I Triatlo de Alvor "Valter Pais"

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Foi a 10 de Maio e eu só agora é que venho aqui contar essa aventura. Imperdoável a falta de actualização deste blogue. Adiante.

Triatlo à porta de casa na distância Sprint (750m natação + 20km ciclismo + 5km corrida), apenas 7 dias depois de ter conhecido o ‘homem da marreta’ no “IX Lisboa International Triathlon”. Sabia que não poderia estar a 100% e psicologicamente não estava motivado, por isso seria uma prova que iria enfrentar com naturalidade, sem pressões ou expectativas.

O resultado final: Fiz 1:23:33 e fui 19º da Geral (4º do meu escalão) entre 45 que terminaram a prova.

Antes da prova

45!? Sim, eram poucos à partida. Nada que se assemelhe aos quase 300 que estiveram no triatlo de Quarteira. No ano da sua estreia, isto foi assim uma espécie de prova familiar, para amigos e conhecidos. Mesmo antes de ser dada a partida já se sabia que Beltrano iria ficar em determinada posição, a não ser que Cicrano tivesse um grande azar. Esta foi também a prova onde estive mais perto de subir ao pódio no meu escalão, mas por azar apareceram 3 à partida que andavam mais que eu.

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A partida estava marcada para as 15:00 numa tarde de sol e muito calor. O parque de transição foi montado no parque de estacionamento junto à praia. O senão é que a fina alcatifa não disfarçava as pedras que havia por baixo, o que magoava os pés descalços na transição. Em casa descobri também vários cortes no Wetsuit e não sei se os mesmos possam ter sido causados pela fricção sobre uma dessas pedras escondidas ao tirar o fatos com os pés por cima.

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Enquanto se esperava pela partida houve tempo para muitas fotos e conversas com os amigos. A destacar nesta foto a presença de 5 triatletas algarvias, mostrando que este é um desporto com cada vez mais praticantes e que as mulheres têm lugar no meio de muitos homens. Basta que tenham o devido apoio para poderem treinar.

Natação

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Como já disse, não tinha grandes expectativas para esta prova. Estava decido a fazer a prova de forma descontraída. Se visse que dava para andar depressa, andava, se não desse, paciência. Mas em relação à natação, e depois do stress e da aflição que senti no Sprint de Quarteira, onde a meio desse segmento tive vontade de desistir, o objectivo seria o de nadar da forma o mais descontraída possível e sempre em modo de poupança de energia.

Foi dada a partida e o grupo lançou-se a correr para a água. Eu, segui a andar calmamente, como se pode ver na foto. Quando finalmente comecei a nadar, o ‘pelotão’ já levaria um avanço de 10m. Mesmo assim, como se vê na última foto, em poucos metros recuperei parte desse atraso e já estava a nadar ao lado dos últimos. É curioso como no meio da prova não nos apercebemos disto. Com um campo de visão muito limitado, a preocupação é tentar olhar a boia, corrigir a trajectória e ter cuidado com os toques e cacetadas.

Contornada a primeira boia, bem próxima da praia, era agora necessário percorrer uma longa distância paralela ao areal. Fui mantendo o ritmo sentido que estava a ir bem, sem grande esforço, mas sobretudo, com a respiração controlada. Nesta parte do percurso, com a 2ª boia longe, houve lugar muitos erros de trajectória, com vários a queixarem-se no final de terem nadado mais do que era previsto.

Contornei a 2ª boia e no alinhamento para a praia acelerei o ritmo. Segui para o PT a arfar, como é costume, e foi aí que tive a surpresa: tinha chegado primeiro que o meu colega de equipa e de outros que partiram à minha frente e que fazem tempos semelhantes aos meus na natação.

Era isto que devia ter feito em Quarteira. Devia ter deixado seguir a multidão e tentado fazer uma natação mais calma e controlada de trás para a frente. Mas não. Nesse dia armei-me em campeão, fui na molhada, e ao fim de 100m já estava a hiperventilar, incapaz de controlar a respiração, o ritmo ou a coordenação de movimentos. Vivendo e aprendendo.

Ciclismo

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ciclismo

Era onde estava à espera de quebrar, foi onde quebrei. Não conhecia o percurso mas no trajecto de carro para a prova deu para perceber que era tudo menos plano e que havia umas zonas de empedrado onde seria necessária atenção redobrada.

Perdi algum tempo desnecessário na transição e acabei por perder contacto com os que tinham saído da água junto a mim e que poderiam ser uma ‘roda’ para seguir enquanto aguentasse. Parti sozinho e tentei colar-me a dois que seguiam bem mais à frente. Passada a zona plana junto às torres do Alvor surgiu a primeira subida. Pfffff! Raios que aquilo estava a custar. Veio depois uma zona a descer na avenida que liga a Portimão para ter de enfrentar nova subida. Nessa altura já tinha conseguido colar-me aos tais que seguiam à minha frente e mantive-me por ali sem tentar grandes ousadias.

Feita a inversão de marcha descobri outro contratempo: o percurso em direcção a Alvor era com vento contra que cortava bastante o andamento. Mais um motivo para seguir atrás de quem puxasse. As pernas estavam pesadas e já adivinhava que era uma questão de tempo até abandonar o modo de competição.

Quando repeti a subida na avenida em direcção a Portimão, armei-me em campeão, levantei-me do selim, pedalei, puxei e … acabaram-se as pilhas. Força para continuar? Tá bem tá. Foi o cansaço físico do fim-de-semana anterior e o desânimo psicológico a darem um ar de sua graça. Deixei ir o par que acompanhei durante bastante tempo e passei claramente a pedalar em modo de passeio.

São percursos diferentes, mas em Quarteira fiz média de 32.6km/h e ali fiquei pelos 30.2km/h.

Corrida

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Como tinha vindo a pastelar no ciclismo (começar a correr numa prova Sprint com o ritmo cardíaco abaixo dos 150bpm é um sinal evidente desse descanso) pude começar a correr com alguma energia que julgava ter perdido. De qualquer forma o objectivo já não seria fazer um bom tempo mas apenas fazer uma corrida controlada num ritmo que não fosse vergonhoso.

Ida até à ponta da praia por um trilho de terra batida com o vento contra e regresso pelo mesmo caminho. Nesta fase deu para cumprimentar e incentivar ‘adversários’, ou aqueles que ainda competiam para fazer um bom resultado.

Fiz 4:42min/km de média, bem acima dos 4:20 min/km que consegui impor em Quarteira.

Considerações Finais

E foi isto que sucedeu naquela tarde de Maio em Alvor. Gostei da prova e dou os parabéns à organização pelo trabalho, esforço e dedicação por lançarem mais uma prova no Algarve. Só lamentei, como tive oportunidade de dizer a quem organizou, que a data coincidisse com o triatlo de Ayamonte, uma prova que já fazia há 2 anos. Esse facto impediu vários triatletas algarvios e espanhóis de ir a Alvor, tendo os mesmos optado pela prova espanhola. Esperemos que em 2015 já seja possível duas datas distintas para estas provas.

Uma nota muito positiva: os percursos do ciclismo e da corrida tinham mesmo (até ligeiramente um pouco mais) a distância anunciada. Não foram 19,5km a pedalar nem 4,8km a correr, mas 20,6km e 5,2km. Antes um pouco mais que menos que o anunciado.

Das 3 provas Sprint que já fiz – Quarteira, Oeiras, Ayamonte – esta é que tem o percurso mais difícil no ciclismo e a que tem o percurso mais bonito na corrida.

Votos de muito sucesso e longevidade para esta prova. Estive lá e recomendo.

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