. Depois de nadar no Iberman que todo o cuidado é pouco.

Juntei-me a um grupo de espanhóis (pois claro) que tinha acabado de entrar na água e lá fomos em ritmo confortável com algumas paragens pelo meio.  Nessa tarde a maré estava alta e ao passar debaixo da ponte não vi ou senti nada que se assemelhasse a uma conduta. Reconhecimento efectuado e nada de especial a salientar. Mais uma caminhada até ao hotel, caminhada até ao Vasco da Gama para jantar e última caminhada de volta ao hotel. Isto mói.

Antes de me deitar ainda pedi ajuda à filha mais velha para me colocar as tatuagens no braço com o número de dorsal, já que aquilo não trazia instruções. Duh!

Start – 02:30

10312403_741520335869665_2140675945262824106_n

Uma vantagem de ficar no hotel da organização da prova, além do preço sempre mais baixo, é a possibilidade de tomar o pequeno-almoço bem cedo, neste caso, a partir das 5:00. Desta vez já não levei coisas minhas para o pequeno-almoço, ao contrário do que sucedeu no Iberman, onde estive na casa-de-banho (para não incomodar quem dormia), sentado na banheira, a comer flocos numa tijela com ar deprimido. Desta vez comi coisas frescas e ainda saboreei um café bem quente e revigorante.

Outra vantagem de estar perto da partida foi poder ir de bicicleta sem ter que levar o carro, um pormenor logístico com grande importância no meu caso, onde a claque de apoio fica a dormir (sortudas) e só aparece na prova bem mais tarde. Como gosto de fazer as coisas com calma, cheguei ao PT por volta das 6:30, quando a fila ainda era mínima.

Dentro o PT reparei que a falta de pontos de referência ainda poderia causar problemas (e causou). Eram várias filas com uma placa no início a dizer o intervalo de números de dorsal que englobava. Com calma isso serve de referência, mas a correr e em stress …

Preparei tudo com calma e optei mais uma vez por prender os sapatos nos pedais. Sabia que a calçá-los em andamento poderia ter dificuldades e não correr tudo bem à primeira, mas ganharia tempo ao poder correr mais rápido dentro do PT.

Start – 01:30

eu e jose guimares

Quando saí do PT a fila para lá entrar tinha ganho uma dimensão enorme. Foi aí que encontrei o Miguel Torres e fiquei um bocado à conversa com ele. O Miguel já tinha feito esta prova duas vezes e eu já tinha lido e relido os seus posts no blogue a esse respeito.

Última ida ao WC. Ali, felizmente, havia boa oferta, com tempo de espera reduzido. No Iberman só havia duas casas de banho e num estado que, Minha Nossa Senhora! Com tudo tratado, vesti o Wetsuit e dirigi-me para o local de partida. Eram 7:50 e dispensei fazer o aquecimento dentro de água.

Naquele aglomerado de pinguins com toucas de diversas cores consegui encontrar o José Guimarães, que ia fazer a sua estreia num triatlo naquela distância (que grande estreia que ele fez), e fiquei ali com ele junto à água a observar as partidas, a discutir o estilo de braçada dos prós que aqueciam ali perto, e a falar sobre pormenores ou táticas que supostamente seriam aplicadas durante a prova. Sim, a observar as partidas. As mulheres, na prova “Batalha dos Sexos” (semelhante à distância olímpica) partiam às 8:00. Às 8:14 partiam os participantes masculinos dessa prova. Às 8:20 partiam os prós e malta até aos 40 anos, para a distância longa. E por fim, às 8:25, é que partia o grupo dos cotas, dos 40 anos para cima.

Start

10338318_741520455869653_4790333533029958553_n

Este era o meu grupo, o das toucas verdes. Não faço ideia se me apanharam nesta foto. O que sei é que me posicionei o mais à esquerda possível. Como nestas provas não consigo fazer respiração bilateral, acabando sempre por respirar para esquerda, coloquei-me de forma a que a maioria estivesse do meu lado ‘cego’. Além disso, creio que esse local seria também o melhor para apontar à primeira boia, de forma a reduzir a confusão e toques do grupo.

Nada de pressas, nada de euforias parvas que me fizessem perder o controlo da respiração. Sempre com muito cuidado com os que me rodeavam e pudessem dar cacetada, sempre a controlar o ritmo até sentir que tinha aquecido e pudesse imprimir maior velocidade. No fundo, exactamente o que tinha feito no Iberman com bons resultados.

Estou a passar debaixo da ponte e … Ah malandra! Lá estava a famosa conduta. À profundidade a que estava, o braço tinha de ficar encolhido, servindo para depois puxar o corpo com a mão contra a conduta. Vá lá, pelo menos não tinha mexilhões agarrados nem saliências ou arestas que pudessem estragar o fato. Depois desse encontro imediato, contornei a primeira boia sem dificuldade e senti que podia começar a apertar um pouco mais o ritmo.

Creio que terei nadado mais rápido até voltar a contornar a tal primeira boia, logo a seguir à ponte com a conduta e que depois disso abrandei para gerir o esforço. Isto não tem muito que inventar. Se puxar demasiado posso conseguir reduzir uns 2min(?) ao que costumo fazer. E o cansaço que fica para o resto da prova? Vale a pena fazer essa aposta quando 2min se tiram de forma mais fácil numa transição rápida?

Uma nota para a parte final deste segmento onde era necessário aceder à rampa de saída da água, a qual era um pouco estreita para a quantidade de nadadores que chegavam junto dela. A sua largura fazia com que se formasse uma fila para a saída da água onde não valia a pena tentar passar pelo lado. Tinha-se de ter calma e aguardar a possibilidade de começar a correr pela rampa a despir o fato.

Start + 00:38

No Iberman, com uns 1000m de corrente a favor uns 900m a lutar contra a corrente, fiz 38:13. Ali, naquele lago, fiz 38:02. Portanto, o meu valor de referência na natação em triatlos longos será os 38min. Os 26:30 que fiz no Iberman do ano passado foram conseguido com uma enorme corrente a favor e por isso não podem contar para esta análise.

Entrei no PT, procurei pela fila onde estaria o 722 e … enganei-me. Raios! Nada de preocupante já que passei por baixo da barra metálica de apoio das bicicletas e fui dar ao sítio do cesto. No Iberman demorei 6:44 na primeira transição. Uma eternidade. Desta vez já levava as meias de compressão calçadas, a fita cardíaca colocada e o top do trisuit vestido. Assim, foi despir o fato, por o capacete e arrancar. Tempo? 2:54

Start + 00:40

Nova imagem

Comecei o ciclismo com o pulso abaixo dos 155bpm, o que representa bem a diferença para o esforço que se aplica na natação num Sprint, onde começo sempre a pedalar com o pulso quase no máximo.

Depois de me atrapalhar a enfiar o pé direito no sapato e ter de encostar à berma para corrigir isso (já é crónico), e depois de passar a zona demolidora de paralelepípedos, entrei no circuito onde teria de completar 4 voltas.

Um circuito ao longo do IC2, relativamente plano, com uma subida tramada de 1km na parte final antes da inversão de marcha em cada volta. E como não podia deixar de ser, vento, muito vento a chatear na ida até perto de Sta Iria da Azóia. Um vento oblíquo ao andamento, de Noroeste, que aumentava o esforço para se conseguir um andamento decente.

Na imagem, no gráfico a azul, o declive maior diz respeito à perda de velocidade na tal subida de 1km. Antes disso, o declive é sempre decrescente com a velocidade média a situar-se nuns 28km/h. Era isso que tentava conseguir nos percursos de ida a lutar contra o vento. Ao inverter a marcha no final da tal subida, a descida no regresso convidava a acelerar bastante. Eu chegava perto dos 50km/h para logo a seguir travar com receio das rajadas de vento … maricas.

Depois era aproveitar o vento pelas costas e tentar compensar o andamento mais lento no trajecto de ida. No gráfico dá para ver que havia ali um período razoável onde a média se situava nos 45km/h. Senti-me bem a pedalar nessa zona, senti-me forte e fiquei surpreso ao ultrapassar vários, alguns com bicicletas bem melhores que a pobrezinha da minha BH. Essa é a parte que designo por “que gozo que isso me dá”.

Ao chegar perto do final da primeira volta ganhei mais alento ao ver que a claque feminina já ali estava para ver-me passar. São poucos os segundos em que cruzamos o olhar e ainda gritamos algo, mas é o suficiente para ganhar novo alento. Mais eficaz que qualquer barrita ou gel que se possa tomar. E por falar nisso fica a nota que naquele percurso de 4 voltas terei comido 2 barritas energéticas, 2 gel,  e bebido 750ml de isotónico reforçado e uns 2L de água.

Start + 03:32

De volta ao PT achei que a condição física era boa e que o ciclismo não tinha feito mossa. Lá procurei pela minha fila e, mais uma vez, enganei-me. Cum caraças! A empurrar a bicicleta seria mais complicado atalhar caminho, por isso, perdi algum tempo até chegar ao meu lugar. Acabei por fazer 2:52, o mesmo que tinha feito na transição anterior.

Start + 03:35

Nova imagem (10)

Demasiado optimista ou ingenuamente tinha traçado o objectivo de tentar correr ali perto dos 4:45min/km. Afinal, se no Iberman tinha feito perto de 5:00min/km, agora teria de fazer melhor.

Arranquei confiante e a verdade é que fiz os primeiros 5km com média de 4:52min/km. Se mantivesse isso até ao fim seria muito bom.

Nova imagem (11) Qual quê. Esta foi a prova onde me cruzei com o temível “Homem da Marreta”.

Ao fim de 3km creio que foi onde apanhei o Miguel Torres que tinha partido 5min antes de mim. Desejei-lhe força e continuei no meu passo. Sentia-me bem e não estava a correr mal. Passei junto da zona da meta para completar uma volta, vi toda aquela gente a apoiar e ainda me senti melhor. Tanto que como se pode ver pelo quadro, fiz o sexto km a 4:51min/km.

Mas por volta do oitavo km, BUM! Comecei a sentir um cansaço do caraças e só tinha pensamentos derrotistas: “Levem-me daqui”, “Quero ir para casa”, “Estou farto disto” e etc. Manter aquele passo para fazer mais 5km em bom nível estava fora de questão. Ainda pensei em tentar correr perto dos 5:00min/km e conseguir manter isso até ao fim, tal como tinha feito no Iberman onde os últimos 5km custaram bastante a fazer.

Mas não dava. O ritmo continuava a baixar e perto dos 10km fiz aquilo que nunca esperava fazer naquela prova: começar a andar. Andei uns metros porque já estava farto de tentar correr. É como quando estamos podres de sono a ver um filme e dizemos que vamos fechar os olhos só por um bocadinho. O mais provável é acordarmos só no final do filme. Ali o problema era voltar a correr depois da sensação de conforto de se estar a caminhar. É complicado. Sei que voltei a correr pouco depois, com muito custo, e sei que só pensava em voltar a caminhar.

É importante falar agora dos abastecimentos. Havia 3 postos de abastecimento. O primeiro, ao fim de 1km, onde havia Coca-Cola, laranja, banana e gel. E água? Não, nesse não havia água. Tau! Não se entende. Tinha saído do ciclismo e quando ali cheguei só me apetecia beber água e refrescar. Infelizmente tive de me contentar com um gole na Cola e em chupar dois gomos de laranja. Coca-Cola mais laranja? Hum …

O segundo abastecimento ficava 2km depois e nesse só havia água. Mas para chegar a esse era preciso atravessar o deserto que se vê nesta foto, onde o calor e o cansaço se faziam notar mais, e a famosa ponte com o piso em estrado de madeira que complicavam a corrida ao máximo. Depois fazia-se mais cerca de 1,5km, de ida e volta ao longo do percurso com pior piso, para ter acesso a mais um abastecimento também só com água.

10155875_741520772536288_1696746075369978186_n

Aquela média de 6:35min/km que fiz aos 10km é o resultado não só de ter caminhado um pouco, como também da paragem forçada que fiz para ir ao WC. Digamos que a mistura de Coca-Cola com laranja, por pequena que tenha sido, estava a causar efeitos indesejados nos intestinos.

Ainda tinha de fazer 10km de corrida, ou mais 2 voltas. Que pesadelo. Por volta dos 13km, para piorar, começo a sentir dor no lado exterior do joelho esquerdo, o tal onde tive a primeira lesão relacionada com a tal síndrome da banda iliotibial. Fixe. Só me faltava mais essa. Sei que me arrastei durante algum tempo com essa dor e ainda sem saber como, a dita cuja acabou por passar. Vá lá.

Na última volta parei mais uma vez no segundo abastecimento para beber alguma água e despejar umas 2 garrafas por cima de mim. A claque feminina gritava-me “Força! Está quase!” e eu disse-lhes para irem para mais perto da meta para depois apanhar as miúdas e cortar a meta. Disse-lhes isto e logo de seguida lembrei-me que ainda tinha de ‘correr’ uns 2km no tal percurso muito mau. Credo. Aqui foi mesmo demolidor. Dei a volta e no terceiro abastecimento, a uns 300m da meta, ainda tive de parar para beber mais um pouco de água e molhar-me. Caramba, que fartura.

Por fim, depois de muito sofrimento, o momento alto do dia

10329141_10200835977621401_3632811530054336731_n

Start + 05:30

Este não era o tempo que esperava fazer. Entrei ali a pensar fazer perto de 5h15min e fiquei longe desse objectivo. No Iberman corri a cerca de 5:00min/km mas fiz paragens prolongadas nos abastecimentos, tendo gasto 1:49:42 para fazer os 21.3km. Ali, entre algumas partes a caminhar acabei por demorar 1:54:31 para fazer os 19.8km registados no Garmin.

Explicações? Decorreram cerca de 5 semanas entre os dois triatlos longos e houve ainda pelo meio o triatlo Sprint de Quarteira onde dei o meu melhor. Para uns isso pode ser mais que suficiente para recuperar, mas no meu caso acredito que não tenha sido suficiente. Apesar de ter treinado bem e de achar que o corpo tinha recuperado, notou-se demasiado cansaço naquela corrida.

Terei feito mais esforço no ciclismo? No Iberman fiz RCM de 152bpm. Nesta fiz RCM de 148bpm. A diferença é que no Iberman, a primeira metade era contra o vento e a segunda a favor. Ali em Lisboa era 4 vezes contra o vento e 4 vezes contra. Um tipo de desgaste diferente.

Houve também todas aquelas caminhadas na véspera que podem ter causado mossa. Enfim, fosse o que fosse, levei com o “gajo da marreta” e não gostei. Fica no entanto a certeza que continuarei a treinar mais e melhor para que da próxima vez consiga fazer melhor.

Positivo

– Por 150€ de inscrição era bom que a oferta fosse grande e variada. Nesse aspecto tenho a dizer que a oferta gastronómica no final da prova era razoável e equilibrada. Havia água e refrigerantes de vários tipos. Havia melancia, banana, abacaxi e laranja. Havia bolinhos sortidos e pão com chouriço;

– Com 1000 inscritos, dos quais 750 eram estrageiros, esta é a maior prova que se realiza em Portugal nesta distância, com impacto muito positivo na economia local;

Negativo

– “Não é permitido andar na roda”: apenas vi o juiz passar uma vez de moto. Além disso não vi mais qualquer fiscalização dessa regra tão importante. Resultado? Foram muitos e muitos os que vi a aproveitarem o vácuo do tipo da frente, em particular nos percursos com o vento contra. Até vi passar 2 montados em “cabras” que mais pareciam uma equipa de contra-relógio;

– A ordem dos abastecimentos onde o primeiro não tinha água. A oferta de Coca-Cola, laranja, banana e gel deveria estar localizada no segundo abastecimento, a meio de cada volta;

– As toucas deviam ter o número impresso de origem, ou mesmo indicado a marcador pela organização (como fizeram no Iberman). Não faz sentido ter de colocar 2 autocolantes que ou caíram antes da prova por causa do pó de talco, ou iriam cair dentro de água transformando-se num resíduo poluidor;

Esta entrada foi publicada em Lisboa, Provas Desportivas, Triatlo com as etiquetas , , . ligação permanente.

7 respostas a IX Lisboa International Triathlon

  1. LUIS VIEGAS diz:

    Amigo Luis hoje é ultimo dia com inscrição mais barata(20 euros) para o Triatlo Olimpico Mazagon(Huelva) sem roda (site DX2 TRIATLON).Data 2 de Novembro.
    Convido-te para ires nadar(treino grande ou há descrição com fato) connosco Domingo de manhã as 10 horas em frente ao casino praia Monte Gordo podes vir mais cedo e correr ou fazer bici antes.

    • Luis, vais a esse de Huelva?
      Agradeço o convite mas Domingo vou a Faro correr na prova “1ª Grande Hora Alentejana”

      • LUIS VIEGAS diz:

        Vou se fores podemos organizar a deslocação que fica mais barato. Se quiseres mais cedo a 28 de Junho um Olimpico en Roncillo(Sevilha) sem roda e custa 35euros até 31 Maio a esse não sei se vou..

      • Luis! Acabei de me inscrever nesse Olímpico🙂
        Vamos? Mas entretanto vi que no mesmo dia vai haver um Longo e que o preço até fim de Junho é 99€!!!!!
        Só vi isso depois de me inscrever no Olímpico. E agora até estou tentado a mudar para o longo.
        E sim, combinávamos a deslocação em conjunto que eu não queria ir sozinho

  2. Luis parabéns por ter terminado mais uma prova de triatlo! Nem consigo imaginar o esforço necessário para terminar esses 3 desportos… O cansaço das outras provas e as caminhadas fizeram mossa de certeza! Um abraço e boa recuperação

    • Obrigado Sílvio. Isto também foi bom para dar experiência pois só assim vamos conhecendo melhor o corpo e os limites. Para o ano, garantidamente, não irei marcar duas provas desta dimensão apenas com 1 mês de intervalo.
      Sílvio, quando vieres cá abaixo, apita. O grupo das 6ª Feira está cada vez maior😉

  3. Pingback: I Triatlo de Alvor "Valter Pais" | Ma Ke Jeto, Mosso on Sports

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s