4º Triatlo de Altura, 2018

Tempo final: 1:13:06
Geral: 38º em 89
Escalão VET III: 4º em 9
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A minha primeira experiência no triatlo foi a 24.03.2012, em Altura (ler aqui). Uma prova no formato Super Sprint (300m Natação + 8km Ciclismo + 2km Corrida). Fui para lá cheio de teorias e convencido que, para prova tão curta, só podia correr tudo bem. O mar estava um mimo. A prova começou e lancei-me a água sem antes ter mergulhado e nadado para habituar o corpo á temperatura. Levei com uma onda em cima, engoli pirolitos e, a partir daí, foi uma luta pela sobrevivência para conseguir terminar aquela distancia “tão curta”.

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A 21.02.2015 voltei a Altura. Dessa vez, para uma prova no formato Sprint. O senão? Tinha estado uns bons meses sem pedalar. Muitos. Tantos que a corrente até colou. Lá fiz uns treinos antes dessa prova e pensava que a corrida podia safar o resto. Mal comecei a pedalar descobri que ia ser uma luta titânica e solitária para conseguir terminar esse segmento. E ainda assisti a uma queda a minha frente que me deixou com vontade de ir logo para casa.

Ontem, a 21.10.2018, o regresso a Altura para outra prova no formato Sprint, a última a contar para o circuito regional de triatlo do Algarve.
Desculpas? Bem, fazendo o papel de Calimero, posso dizer que nas duas últimas semanas só tinha pedalado uma vez e corrido um total de 15km (ler aqui). Tudo por causa de uma lesão na virilha que me deixou fornicado. Pronto, choradinho feito. Venha a história, finalmente.

A única coisa que poderia estar melhor? A natação. Estava mesmo curioso para ver o que podia sair na água. E o plano era simples: tentar fazer a melhor natação de sempre (fácil), para conseguir um avanço razoável sobre os adversários no escalão. Ter a sorte de apanhar uma boa locomotiva no ciclismo e conseguir ir na roda. Por fim, gerir a corrida com todas as limitações previsíveis.

Chego a praia e … Bum! Já foste! Em vez de uma piscina, estava uma rica máquina de lavar roupa. Técnica!? Qual técnica? Aquilo ia ser uma lotaria. Quem conseguisse orientar melhor e passar melhor entre ondas, safava-se. Os outros, iam estar numa luta desgraçada. A foto de cima, mostra o regresso à praia, com o Sueste a empurrar para a esquerda.

Partida dada, filme feito. Até a primeira boia, contra as ondas, foi terrível. Depois virámos a favor e lá deu para fazer alguma coisa semelhante ao que costumo fazer na piscina. Por fim, depois da segunda boia, ao vir para terra, foi mais uma luta contra corrente, que empurrava para a esquerda do local de saída.

Natação Altura

Começo a pedalar e reparo que quem segue à minha frente, mais próximo, não tinha futuro para locomotiva. Maravilha. Estava sozinho. O grupo mais adiantado, que podia servir de reboque, estava demasiado longe para o conseguir apanhar e ainda ter forças para correr. Mais atrás, vinha o grupo liderado pelos ciclistas do Clube de Vela de Tavira, onde estava o meu adversário direto no circuito regional. Novamente, já foste!

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Manter a vantagem que tinha, sozinho, durante 4 voltas, era impossível. Por isso, só me restava ir pedalando em modo de poupança e esperar pela chegada desse grupo onde teria de tentar aguentar ir na roda. Eles apanharam-me, eu colei-me, mas, em cada retorno ficava mais difícil manter-me por ali. Acabei por descolar na segunda metade da última volta e entrei no PT com um atraso de uns 30seg.

Finalmente, a corrida. O tal adversário estava ali, na linha de vista. E até ao primeiro retorno, a distancia foi encurtando. Tanto, que até pensei que ia dar. Nem por isso. No retorno, ele ao ver a minha posição, liga o turbo e … Bum! Já foste! Até ao final andei por ali a arrastar o esqueleto, na expectativa que não ficassem muitos entre mim e ele, tendo em vista a classificação final no circuito regional de triatlo de Algarve. Mas até isso correu mal.

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A corrida foi feita com média de 4:14min/km, o que, para os treinos que tinha nem foi mau. Só que, para estar a lutar por uma posição no pódio ou no circuito, teria que ter corrido bem mais rápido.

Ficam os parabéns a todos os vencedores, nos escalões e por equipas. Os parabéns ao Mario Torrinha, adversário direto no escalão 50-55 do circuito, que mostrou ali em Altura toda a sua garra a pedalar e a correr. Os parabéns ao João Barroso, que fechou o pódio nesse escalão, com um desempenho muito forte. E os parabéns aos LEÕES DO SUL — TRIATHLON — e a todos os que organizaram esta última prova do circuito.

Agora é continuar a treinar, a pensar em Challenge Roth.

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