Quando os números tentam comparar o incomparável

Gosto de números. Por vezes, uso os números para comparar o incomparável, como alguns vão certamente comentar em relação aos quadros seguintes.

Tu podes treinar por sensações, sem relógio GPS como centro da tua atenção. Hoje em dia, é coisa que parece cada vez estranha. Um gajo sai para treinar sem o seu Suunto e sente-se nú. Eu sinto-me nú e perdido. Eu sei, não devia ser assim, mas é como me sinto.

Podes correr na sensação 1não me aquece nem arrefece. Saí de casa para quê?“. Na sensação 2Consigo ir a conversar na boa com o resto da malta“. Na sensação 3Eh lá! Está a custar. Vou ficar calado para controlar a respiração“. Na sensação 4[Arf!] só consigo [Arf!] responder coisas tipo «Yá» [Arf!]“. Ou na sensação 5 “[Arf!] [Arf!] [Arf!] [Arf!]“. Ou podes usar um relógio que consiga ler os teus batimentos cardíacos, por leitura direta no pulso – muito falível, dizem – ou por leitura através de banda cardíaca apertada no peito – outro tema a abordar em breve – o qual te vai dizendo em que nível de esforço ou sensação te encontras.

Eu sei que estou a arfar e consigo ter uma ideia do nível de esforço em que me encontro, mas, prefiro estar a olhar para um relógio (constantemente) que me vai dizendo isso de forma científica.

Feita esta introdução sobre o meu fetiche pelos números, vamos então ao tema que me trouxe aqui: o uso de números para comparar provas que são incomparáveis e para tentar perceber porque algo correu mal ou se evoluí nestes anos.

De 11 de Maio de 2013 – sim, faz hoje exatamente 5 anos – até hoje, já participei em 8, saliento, em OITO provas de triatlo de na distância “longa” (1.9km Natação + 90km Ciclismo + 21km Corrida). Para uns será poucos, para outros será considerável.

Oito provas todas diferentes entre si, oito tempos diferentes (muito ou nem por isso entre si). O “IX LISBOA INTERNATIONAL TRIATHLON” tinha 340m de acumulado no ciclismo e o “SETÚBAL TRIATHLON” tinha apenas 943m no mesmo segmento. Na primeira, ao fim de 7km de corrida levei com o gajo da marreta e foi um pesadelo arrastar-me até à meta. Na segunda, fiz o meu melhor registo a correr.

Nos quadros seguintes estão os tempos parciais, totais, as médias e um tal coeficiente que eu arranjei para comparar a posição final, i.e., quanto menor a percentagem, melhor a classificação na tabela em relação aos restantes. Das 8 provas, 7 foram no escalão 45-49 e 1 no escalão 50-54, algo que também não permite comparar o tal coeficiente obtido na última prova, em Setúbal, com as anteriores.

São números e eu gosto de números.

Longo1Longo2Longo3

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