III Duatlo de Ferreiras, 2018

Duatlo é um evento atlético que consiste de uma parte inicial de corrida, seguida por um parte de ciclismo e novamente outra parte de corrida, num formato assemelhado ao triatlo (…) As competições de duatlo são realizadas em distâncias curtas, médias e longas. De acordo com a União Internacional de Triatlo (ITU, International Triathlon Union), as distâncias são as seguinte: Curta ou Sprint (5km, 20km, 2,5km); Média ou Standard (10km, 40km, 5km); Longa (10km, 150km, 30km)

Feita a devida introdução, fica a nota que, a 25 de Abril de 2018, Dia da Liberdade, participei pela primeira vez num Duatlo.

Terceira edição do Duatlo de Ferreiras, na distância “Curta”, a qual, naquela prova, se resume a 4,5km Corrida + 16,2km Ciclismo + 2km Corrida. Dito assim parece pouco ou nada. A questão é que, segundo uma Lei qualquer “a intensidade com que fazes uma prova, é inversamente proporcional à sua distância“. Se esta Lei não existe, passa a existir. Em resumo, a velocidade com que vais tentar correr 400m será certamente muito superior à velocidade que consegues aplicar para correr 10km. Ainda de outra forma: “Tão próximo não quero repetir a experiência”.

Houve alguém que disse isto:

“Primeiro o estilo. Só depois o andamento”

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Ténis: Saukony Kinvara 6, verdes; Meias: Compressport Pro Racing V3.0 Ultralight Bike, vermelhas; Relógio GPS: Suunto Ambit 2 Sapphire; Cravo: numa florista na rua; Óculos: Oakley Jawbreaker Prizm Road, brancos; Pala: Compressport, vermelha

Nada disto te garante um lugar no pódio … eu acabei de falar em pódio? Nem sei porque fiz isso … adiante, nada disto será uma vantagem perante os adversários, mas, que ficas com estilo para as fotos, ficas.

Corrida I

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Depois da foto com a equipa do Louletano – talvez a foto onde se conseguiu reunir mais gente da equipa – alinhámos para a partida em frente à Junta de Freguesia de Ferreiras.

A primeira corrida tinha cerca de 500m de troço de ligação à zona do Parque de Transição. Depois eram duas voltas num percurso com 2km e duas zonas a subir que tornavam complicado manter a média que se tinha planeado fazer.

Eu tinha apontado tentar fazer a primeira corrida com média de 4:00min/km. Tudo o resto seria uma incógnita. O Suunto diz que fiz média de 3:59min/km. O esforço? Z5, claro. Grande parte no Red Line. Será que depois ia pagar isso no ciclismo?

Ciclismo

Uma das diferenças do Duatlo para o Triatlo, na primeira transição, é que tudo se passa a velocidade alucinante. Tu não tens que tentar tirar um fato de borracha, nem de o arrumar num cesto. Tu entras a abrir no PT, tentas não falhar o local da tua bicicleta, pões os óculos, pões o capacete, calças os sapatos de ciclismo (sim, eles deviam estar presos nos pedais e serem calçados em andamento, mas isso é outra história), agarras na bicicleta e sais lançado. No Duatlo, nestas provas hiper-mega-curtas, perder 30seg com um pormenor, pode fazer enorme diferença na classificação final. Por segundos se pode perder um lugar no pódio … eu voltei a falar em pódio? Nem sei porque fiz isso … adiante.

Esta era uma prova onde se podia “andar na roda”, por isso, era fundamental “agarrar uma boa roda” e não a largar até ao fim.

O José Varela, que só tem mais dez anos que eu, mas muitos anos de triatlo e duatlos, pedala mais que eu. Em Vilamoura, no triatlo Longo, onde não se podia tirar proveito de andar na roda, chegou ao PT para a corrida com uns 20min de avanço de mim. Tudo dito.

Assim que sai do PT, o Varela foi para a minha frente e, a partir daí, fui sempre colado na sua roda. Andei a mamar aquilo durante 16km. Será pecado? Tivesse eu ficado sozinho a pedalar, algumas partes a lutar contra o vento e o desfecho final teria sido bem diferente. Assim, deu para encaixar média de 33,8km/h. De qualquer forma, convém explicar aos que não estão habituados a pedalar que, isto de andar na roda, não é só “colar” a bicicleta à roda da frente e esperar que o vácuo faça milagres. É preciso pedalar para ficar ali. Ou há pernas, ou se perde a roda na primeira subida ou arranque após um retorno.

Corrida II

Depois de uma corrida no Red Line e de um clismo no Red Line, “só” faltava correr 2km.

Nem 200m corri e os gémeos começaram a gritar, com vontade de se encolherem. Mau! Assim era complicado. Abrandei um pouco, a coisa parecia ter estabilizado e lá voltei a tentar imprimir o ritmo mais rápido que conseguia.

No meu escalão, V3, ou malta entre 50 e 54 anos, só conhecia um. E esse, já ia na segunda metade da corrida, quando eu ainda arfafa para conseguir chegar ao retorno. Sem saber a posição no escalão, tentei dar o máximo, recuperei alguns lugares numa subida tramada, e ainda terminei ao sprint quando percebi que estava alguem a tentar morder-me os calcanhares.

Para esta corrida não tinha qualquer previsão para o ritmo. O Suunto diz que fiz os 2km com média de 4:11min/km.

A Surpresa

Não tendo feito tempos do caraças, tinha noção de ter feito uma boa prova para o meu escalão. Sabia que não tinha sido primeiro, mas estava bastante curioso em saber o resultado final.

Afixam os resultados, percorro a lista com o olhar, identifico o primeiro V3 e tento encontrar o seguinte. Bum! É lá! O segundo V3 era eu, imagine-se. Eu, pela primeira vez na minha curta carreira desportiva, ia subir a um pódio.

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É possível?
Até 3.01.2006 fumei 2 maços de tabaco por dia, durante uns 15 anos
Até 2010 continuei a engordar até chegar aos 100kg e ter um IMC de 30.1
Em 2011 comecei a correr
Em 2012 comecei a fazer Triatlo (distância Sprint)
Em 2013 fiz o primeiro triatlo Longo
Em 2015 fui operado ao Menisco
Em 2018 fui a um pódio
O segredo? Ter força de vontade, treinar e, por vezes sofrer. Basta isso.
Soluções que dizem fazer isto sem esforço? Publicidade enganosa.
Sim, é possível.
E enquanto tiver saúdinha da boa, será isto que tenciono fazer, por vezes a sofrer, na companhia dos que sempre foram atletas e de todos aqueles, muitos, que descobriram tarde a paixão pelo desporto.

O próximo desafio será dia 20, na Galé, para um triatlo na distância Sprint a contar para o campeonato regional.

Ficha Técnica
Tempo final: 00:57:50
Geral Masculina: 46º em 83
Escalão VET III: 2º em 8

 

 

 

 

 

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